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Re-descobrindo Porto Alegre

Depois de vários anos longe de Porto Alegre, agora que voltei a morar aqui, estou re-descobrindo a cidade... encontrando lugares novos, descobrindo novos caminhos nos lugares já conhecidos e revisitando lugares queridos...

E assim, minhas novas (re)descobertas por aqui foram:

* O Jardim Botânico

Depois de morar 1 ano pertinho do Botânico de Curitiba, resolvi que precisava conhecer também o Botânico de POA... e foi uma surpresa muito agradável!


Um lugar repleto de árvores, plantas das mais diversas, vários cheiros, cores... um lugar agradabilíssimo para passar uma tarde ensolarada, tomar um chimarrão, respirar um pouco de ar puro, relaxar, estar em paz...



* Museu Iberê e a Orla do Guaíba

O Guaíba sempre foi um dos meus lugares preferidos em Porto Alegre... mas agora com o esquema de aluguel de bicicletas, pude explorar ainda mais a orla do nosso lago preferido...


Em aproximadamente 30min de pedalada do gasômetro, seguindo sempre pela beira rio, chega-se ao Museu Iberê Camargo... ali na frente tem uma graminha gostosa pra sentar, tomar um chima, lagartear no solzinho de inverno... e apreciar o pôr do sol mais lindo do mundo!



E depois, ainda demos uma volta pelo museu, para ver a exposição... e descobrimos que o quadro mais bonito continua sendo a vista do Guaíba no fim da tarde, da janelinha do museu...



* Museu Joaquim José Felizardo

Na cidade baixa, escondidinho em meio aos vários bares e casas noturnas da João Alfredo, está o Museu Joaquim José Felizardo, instalado em um Solar - casarão antigo...



E atrás do museu tem uma graminha com árvores, onde é permitido entrar, sentar, tomar chimarrão, passar a tarde... e foi o que fizemos!


* Museu de Ciência e Tecnologia da PUC

Já tinha visitado o museu da PUC há uns 10 anos... e resolvi voltar para ver as novidades! 


Giramos no giroscópio - que simula os movimentos de um astronauta no espaço - coloquei as mãos na bola de energia estática (sim, aquela que levanta os cabelos!), simulei pulos na gravidade lunar, desvendamos mistérios de lógica, ótica, tocamos um piano gigante com os pés, experimentamos diferentes pesos e força com alavancas e roldanas, nos desafiamos jogando bola em movimento... e nos divertimos igual criança, brincando com ciência!


Que bom saber que Porto Alegre ainda tem muitos cantinhos para explorar e descobrir!! :)

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Rafting

Dizem os ticos que o Pacuare, um rio que nasce na cordilheira de Talamanca e percorre mais de 100km até o Mar do Caribe, está entre os 10 melhores do mundo para rafting. Não só pelas águas de corredeiras classes III e IV, mas também pelas belezas da paisagem!

(a paisagem)

Foi assim que decidimos fazer um passeio de aventura e descer as corredeiras do Pacuare... sim, rafting! :)

Pra quem não entende muito dos níveis de dificuldade do rafting, a explicação da wikipedia:

Nível III: Ondas pequenas, talvez uma pequena queda, mas sem perigo. Pode requerer habilidade de manobra significativa.

Nível IV: Ondas médias, presença de poucas pedras, com quedas consideráveis, manobras mais difíceis podem ser necessárias.

Esses foram os níveis que enfrentamos!

Fomos em um grupo de 25 pessoas, muitos trainees... garantia de muita diversão!

(o grupo)

O nosso bote (vão 6 pessoas por bote) - os "vikingos" - não caiu nenhuma vez, sobreviveu ileso a todas as ondas, quedas, pedras, e outros obstáculos do caminho, passou por algumas corredeiras de costas, nadou nas partes mais tranquilas do rio e ainda salvou gente de outros botes que caíram na água! Muy bien, vikingos!! :)

(os Vikingos... pura vida!)

Divirtam-se com as fotos...




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22km de Rambla

A Rambla, rua que acompanha o Rio da Prata ao longo de toda Montevidéu, tem 22km... e eu e a Dé decidimos percorre-los de bicicleta! :)




pedaladas, pneus furados, praia, parque, barquinhos, grama, pic-nic na calçada, mate, dor na bunda, por do sol e paisagens lindas... foram 40km de um 12 de outubro ensolarado :)


(fim da rambla: km 22) (fim do nosso passeio: km 2, onde começamos)

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Bringa, Velence & Citadella

Bringa
"bringa" é como se diz "bicicleta" em hungaro...
Bringa poderia ser um "apelido carinhoso" para bicicletas no Brasil (assim como dizemos "magrela" poderiamos muito bem dizer "bringa" tambem, não? pois vou adotar!)

