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Descobridora dos Sete Mares...


1. Mar Adriático - Zadar, Croácia

2. Mar Báltico - Jurmala, Letônia

3. Mar do Norte - Haia (Den Haag), Holanda

4. Mar Mediterrâneo - Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia

5. Mar Mármara - Istambul, Turquia

6. Mar Negro - Varna, Bulgária

7. Mar do Caribe - Cahuita, Costa Rica

...e de Oceanos, golfos e outros...

Atlântico Norte - Ilha da Madeira, Portugal

Atlântico Sul - Naufragados, Florianópolis, Brasil

Pacífico Norte - Brasilito, Costa Rica



Golfo da Finlândia - São Petesburgo, Russia

Golfo de Nicoya - Isla Chira, Costa Rica

Fiorde de Oslo - Oslo, Noruega

E para saber onde estão todos esses mares, oceanos, golfos e afins...


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Rotterdam


Como parte da minha transição para meu novo cargo, passei um mês em Rotterdam, na Holanda... lá fica o escritório da AIESEC Internacional e nós – os responsáveis pelas diferentes regiões – participamos de uma semana de transição, uma de treinamento e uma de planejamento com eles...
Na AIESEC Internacional normalmente trabalham em torno de 22 pessoas... como eles também estão em transição, eram 44... e nós... um grupo de 12 pessoas que trabalham com as regiões da Asia-Pacífico, Africa, Oriente Médio e Norte da África, Europa Ocidental e América do Norte, Iberoamerica (America Latina + EUA + Espanha) e Europa Centro-Oriental (que é a região que eu trabalho) – grupo esse que se chama “GN Boards”
Obviamente, o time da AIESEC Internacional somado aos responsáveis por diferentes regiões do mundo... só poderia ser um grupo altamente variado de diversas nacionalidades... o nosso grupo de 12 pessoas representava 10 nacionalidades (Tunisia, China, Uganda, Polônia, Islândia, Bélgica, Brasil, México, Colômbia e EUA)


Isso significa que um típico sábado podia ser tão variado como... acordar e tomar café da manhã colombiano comendo arepas com 4 colombianos... tomar um chimas e almoçar com brasileiros, passear pela cidade com uma polonesa e terminar o dia em uma janta chinesa, assistindo um filme de Hong Kong!
Claro que o nosso grupo é algo especial... mas a população de Rotterdam é famosa pelo fato de ser formada por 55% de estrangeiros (sim! Há mais estrangeiros do que holandeses morando lá!)... e isso facilita muito as coisas, já que todo mundo que tu cruza na rua fala inglês
Não só nas pessoas está a variedade de Rotterdam, mas também na arquitetura da cidade... A minha teoria é de que, depois da segunda guerra, como a cidade foi bastante destruida, um grupo de arquitetos malucos resolveu se juntar e, cada um a seu estilo, reconstruir a cidade... e isso resultou nas famosas “casas cúbicas” – que são umas casinhas que parecem um dado colocado inclinado sobre uma base de metal... tendo na sua parte inferior uma das pontas do dado... e tendo as paredes inclinadas e as janelas apontando ou para o chão ou para o céu... (só imagino como as pessoas fazem pra mobiliar a casa e morar lá!)

Além delas, há diversas outras bizarrices arquitetônicas, como um prédio que parece um lápis gigante, um que é um quadrado com um tubo vermelho no meio, uma estação de trem que é um anel pendurado em uns fios de ferro... e, claro, diversos prédios ultra-modernos que convivem lado a lado com as casinhas de boneca de telhadinhos triangulares...


A maior parte do tempo em Rotterdam, passávamos dentro do escritório recebendo treinamentos, planejando as atividades do ano e tendo reuniões sobre como estabelecer cooperações entre o leste europeu e a China ou a América Central... mas também nos divertimos muito por lá!
O grupo dos GN Boards era muito legal e fizemos muitas coisas juntos... de caminhar e se perder pelas ruas da cidade até pular de bungie jump... passando por uma cervejinha no terraço do prédio, um fim de tarde na beira do lago e sair pra dançar no sábado a noite... nos divertimos muito!




Como em época de transição tem muita gente morando lá em Rotterdam, alojar todo mundo era um problema... eu e a Juli (que é dos EUA, passou a infância no Irã e agora é a coordenadora da Ásia Central e da região dos Caucasus) dividíamos um sofa... mas na verdade nem dormimos muitas noites lá, já que a casa era longe do centro e muitas vezes acabávamos ficando em qualquer canto, em casas de gente que mora mais perto... com isso dormi em sofás, sacos de dormir, cobertores esticados no chão... e até no corredor na frente do quarto do dormitório de um dos guris (porque chegamos antes dele da festa e tinhamos que esperar do lado de fora... acabamos pegando no sono e dormindo ali por pelo menos meia hora...). Depois de um mês nessa vida de nômade, eu não via a hora de ter um colchão só pra mim!
Um dos dias mais legais lá foi quando fomos a Den Haag (ou The Hague, ou La Haya... não tenho ideia de como se chama em portugues). Isso é uma “praia” no “litoral” da Holanda... [entre aspas porque para os latinos que estávamos lá ir pra uma praia onde a água é gelada (no Mar do Norte), é preciso andar de roupa na beira da praia e colocar os pés na água é congelante... isso não é exatamente o que a gente esperava de uma praia...]
De qualquer forma, foi muito legal ver areia e ondas, por os pés na água salgada, catar conchinhas e escutar o barulho do mar... Além disso, 2 dos nossos amigos – a guria dos EUA e o belga – pularam de bungie jump sobre o mar... a paisagem para o salto era linda: fim de tarde, o mar lá embaixo com as ondas se agitando, o vento com cheiro de sal... e a gente era o “time de suporte”... tiramos fotos, fizemos videos dos saltos, demos apoio moral... hehe


