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Meus lugares preferidos 2

Quando morava em Budapeste escrevi um post que agora precisa ser completado... Afinal, fala dos meus lugares preferidos nas minhas cidades... e tenho mais cidades pra incluir na lista!

Aí vai o post e no final acrescento as cidades novas:

Em cada cidade que morei, encontrei alguns cantinhos que gostei, que se transformaram em meus lugares preferidos...


Em Santa Fé (na Argentina):
* o telhado da minha casa. Eu subia lá em cima e ficava olhando os telhados das casas vizinhas e cantando "Telhados de Santa Fé", em uma adaptação minha de "Telhados de Paris"... também pendurava roupas pra secar e assistia o pôr-do-sol lá de cima
* o caminho no meio da boulevar que ia da 9 de Julio até a costanera... era um canteiro com árvores no meio da avenida... e ia dar no rio...
* a costanera, calçadão na beira do Rio Paraná, onde eu sentava pra tomar mate com o pessoal e caminhava com minhas "maninhas"


Em Córdoba (tambem na Argentina):
* as ruas de Nueva Cordoba - principalmente na primavera, quando todo mundo ficava na calçada até tarde, tocando violão, cantando, tomando cerveja... e os bares e danceterias sempre cheios até o amanhecer
* o parque, onde ia tomar mates, caminhar ao redor do lago, sentar na grama...


Em Porto Alegre:
* a beira do Guaíba perto do Gasômetro, onde andávamos de bicicleta e depois sentávamos pro chimarrão
* a Redenção, onde caminhávamos ao redor do lago, passeávamos nos fins de semana e, claro, também tomávamos chimarrão
* a Rua da República, por onde caminhava dentro do "tunel" de árvores que cobre a rua...


Em São Paulo:
* o Ibirapuera... pedaço de calma no meio da confusão da cidade... e onde eu assistia shows, teatros, ia a festivais... onde sempre tinha algo acontecendo
* o parque da Aclimação, onde caminhava no final da tarde, depois de um dia inteiro sentada em frente ao computador
* o café no centro cultural da Gazeta, onde eu sentava em uma mesa na frente da janela e tomava café enquanto via as pessoas passarem apressadas pela Avenida Paulista
* a feira de todas as sextas de manhã, onde comprávamos frutas e verduras pra semana inteira e almoçávamos tempura e tapioca de morango com leite condensado


Em Praga:
* as paredes de Visehrad, a fortaleza perto do rio, onde eu sentava e ficava olhando pro castelo, as casinhas medievais que ficavam embaixo, nas ruazinhas que cruzavam por ali... e onde eu sentava na grama e aproveitava o fato de, por mais que fosse um lugar super bonito, os turistas ainda não tinham descoberto
* Haje - o bosque perto da minha casa, onde eu caminhava, pisava as folhas de outono e até fui colher cogumelos!
* o lago perto de casa, onde eu fazia minhas caminhadas de fim de semana... e onde em cada estação do ano, eu observava uma paisagem diferente


E aqui em Budapeste:
* o tunel que atravessa o morro onde fica o castelo... onde eu subo e sento no topo do tunel, admirando a vista da Ponte das Correntes, o Danúbio e a catedral ao fundo
* a Ilha Margit no verão... onde vou caminhar, sentar na grama, assistir as águas dançantes do chafariz...
* a rua onde fica a "minha" biblioteca... ruazinha charmosa de paralelepípedos que no outono tinha árvores amarelinhas e agora que é verão tem barzinhos e cafés com charmosas mesinhas nas ruas... andando por essa rua cruzo uma praça com um chafariz no meio, vejo uma igrejinha... adoro a calma e tranquilidade da rua... e a minha biblioteca também é legal! Tem livros em inglês e até espanhol e português!
* no inverno, o Szimpla, bar alternativo e underground, onde a gente sentava pra tomar chá indiano com especiarias e leite
* e no verão, Godor, o bar que coloca mesas na rua e a praça fica lotada de gente conversando e tomando cerveja ao ar livre... até altas horas da madrugada!