Sabado, alugamos 2 bringas e fomos, Leticia e eu, até Szentendre...
São 20km até lá... pela beira do Danúbio, cortando bosques, com vista pro rio e cheiro de flores... No caminho, paramos pra comer amoras, ficar com os dedos roxos e lembrar da infância...



Em Szentendre, comemos lángos e sentamos na beira do rio pra descansar... e aí voltamos pelo mesmo caminho (outros 20km!)



Chegando em Budapeste, ainda tivemos energia pra tomar sorvete na Ilha Margit e tomar chimarrão ao entardecer

Velence
Velence é um lago que fica a 50km de Budapeste... Não é grande e famoso como o Balaton, mas é um lugar bem gostosinho...
Grama, águas banháveis, pessoas tomando sol, praticando esportes aquáticos, tomando cerveja, caminhando... não é praia, mas quebra um galho!



Passamos o domingo lá, tomando banho de sol, caminhando ao redor do lago, colocando os pés na água e tomando chimarrão assistindo o por do sol!




Citadella
É uma fortaleza no topo de um morro aqui em Budapeste... lá de cima a vista da cidade é muito bonita...


...e nós fomos lá à noite!


Admiramos a vista, tocamos violão, cantamos (de mamonas assassinas a xitãozinho e xororó), tomamos vinho e nos divertimos muito!


(a gente até abriu a caixa do violão do Roger pra ver se ganhava umas moedas... hahaha!)

é, foi um fim de semana cheio! :)

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Uma longa viagem...

(ou: aventuras na fronteira da Europa e da Asia)

Passei a Páscoa na Bulgária (em Varna, cidade na beira do Mar Negro!!)... não tava quente pra entrar no mar, mas pisar na areia e molhar os pés na água foi bem legal :D
(mais sobre a Páscoa em algum post no futuro - assim que eu conseguir baixar as fotos)

De lá, meu objetivo era chegar em Tbilisi, capital da Georgia... como avião é muito caro, a viagem foi assim:

Domingo, 21h: Varna - Istanbul (de ônibus)
Viagem tranquila, ônibus bom... controle de passaporte na fronteira, todo mundo abre mala pra inspecionar... nada de muito anormal...

Segunda, 5h da manhã: cheguei em Istanbul, estação de ônibus
4hs de espera na estação, assistindo filmes no computador e esperando ser 9hs pra ligar pro pessoal da AIESEC

9hs, começo a viagem em direção ao escritório... 11hs chego lá...
Istanbul faz eu me sentir "em casa" pelo caos, as multidões, os engarrafamentos... 2hs pra ir de um lugar a outro na cidade... eu não to mais acostumada com isso...

Como na minha viagem de Pascoa as rodinhas da minha mala quebraram (e a alça já tava quebrada), eu tinha literalmente uma mala sem alça e sem rodinha...
...por isso, resolvi aproveitar a tarde de 2a feira pra comprar uma mala nova...

Como eu não tinha muito dinheiro pra investir na mala, fui procurar mala nova num lugar bem parecido com a 25 de março em São Paulo... ruazinhas cheeeeias de gente, vendedores de tudo que é coisa no meio da rua, gente tentando te puxar pelo braço pra tu comprar as quincalharias deles... acabei achando uma mala por 50 reais... bom :)

Segunda a noite dormi em Istanbul e acordei as 5h da manhã pra ir pro aeroporto e pegar o avião pro próximo destino...

Terça, 8h20 da manhã: vôo Istanbul - Trabzon

Trabzon é uma cidade no leste da Turquia, nas margens do Mar Negro. É uma das cidades mais importantes daquela região, mas não tem muito o que fazer por lá...

Cheguei as 10h da manhã... a ida do aeroporto até o lugar onde eu ia pegar o ônibus pro próximo destino foi engraçada... Ninguém fala inglês... e eu tinha anotado o nome do lugar onde eu precisava ir (tinha pesquisado antes, claro!): Çomlakçi (se lê "tchomlaktchi"). Então eu só falava essa palavra e fazia cara de ponto de interrogação... e as pessoas apontavam... Acabei achando o caminho...

Chegando lá... não era uma estação de ônibus... era simplesmente uma rua cheia de banquinhas vendendo moraguinhos, banana, iogurte, geleia e pneus... e onde os ônibus estacionam...

Entrei na lojinha que vendia passagens pra Tbilisi. Barganhei no preço e comprei a passagem (15 reais mais barato do que o preço inicial!! isso só existe por aqui!! :P)
Deixei a mala lá e saí pra passear...