E depois, fomos pra beira da praia sentar na areia, conversar, tomar cerveja, tirar fotos e olhar o sol se por no mar...


E no último final de semana que estávamos lá foi a festa de transição da AIESEC Internacional, que é bem famosa entre o pessoal da AIESEC aqui na Europa... então veio gente de diversos países, teve festa no terraço do prédio, churrasco no escritório (era pra ser no parque, mas choveu ), campeonato de futebol e uma noite que, depois da festa oficial, em um bar chique, fomos pra um lugar de musica latina e dançamos salsa, merengue e reaggeton até suar e as pernas ficarem doendo de tanto dançar!
Agora, depois desse mês na terra das tulipas, dos coffeeshops, dos moinhos e onde chove todos os dias (acho que nesse mês todo, teve 2 dias que fez sol o dia todo... nos outros dias sempre chovia pelo menos um pouquinho)... to de volta a Budapeste e me mudei pro meu novo apartamento! Amigos que queiram visitar, são bem-vindos!

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Amsterdam

Tava procurando um jeito pra descrever Amsterdam...


...primeiro pensei em dizer: "O que te vem a cabeca quando tu ouve falar de Amsterdam?? Pois é, tudo o que tu provavelmente pensou tem lá!!"

...depois pensei na descricao da Gi "tem cara de vila, mas é muito tecnológica"

...no guia que eu tava lendo sobre a cidade, dizia "liberal e PSICODELICA"

Canais, bicicleta, tulipas... as casinhas tipicas... a cidade que aceita aborto e eutanasia, que vende prostitutas na vitrine e maconha nos bares... que fala de sexo sem pudor e mostra sua cultura em seus varios museus... que tem mulheres semi-nuas vendendo o corpo e profissionais engravatados nas empresas... que vende tulipas ao lado de sementes de maconha... que tem lojas chiques, vende penis de chocolate na feira e tem tetas no chao - na frente da igreja! profana, liberal, tecnologica, psicodelica... Amsterdam tem muitas facetas... e eu conheci varias delas :)


Dia 1 - A Cidade e os estereotipos

No meu primeiro dia em Amsterdam, caminhei pelas ruas da cidade e vi varios dos estereotipos que temos sobre ela...

Andei pelos canais, pelas ruazinhas estreitinhas em meio a eles... vi as casinhas "triangulares" daquela arquitetura bem caracteristica da cidade e muitos estacionamentos de bicicleta.

Curiosidades arquitetonicas:

1. As casas de Amsterdam tem uns ganchos no alto da fachada, pra prender moveis quando as pessoas fazem mudanca... os moveis sao icados e entram pela janela

2. Como a cidade foi construida sobre terreno alagadico, pra sustentar as casas foram feitas estruturas de madeira... detalhe: isso foi lá pelos anos 1200 – 1300... dá pra imaginar que a madeira tá apodrecendo e cedendo, né? Com isso, vi várias casas tortas no centro... algumas sao tao inclinadas (quase 45o) que nao sei como as pessoas fazem pra morar lá dentro... as coisas devem cair todas das prateleiras!

(consegue ver que a casa da direita tá torta?)

3. Com a grande quantidade de canais na cidade, vi água por todos os lados lá... e como nao podia deixar de ser, as pessoas aproveitaram o espaco da água também pra construir casas... com isso, há varias „casas-barco“ nos canais... algumas sao barcos que as pessoas mobiliaram e moram dentro... e outras sao casas mesmo, construidas sobre umas plataformas na agua!

Passeamos pelo mercado das flores, onde vimos tulipas, "bulbos" de tulipa, pra plantar as flores em casa... e um "starter kit" de maconha!! (pra plantar tua propria maconha em casa!?!)


Tambem andamos pelo centro, onde se concentram as maiores lojas da cidade e onde muita gente fazia suas compras de Natal... lojas cheias, pessoas elegantes, bem vestidas...

Andamos, tambem, por uma feira onde vendiam desde pantufas com formato de sapatos holandeses até penis e seios de chocolate!