E as cidades novas:


Em Montevideo (no Uruguay):
* a rambla, onde eu pedalava, assistia o por do sol, tomava mate
* o Teatro de Verano, um teatro lindo, ao ar livre, pertinho do rio... onde assisti espetáculos lindos e conheci mais da cultura uruguaya
* o Pony Pisador da Ciudad Vieja onde toda quinta feira tinha rock ao vivo e de graça

Em San Jose (na Costa Rica):
Confesso que em San Jose foi difícil encontrar lugares dignos de entrar nessa lista, mas vou tentar:
* o Jazz Cafe, barzinho onde fui 2 vezes assistir shows da minha banda tica preferida: Malpais
* Lubnan, o restaurante libanês onde comemoramos vários aniversários e despedidas com os trainees
* o Museo de Arte y Diseño Contemporaneo, que visitei mais de uma vez, com o "Art City Tour"
* o "MC Donalds en frente al Teatro Nacional", porque era onde nos encontrávamos toda 5a feira para o nosso happy hour semanal... e de lá saíamos cada semana para um bar diferente...
E na Costa Rica como um todo, meus lugares preferidos seriam:
* Puerto Viejo e toda a cultura de Limón
* Playa Blanca - a praia bonita mais perto de San Jose, onde fui várias vezes pra passar o dia nos finais de semana

Em Salvador:
* o Porto da Barra - onde eu assistia o por do sol tomando mate, nadava até os barquinhos na água transparente e relaxava depois de correr no fim do dia
* a orla - e passar de ônibus vendo aquele marzão azul de manhã cedo, indo pro trabalho
* aquele lugarzinho atrás do Farol da Barra onde a galera senta pra assistir o por do sol (e depois eu ia comer uma tigela de cupuaçu com morango)
* a Dinha, onde sentava nas mesinhas de plástico ao ar livre, tomava cerveja e comia (ou não) acarajé... e onde eu SEMPRE encontrava conhecidos
* o Encontro de Compositores. Tá, não é um lugar, mas era onde eu estava toda última 5a feira do mês!
* a praia do Buracão - opção um pouco mais tranquila pra curtir a praia num domingo à tarde (quando a Barra e o Porto são insuportáveis)
* a Borracharia, melhor lugar pra sair à noite em Salvador!

E em Curitiba:
* o Botânico - pertinho de casa, tranquilo, cheio de grama pra sentar e tomar mate...
* a ciclovia que vai do Passeio Público até o São Lourenço - trecho mais bonito da ciclovia com certeza! Muito verde... árvores, água, sombra... e poucos carros
* o Largo da Ordem com suas casinhas coloridas, por onde passo todas as manhãs indo pro trabalho... e onde várias vezes paro pra tomar um chopinho à noite, antes de ir embora
...e como ainda tenho muito pra explorar por aqui, essa lista pode aumentar! :)

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Por onde ando...

E depois de juntar as caixas que eu tinha espalhadas por aí, parei aqui em Curitiba...

E o que ando fazendo por aqui?

* Morando com a Clarissa pertinho do Jardim Botânico (sim! aquele bem lindo, com aquela estufa famosa! é meu quintal!). Moro num bairro que tem cheiro de grama e tenho rede na minha sala! :)

* Pedalando todos os dias pro trabalho... (já paguei mais de 30% da bici com o que eu economizei de ônibus nesse 1 mês e meio de pedaladas)

* Continuo trabalhando na Aliança Empreendedora... agora em um projeto com o SEBRAE, para apoiar 5.000 empreendedores aqui em Curitiba, região metropolitana e litoral. E tenho um time de 25 pessoas pra fazer esse projeto acontecer! :)

* Estou dando aulas em um curso online de certificação em Gestão de Projetos de Desenvolvimento (PMD Pro 1 - é uma certificação internacional, baseada no PMBOK, com foco em projetos de desenvolvimento). Eu fiz o curso, me certifiquei, fui capacitada para ser facilitadora... e agora dou aulas virtuais!

* Comecei a fazer aulas de circo, em uma escola de circo aqui perto de casa... fui em 2 aulas, subi no tecido acrobático, no trapézio, pulei na cama elástica... e ainda estou dolorida!!

* Pedalando nos finais de semana, conhecendo as ciclovias e parques da cidade... e me aventurando com a bike também (pedalei 42km no feriado de Páscoa... mas isso fica pra outro post)

* Encontrei um grupo escoteiro! Voltei a ser chefe de lobinhos (crianças de 6 a 11 anos) em um grupo aqui perto de casa, na frente do Botânico... então nos sábados à tarde brinco, canto e rolo na grama com as crianças!

E também tenho tempo para receber amigos que queiram vir me visitar!! Venham!! :)

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Fevereiro e a curva do choque cultural

Nos meus últimos 2 fevereiros eu estava do outro lado do equador (e do outro lado de Greenwich também), o que significa que era inverno.