Andei pelas ruelinhas estreitas e cheias de gente vendendo de tudo, vi umas 26 mesquitas, caminhei na beira do Mar Negro (mas o povo lá não cuida... é sujo e feio... não tinha muita graça andar por lá)... fui no museu "Santa Sofia", uma igreja que foi construida pelos bizantinos, usada como igreja cristã, como mosteiro... e que hoje é só museu mesmo... tirei fotos, caminhei aleatoriamente pela cidade entediada... e voltei pro lugar de onde meu ônibus saía...

20hs: Trabzon - Tbilisi
Não era um ônibus... era um micro-ônibus... e a viagem que me esperava ia levar 12hs... :P

...levou 13 :S

O micro-ônibus era uma comunidade interessante de pessoas... alguns turcos, a maioria mulheres da Georgia... um norte-americano e eu... (as 2 unicas criaturas que falavam inglês)

As pessoas iam conversando (e, na maioria das vezes, pela entonação da voz, discutindo ou brigando) entre elas... não importando aonde estavam sentadas (o pessoal do fundo do onibus gritava pros lá da frente...)...

Quando o micro-ônibus parava em alguma cidade, o pessoal descia e gente nova subia... as pessoas novas sentavam em qualquer lugar (já que não tinha lugar marcado) e quando as que já tavam antes voltava, tinham que sentar em outro lugar... não gostei da idéia e preferi não descer nunca :P

O motorista ia ouvindo musica turca/georgia (não consegui identificar o idioma, já que os 2 são ininteligíveis pra mim) no último volume (mesmo que fosse 1h da manhã!!)

E toda vez que alguem queria parar pra alguma coisa, ele parava... parou pro pessoal comprar água... parou pra descerem pra comprar comida... parou pra trocar dinheiro (depois de cruzarmos a fronteira)... parou pra dar informação pra um cara na rua... parou pra TUDO!!!

Ah, e claro... a fronteira! Eu era a única que precisava de visto... entreguei meu passaporte e o sorriso básico: "ah, brazilian... Rio de Janeiro?? Ronaldinho??" :P
Aí me mandaram pra polícia, pra fazer o visto... dei o passaporte, me deram um papel pra pagar no banco... fui no banco... tinha que trocar dinheiro... troquei dinheiro... fui no banco, paguei... levei o comprovante na polícia... fiz o maldito visto...

Voltei pro ônibus, todo mundo começou a gritar comigo (decerto porque demorei demais... que culpa eu tenho?? :P)

Depois de todas as paradas, as tentativas de dormir (sentada, com a cabeça caindo no ombro e batendo na janela)...

Terça, 10hs... chegada em Tbilisi

E não, a viagem não termina aí!!! Porque aí encontrei com o pessoal da AIESEC e eles me levaram pro lugar onde eu ia morar: Rustavi, uma cidade a uns 30km de Tbilisi...

Lá pelas 11h da manhã, finalmente pude tomar um banho e dormir algumas horas decentemente... :)

Resumo da viagem:


E agora estou em Tbilisi, organizando a primeira conferencia da AIESEC na Ásia Central e Caucasus... amanhã começamos!!! O pessoal tá se empolgando por aqui!! Mais notícias em breve :)

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Revolução de 1848 e Jornada de 48km

Ontem foi feriado aqui na Hungria. Eles comemoram a revolução de 1848, quando a Hungria lutou contra a Austria para ser independente... essa revolução no fim resultou no famoso Imperio Austro-Hungaro...


Como uma forma de comemorar a revolução de 48, os escoteiros daqui organizaram uma jornada de 48km pelos morros de Budapeste... e eu participei!!! Fui convidada pelo pessoal de um dos grupos e fui com eles subir e descer 3 morros... vendo paisagens lindas do alto dos morros, andando pelas folhas que ainda estão caidas no chão, pisando neve, lama, cruzando rios, pontes...



Foram umas 10hs de caminhada, num sabado ensolarado e de temperatura agradável (sim, o inverno tá finalmente acabando!!)... e, claro, cheguei em casa morta e super feliz!!


E ontem andei pela cidade que chovia e celebrava a tal revolução... vi cavaleiros e lutas de espada, ouvi musica folclorica hungara, entrei no museu nacional pra ver uma exposição comemorativa, ouvi uma banda de sopros tocar o hino hungaro, tirei foto usando um chapeu do exercito da época da revolução, vi o mapa da Hungria quando os dominios hungaros iam da Eslováquia até o mar Adriático, ocupava toda a Transilvânia e tinha sua fronteira sul lá onde o Danúbio cruza Belgrado... e aprendi várias coisas sobre Budapeste e a Hungria já que tive, pela primeira vez, um guia local pra me levar pra passear pela cidade!



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