Na feira, Saint Nicolaas veio nos dar doces de presente! É que dia 6 de dezembro é dia de Saint Nicolaas e varios paises aqui da Europa comemoram dando doces pras criancas nesse dia... lá na Holanda ele vem da Espanha, com seus ajudantes negrinhos, e dá bolachinhas de canela e balas pras criancas comportadas... também existe a tradicao de dar a primeira letra do nome da pessoa feita de chocolate


Tambem provamos algumas coisas tipicas da Holanda, como as "oliebollens" (parece um bolinho de chuva grande), o "Herring" (peixe cru, que eles comem com cebola e picles) e as "Vlaamse Frites" (batatas fritas com maionese, servidas em um cone de papel)

Dia 2 - O dia das coisas "ilegais"

No meu segundo dia lá, fomos no Museu do Sexo, onde é possivel encontrar diversas coisas relacionadas a sexo, desde um banco com formato de penis, fotos de pessoas fazendo sexo com animais (tinha uma mulher com uma cobra!) até fotos de sexo dos anos 1890 (sim! por isso que é MUSEU do sexo)

Depois entramos num "coffee shop", bar que, em seu cardapio, oferece cafe, capuccino, papel, filtro, isqueiro, maconha, haxixe e "space cake" (o bolo feito de maconha)... é permitido comprar até 5g por pessoa... e sim, as pessoas compram e sentam nas mesinhas pra fumar e viajar...
O ambiente, aliás, é bem propicio... umas musicas realmente psicodelicas, ventiladores girando em camera lenta, paredes pintadas com desenhos abstratos coloridos... um ambiente aconchegante, calmo... e o pessoal lá, curtindo seu barato...


Saindo dali, fomos caminhar pelo "Red Light District" (traducao: Distrito da Luz Vermelha). Ali, varias mulheres semi-nuas dancam nas vitrines pra atrair seus fregueses... que negociam o preco (pode ser até por celular) e entram na casinha... e a cortina da vitrine se fecha...


Por ser legalizada, a prostituicao paga imposto, obecede regras e é considerada uma "profissao"... nao é permitido tirar fotos, insultar as mulheres... e existe até uma regra pra diferenciar se é mulher ou travesti: se a luz for vermelha - mulher... se for roxa... ;)

O interessante é que em alguns casos parece mesmo mercadoria: a gente entrou em umas galerias onde tudo o que se ve ao redor sao vitrines de mulheres... venha, veja e compre!

Nessa regiao, também é possivel comprar tudo que se relaciona a sexo... sex shops, "teatros" onde é possivel assistir "show de sexo ao vivo" (em alguns casos traduzido como "real fucking sex") e tudo o que se possa imaginar...

No final do dia, passando pela Dam, praca central da cidade, olhei pro monumento que foi construido apos a 2a guerra e disse: “Ah! E esse é o penis gigante!“... também, depois de tudo o que eu vi nesse dia...

Dia 3 – O Dia dos Museus

Amsterdam é cheia de museus... do museu erótico ao museu da historia nacional, do museu da maconha ao museu Van Gogh...

E no meu terceiro dia lá, peguei emprestada a carteirinha de museus de uma amiga da Gi (que permite entrar de graca em vários museus da cidade) e fui visitar 3 deles...

O primeiro foi o Museu da Historia de Amsterdam, onde aprendi como foram construidos os canais na cidade, pra evitar alagamentos e permitir construir uma cidade as margens do rio Amstel (aliás, o nome da cidade vem de Amstel Land – terras do Amstel)

Aprendi também que Amsterdam comecou a ser construida por volta de 1200, com a construcao da „Dam“, praca central... tambem descobri que a cidade tem pouco mais de 700 mil habitantes e que dois tercos da populacao sao pessoas que nao moram (e nao morarao) sua vida toda em Amsterdam... porque vem muita gente de outras cidades e paises pra morar lá... vem pra estudar, trabalhar, porque casam com algum holandes... ou simplesmente porque buscam a liberdade da cidade

Isso, aliás, faz de Amsterdam uma cidade muito internacional, que fala ingles em cada esquina... até o vendedor da feira fala ingles!

O segundo museu foi o Museu Nacional, onde vi alguns artefatos historicos e muitos quadros de Rembrant

Na praca em frente a esse museu, uma manifestacao pelo dia mundial do combate a AIDS (3 de dezembro) – uma grande escultura dizendo „Stop AIDS Now“ e varias fotos de criancas

O terceiro museu foi o do Van Gogh. Muito legal parar em frente aos Girassois ou aos varios Campos de Trigo, observar os pontos coloridos de tinta e lembrar das aulas de Historia da Arte...

Ah! E é claro, eu nao podia finalizar minha visita a cidade sem passar pelo I AMSTERDAM... escultura em uma praca da cidade...

Cultura, Estereotipos, coisas ilegais... meus 3 dias em Amsterdam foram muito interessantes e divertidos...

...mas o melhor da viagem foi, sem duvida, a companhia! Passear com a Gi, conversar, fofocar... falar da vida, da experiencia fora do pais, do futuro... compartilhar ideias e sonhos... Obrigada, Gi!!! Adorei o fim de semana na tua casa!! :D

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