As teorias de choque cultural te ensinam sobre como varia teu humor conforme o tempo fora do teu país vai passando.

O que ninguém nunca me ensinou foi o impacto de “fevereiro” para os brasileiros.

Fevereiro é sempre depressão, é um vale profundo no gráfico do choque cultural.

Acontece que do lado de lá, fevereiro é inverno. Mas não é mais aquele início de inverno, quando ainda é interessante descobrir que teu cabelo congela, quando ainda é divertido brincar na neve... não, não, lá é frio desde outubro e neva desde novembro... Então em fevereiro tu não agüenta mais o frio, tu já acha um saco que as bochechas e a ponta do nariz fiquem vermelhas cada vez que tu sai pra rua; tu já acha um saco a neve que gruda na barra da calça e vira água quando tu entra em qualquer lugar... e tudo fica molhado e sujo.

E fevereiro ainda não é tão final do inverno para que tu já esteja esperançoso com a chegada da primavera... ainda não tem a intenção das flores, os dias ainda são muito menores do que as noites (e, claro, tu já não agüenta mais perder teu domingo inteiro porque tu acordou as 2 da tarde depois daquela festa no sábado e, quando, viu, as 4 já era escuro e teu dia se foi, evaporou-se, ninguém sabe pra onde...)

Mas tudo isso acontece com qualquer pessoa que esteja no hemisfério norte em fevereiro, claro!

O problema com os brasileiros é que, somado a isso, todos os teus amigos do Brasil vem te dizer “bah, cara, tamo indo pra Capão esse finde” ou “amiga, a gente ta indo pra Floripa... queríamos tanto que tu tivesse aqui!” ou, pior ainda, quando começam os planos de Carnaval... “ah, porque a gente tava pensando em aproveitar esse ano e conhecer o Rio / Salvador / ___ (insira o nome daquele lugar onde tu sempre quis passar o carnaval)”

E mesmo que tu não goste de carnaval, tu daria tudo pra estar do lado de cá, bronzeado, deitado na rede, caminhando na areia, entrando no mar, acampando, tomando banho de cachoeira...

E tu começa a fantasiar que o mar de Capão nem era tão nescauzão assim, que o mar nem era tão gelado, que a areia nem te dava micose, que tu nem ficava tão vermelha com o sol... e tu daria tudo pra trocar o in(v / f)erno europeu pela divertidíssima Forno Alegre... por mais que teus amigos continuem dizendo que te invejam tanto que tu ta lá na neve, chiquérrima!

Afinal, parece que a gente nunca ta feliz onde está...

(PS: to em Arroio Teixeira, prainha minúscula do RS onde não tem nem um barzinho onde tomar uma cervejinha durante a semana, aproveitando a sensação térmica de 40 graus e felicíssima de estar bronzeada, tomar banho de mar todos os dias - sem me importar se ele ta gelado, se as mães d’água me pegam ou se é chocolatão - e passar as tardes sem fazer nada, deitada na rede e lendo vários livros inúteis... afinal, depois que tu passa por todas as curvas do choque cultural, tu começa a valorizar muito mais o lugar onde tu está, seja ele qual for)

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Os uruguaios também são gaúchos...

...eles também comem churrasco e tomam mate
...aliás, parque e domingo também são sinônimos de mate aqui... e eles também saem de casa pra encontrar os amigos pra "tomar um mate" (já viu outro lugar do mundo onde jovens se encontram ao ar livre em um domingo pra tomar chá?)
...no idioma: eles também falam "bergamota", "tá", "bah"... usam "gurises" e "gurisas"... e têm palavras que eu acho que não são em espanhol, mas que eles importaram nossas... como o "derrepente"... ah, e nem preciso mencionar o "che", né?
...geográfica e paisagisticamente não precisa dizer muito... pampas, araucárias, muuuito gado espalhado pelos campos... ah, e as praias também se resumem a mar, areia, dunas e água gelada... e obviamente, eles também se orgulham delas!
...alpargata, bombacha... e todos aqueles clichês: lenço no pescoço, boleaderas, bota, chapéu... à cavalo, claro!
...as danças típicas... outro dia uma amiga me explicava uma que é "uma espécie de sapateado ao redor de uma espada deitada no chão"... seria a chula? ;)
...e a música... os gaiteros, as milongas, as pajadas...
...e não só a música tradicionalista... aqui eles usam muito o conceito de "cantautor"... aquele cantor e compositor "violão e voz"... te lembrou o nosso cantautor Vitor Ramil? e provavelmente tu já conhece um cantautor daqui: Jorge Drexler
...e o rock? Ouça No te va gustar, El cuarteto de nos, La vela puerca... e diga se não parece rock gaúcho
...e em Montevideo o Prado seria a Redenção, a Rambla seria o Gasometro... tem uma feira de antiguidade todo fim de semana na Plaza Matriz que é o "brique da Redenção deles"... sair a noite na Ciudad Vieja equivale a Cidade Baixa (e Pocitos equivale ao Moinhos, onde a noite seria a da Padre Chagas)
...aqui também tem porto, calçadão a beira rio (onde é bom de andar de bici - que, aliás, também se chama bici)... também tem uma feira rural, a versão uruguaia da "expointer"
...e será que seria dizer muito que Galeano é o Quintana deles?

...mas sabe quando foi que eu confirmei mesmo que o Uruguay na verdade deveria ser parte do Rio Grande do Sul?
Foi ao ver o pôr-do-sol no "Guaiba" deles...



...com tudo isso, como não me sentir em casa? ;)

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Meus lugares preferidos...

Em cada cidade que morei, encontrei alguns cantinhos que gostei, que se transformaram em meus lugares preferidos...

Em Santa Fé (na Argentina):
* o telhado da minha casa. Eu subia lá em cima e ficava olhando os telhados das casas vizinhas e cantando "Telhados de Santa Fé", em uma adaptação minha de "Telhados de Paris"... também pendurava roupas pra secar e assistia o pôr-do-sol lá de cima
* o caminho no meio da boulevar que ia da 9 de Julio até a costanera... era um canteiro com árvores no meio da avenida... e ia dar no rio...
* a costanera, calçadão na beira do Rio Paraná, onde eu sentava pra tomar mate com o pessoal e caminhava com minhas "maninhas"

Em Córdoba (tambem na Argentina):
* as ruas de Nueva Cordoba - principalmente na primavera, quando todo mundo ficava na calçada até tarde, tocando violão, cantando, tomando cerveja... e os bares e danceterias sempre cheios até o amanhecer
* o parque, onde ia tomar mates, caminhar ao redor do lago, sentar na grama...

Em Porto Alegre:
* a beira do Guaíba perto do Gasômetro, onde andávamos de bicicleta e depois sentávamos pro chimarrão
* a Redenção, onde caminhávamos ao redor do lago, passeávamos nos fins de semana e, claro, também tomávamos chimarrão
* a Rua da República, por onde caminhava dentro do "tunel" de árvores que cobre a rua...

Em São Paulo:
* o Ibirapuera... pedaço de calma no meio da confusão da cidade... e onde eu assistia shows, teatros, ia a festivais... onde sempre tinha algo acontecendo
* o parque da Aclimação, onde caminhava no final da tarde, depois de um dia inteiro sentada em frente ao computador
* o café no centro cultural da Gazeta, onde eu sentava em uma mesa na frente da janela e tomava café enquanto via as pessoas passarem apressadas pela Avenida Paulista
* a feira de todas as sextas de manhã, onde comprávamos frutas e verduras pra semana inteira e almoçávamos tempura e tapioca de morango com leite condensado

Em Praga:
* as paredes de Visehrad, a fortaleza perto do rio, onde eu sentava e ficava olhando pro castelo, as casinhas medievais que ficavam embaixo, nas ruazinhas que cruzavam por ali... e onde eu sentava na grama e aproveitava o fato de, por mais que fosse um lugar super bonito, os turistas ainda não tinham descoberto
* Haje - o bosque perto da minha casa, onde eu caminhava, pisava as folhas de outono e até fui colher cogumelos!
* o lago perto de casa, onde eu fazia minhas caminhadas de fim de semana... e onde em cada estação do ano, eu observava uma paisagem diferente

E aqui em Budapeste:
* o tunel que atravessa o morro onde fica o castelo... onde eu subo e sento no topo do tunel, admirando a vista da Ponte das Correntes, o Danúbio e a catedral ao fundo
* a Ilha Margit no verão... onde vou caminhar, sentar na grama, assistir as águas dançantes do chafariz...
* a rua onde fica a "minha" biblioteca... ruazinha charmosa de paralelepípedos que no outono tinha árvores amarelinhas e agora que é verão tem barzinhos e cafés com charmosas mesinhas nas ruas... andando por essa rua cruzo uma praça com um chafariz no meio, vejo uma igrejinha... adoro a calma e tranquilidade da rua... e a minha biblioteca também é legal! Tem livros em inglês e até espanhol e português!
* no inverno, o Szimpla, bar alternativo e underground, onde a gente sentava pra tomar chá indiano com especiarias e leite
* e no verão, Godor, o bar que coloca mesas na rua e a praça fica lotada de gente conversando e tomando cerveja ao ar livre... até altas horas da madrugada!

Em cada cidade encontrei meus cantinhos, meus pedaços de cidade que fazem eu me sentir em casa... e assim, me sinto em casa onde quer que eu esteja! :)

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Bulgária... e a incrível sensação de estar em casa...


Adoro a Bulgária!!



Não é o país mais bonito que já conheci... tampouco o de história mais interessante... também não é o que mais me impressionou... mas é, com certeza, onde eu me sinto mais em casa!

Cheguei em Sofia (a capital) e achei meu caminho até o apartamento do MC... tomei um banho e percorri a pé os 20 minutos até o escritório, como se estivesse andando na minha cidade natal... cheguei no escritório e fui recebida com abraços fortes de uma “família” que me acolhe muito bem...




(a vista da janela do escritório)
...participei de uma conferência onde discuti assuntos interessantes com gente muito inteligente e com vontade de mudar o mundo... compartilhei meus aprendizados, minhas viagens e cultura brasileira com gente que tá se preparando para o intercâmbio e me fazia perguntas inteligentes sobre o Brasil (nada dos estereótipos samba-mulher-pelada-futebol-e-carnaval!)... vários membros vieram me agradecer e apreciar meu trabalho... e, falando de trabalho, tive a visita mais produtiva da minha gestão!
(com o pessoal da coferência)


(trabalhando com o novo time do MC - criando o modelo de planejamento para os comites locais)

...como não gostar?

Além disso, aprendi um monte sobre a Bulgária, a cultura... já consigo ler cirilico, entendo várias palavras... aprendi a dançar "XOPO" (se lê "roro"), dança típica de lá... me levaram num restaurante típico pra comer comida búlgara...


(dançando xopo)


(com o pessoal do CL Sofia UNWE, no restaurante búlgaro)
E não foi só isso!

O pessoal de lá me mimou um monte! :) Carregavam minha mala/mochila, cozinharam pra mim, me levaram pra passear, me convidaram pra visitar suas cidades (e, assim, conheci Veliko Tarnovo e Varna), me receberam em suas casas, não me deixaram sozinha nem por um minuto (sempre tinha alguém tomando conta de mim... e quando um não podia mais estar comigo, ligava pra outro que vinha me encontrar), foram ótimos guias turísticos, ficavam super felizes toda vez que eu lia em cirílico ou falava algo em búlgaro... e um deles até levou minha roupa suja pra lavar na máquina de lavar dele...


(janta com o MC - os guris que cozinharam pra gente!! :D)

...muito bom ter gente pensando em mim, tomando conta de mim e fazendo eu me sentir segura e confortável...

Adoro a Bulgária!!

(não faz nem 12 horas que deixei o país e já to com saudade)


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Atividades de Inverno (ou "O que fazer quando faz zero graus")

Tá frio! (hoje as 11 da manhã o termômetro marcava 1 grau)

E o que se faz em Budapeste quando faz frio?

Águas Termais!!

Budapeste tem diversos complexos de águas termais (algumas com propriedades medicinais)...


Domingo fomos a uma que tem mais de 10 piscinas (sendo 2 externas) - diversas temperaturas (entre 28 e 38 graus) e diversas atrações - desde massagem com bolhas que saem do fundo da piscina, sauna, chuveiros de água quente... até uma piscina circular com correnteza!

Nos divertimos um monte!!


E o mais legal era ficar nas piscinas ao ar livre - por mais frio que faça, dentro dágua é quentinho...


Patinação no Gelo

Ontem fomos patinar num lago no parque de Budapeste - com vista para um castelo iluminado e com música tocando para animar os patinadores...


Foi a primeira vez que patinei no gelo!! E adorei!!! Me saí muito melhor do que quando fui esquiar... não caí nenhuma vez!!!


Casa de chá


Diversos países aqui da Europa tem casas de chá - lugares em geral super aconchegantes, onde as pessoas vão pra tomar chá e conversar... ótima opção para dias frios e para depois de patinar no gelo!


Sim! O inverno em Budapeste também é divertido!! :)

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Onde tu mora?

Várias vezes por semana respondo essa pergunta...
Nesse exato momento, moro em um sofá na cozinha da casa do MC da Eslovênia, em Ljubljana... mas na semana passada morei em um bangalô em um parque-reserva natural em Lisboa... Há 2 semanas, morei em Skopje em um apartamento com 2 guris de Hong Kong e uma guria da Macedonia, com quem dividi quarto... na semana anterior, tinha divivido quarto com 3 guris da Bulgária, em um apartamento onde moravam mais 2 búlgaros e 1 polonês...
Desde junho, já morei com uma indiana na Noruega, com uma alemã em uma antiga estação de trem que foi transformada em residencia de estudantes... morei no meu antigo apartamento em Praga; dividi um sofá com uma norte-americana em Rotterdam; morei em São Leopoldo, com meus pais; morei no apartamento da Débora, em Porto Alegre; morei em Salvador, com um amigo da AIESEC de lá; morei no Holliday Inn, em São Paulo, com mais 600 pessoas; morei no dormitório da universidade de Zagreb onde podia falar português com uma amiga madeirense; na Croácia morei também em uma escola primária em Rijeka e em um vilarejo perto de Zadar – ambos na costa do mar Adriático...
E em meio a todas essas andanças, moro em Budapeste, na Hungria... dividindo apartamento com um colombiano e uma polonesa. Já paguei 5 meses de aluguel... e no total estive lá mesmo por 52 dias – o equivalente a 7 semanas!!!
Nessas minhas andanças pela CEE já não sei mais o que é “morar”... em 6 meses já dormi em 30 camas diferentes, em 20 cidades, em 13 países... já dividi quarto com pessoas dos lugares mais variados, já dividi cama, já dormi em sofá, em saco de dormir, no chão...
...e já cheguei à conclusão que, onde quer que eu esteja por mais de 3 dias dormindo na mesma cama, já “moro” aí...
O mais interessante é quando a pergunta é feita em inglês: “Where do you live?” Porque se traduzido, isso fica “Onde tu VIVE?”
E pra essa pergunta posso responder...
...vivo nas ruas por onde caminho, nas cidades que exploro, nos países que visito...
...vivo nas folhas do outono que estalam sob meus pés, na neve que afunda macia deixando pegada, na areia das praias que pisei...
...vivo nos prédios históricos, nos paralelepidedos das ruas datadas de séculos passados, no badalar dos sinos das igrejas góticas...
...vivo na paisagem que vejo do alto de um morro, nas montanhas vistas da janela do avião...
...vivo no Danubio a correr, no por-do-sol no Tejo, na neve caindo sobre Ljubljana...
...vivo nos trens, nos aeroportos, nas rodoviárias, nas fronteiras, nos carimbos do meu passaporte...
...vivo nos jantares que cozinho para os amigos e na comida de seus países que eles compartilham comigo...
...vivo no chimarrão que tomamos juntos, no chá quente depois de um dia frio...
...vivo nas conversas que tenho com todas essas pessoas que encontro, nas histórias maravilhosas de suas vidas, nos seus planos para o futuro, nas suas opiniões sobre o mundo...
...vivo nas risadas compartilhadas com amigos, nos sorrisos das pessoas que cruzam meu caminho nas ruas, nos abraços de reencontro...
...vivo nas noites badaladas de festa, nos domingos preguiçosos...
...vivo em cada momento, nao importa o país, a cidade... não importa a cama onde durmo, sob qual teto me abrigo ou quem são as pessoas que vêem a minha cara de quem recém acordou... VIVO a minha aventura, as minhas viagens... vivo a Europa Centro-Oriental e esse meu ano por aqui... vivo tudo isso porque estou exatamente onde gostaria de estar em cada momento :)
(read the english version here)

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Domingo Preguiçoso

Acordei a 1 da tarde, depois da festa de ontem a noite...

A ideia era ir visitar o castelo de Ljubljana, com o pessoal da AIESEC daqui... mas quando chegamos na porta do edificio, vimos que tava chovendo (e, estranhamente a neve não derretia com a chuva... vai entender essas coisas :P)... e resolvemos esperar a chuva parar

Como a chuva não parou, resolvemos fazer almoço... fritei a polenta que sobrou da janta de ontem (eu tinha cozinhado polenta)... polenta frita na Eslovênia... quem diria... ;)

Depois de comer, vimos que a chuva não ia parar mesmo e decidimos que nem adiantava mais sair de casa, já que as 4 da tarde já fica noite... resolvemos fazer bolinhos de chuva (sim!!!!) e assistir "friends"


O dia foi super inútil, mas foi legal comer polenta frita e bolinho de chuva, jogar conversa fora, passar 3hs embaixo dos cobertores assistindo friends e tomando chimarrão... :)

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Casa Nova!

To em Budapeste!

Me mudei pro meu novo apartamento quarta-feira, junto com meus novos flat-mates...

Nosso apartamento é ótimo: temos 2 quartos (1 deles dividido em "2 andares") e uma sala-cozinha... eu durmo no "andar de cima" do quarto... tenho meu cantinho só pra mim!

Semana passada foi a semana da mudança... quarta-feira limpar o apartamento, quinta ir na Ikea (loja de coisas para casa), sexta mudar os moveis de lugar e organizar os sofás pra criar nossa sala, sabado ir na feira e cozinhar feijão com arroz :) ... e tomar vinho com meus companheiros de apartamento pra comemorar!

E essa semana temos nossa inauguração! Hoje é nossa "house-warming party", a festa de inauguração do nosso apartamento com nossos novos amigos hungaros!

Depois de um mês dormindo em sofá, saco de dormir e cobertor esticado no chão... muito bom ter minha casa e minha cama!

...fotos em breve...

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Por onde ando...

Desde o ultimo post aqui no blog, nao parei... estive em 5 paises, 2 continentes, 6 casas diferentes, fiz 10 viagens de aviao e 2 de onibus e estive em 3 lugares que eu chamo de "minha casa"...
Tive despedidas, boas vindas, arrumei e desarrumei as malas, recebi e dei abracos de "tchau, vou sentir saudades" e de "oi, que bom te ver de novo"...

Explicando um pouquinho...

27 de maio - parti de Praga em direcao ao Brasil... deixando pra tras um ano de muito aprendizado e desafios na minha linda Praga, me despedindo das pessoas que, ha 1 ano atras eu nem imaginava que existiam e que hoje significam tanto pra mim...

Ainda 27 de maio - depois de conexao em Amsterdam, chego ao aeroporto de Guarulhos, Sao Paulo...

Primeira impressao: nossa, como e umido aqui!
E logo depois... tive dor de cabeca de tanto ouvir as pessoas falarem portugues!!! Como e estranho entender tudo o que os outros falam... eu nao preciso entender a conversa das pessoas aleatorias no aeroporto, nao quero saber da vida delas!!! :P

Quase meia-noite (no meu horario ja seriam quase 5 da manha), jet-lag, cansaco... cheguei em Porto Alegre! :) Abracao nos meus pais, falei em ingles com o cara que tava checando a minha bagagem... e fui pra casa... dormir na minha cama!

Estive em casa so por 5 dias, mas foi muito bom...
...bom dormir na minha cama
...bom comer comidinha de mae
...bom ver pessoas queridas
...bom me sentir amada :)
...bom lembrar de partes de mim mesma que eu tinha esquecido...

Bom tambem lembrar do quanto eu gosto de ser gaucha, de como e legal andar na rua e ver tanta gente tomando chimarrao (ate andando de roller no Gasometro!)
Bom tambem ser bem atendida nas lojas, pedir pra atendente trazer um numero maior de calca jeans pra tu provar - e ela trazer!
Bom ser entendida, bom as pessoas te olharem nos olhos e falarem contigo... bom os desconhecidos sorrirem pra ti na rua...

3 de junho - malas prontas de novo, embarquei rumo a minha nova casa: Budapeste!

4 horas de atraso em Porto Alegre, perdi o aviao pra Paris... embraquei no proximo e, com isso, cheguei 4 horas mais tarde do que o previsto em Budapeste... A companhia hungara perdeu as minhas malas e prometeu entregar no dia seguinte as 9h da manha (e eu precisava viajar as 8h da manha pra Noruega)... passei mais de 4hs em transporte publico entre ir do aeroporto pra casa, pro aeroporto de novo e de volta pra casa... so pra ter as minhas malas...

Nao vi Budapeste... fiz as malas e, as 7h da manha, tava no check in do aeroporto de novo... rumo a Bremen, na Alemanha

5 de junho - passei o dia em Bremen, so porque o voo pro Noruega - meu destino final - era so no outro dia

6 a 11 de junho - estive na Noruega, em uma conferencia da EFMD (Fundacao Europeia de Desenvolvimento de Gestores)

(Bremen e Noruega ficam para um capitulo a parte, ja que as duas cidades que visitei merecem um post a parte)

Na volta, mais um dia em Bremen... e, dia 12... finalmente cheguei de fato em Budapeste!

Primeira noticia que recebi quando cheguei: a partir de 30 de junho estou "homeless"... o apartamento onde supostamente eu moraria vai ser alugado pra outras pessoas... e eu preciso procurar apartamento!!! Em hungaro!!! :P

No dia seguinte, na sexta-feira, embarquei pra Praga... pra passar o fim de semana com o meu time e o time novo de la... pra nossa festa de transicao.

Cheguei em Praga a meia noite e fui "pra casa" :) Muito bom dormir no meu apartamento de novo... muito bom me sentir em casa...

E quando cheguei no local do evento de transicao e recebi tantos abracos de "Barbara! Que bom que tu veio!" me senti muito bem :)
Muito bom ver que valeu a pena... que conquistei amizades que vou levar comigo "na bagagem"...
E muito bom abracar muito de novo os guris do meu time (ja que as gurias ja tao espalhadas pelo mundo... Catar, Argentina e Holanda)... vou sentir saudade desses 6 companheiros de time!

A noite, ao redor da fogueira, conversando com o australiano que e o novo internacional da AIESEC Republica Tcheca (eles sempre tem 1 internacional por ano), eu disse pra ele:
"Em um ano, tu vai tar aqui, olhando pra essas caras ao redor do fogo... e essas pessoas vao ter tanto significado pra ti..." Ha um ano eles eram so rostos desconhecidos... e hoje eu sei que vou sentir saudade...

Domingo me despedi mais uma vez... e voltei pra Budapeste.

E desde segunda-feira estive em "flat-hunting" - ou cacando apartamentos...
Minhas primeiras palavras em hungaro nao foram "por favor" ou "bom dia" (essas eu ainda nao sei), mas kiado (aluguel) e ingatlan (imobiliaria)

Ontem finalmente encontrei o apartamento onde vou morar - junto com um colombiano e uma polonesa - nos proximos meses! :D
Ele e bem bonitinho... Sao todos bem vindos pra visita-lo ;)

Alem disso, estou em transicao - aprendendo tudo o que preciso pra comecar meu novo trabalho...

E de novo sou uma crianca de 2 anos... analfabeta e que nao consegue falar com as pessoas ao redor... o hungaro e muuuuuito diferente de qualquer outra lingua que eu conheco! (eu hein... sempre escolhendo paises de linguas bizarras pra morar :P)

Ja me perdi, ja peguei onibus errado, ja comprei comida salgada achando que era doce, ja tomei um baita banho de chuva enquanto procurava o numero 24 da rua Erzsebet pra visitar um apartamento, ja fiquei olhando com cara de bunda enquando o dono do apartamento que vou alugar e a mulher da imobiliaria conversavam em hungaro pra definir as clausulas do contrato...

E ja comi cereja, ja vi o parlamento a noite com todas as suas luzes, ja vi a lua refletida no Danubio, ja cruzei a ilha Margit, ja fui na Praca dos Herois e subi no monumento das 7 tribos que formaram a Hungria, ja andei pela rua Andrassy - patrimonio da humanidade...

Se julgar pelas primeiras semanas... esse vai ser um ano intensamente louco... :)
Aguardem novidades!

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Time to slow down...

Depois de muita correria...
... de trabalhar até tarde da noite todos os dias
... de não ter finais de semana
... de dormir 12 horas em 4 noites

finalmente um dia pra "slow down"...

... pra fazer pic-nic no parque na hora do almoço
fui com a Irina (romena), Piret (estoniana), Filipe (SSGN board) e Hugo (de Recife, que passou uns dias trabalhando aqui com a gente) almoçar sentada na grama, sentindo o vento na cara :)

... pra ir no cinema
fomos (os mesmos aí de cima) assistir Zuzu Angel...
*** nossas gringas entenderam o filme :)
*** depois do filme, estudantes de moda desenharam modelitos baseados nos vestidos do filme pra Piret e pra Irina

... pra cozinhar "em família"
(ainda vamos lançar um livro de receitas com as nossas invenções culinárias)

... pra tocar violão e cantar Bossa Nova :)
(tava com saudade de rodas de violão)

... pra ficar até as 2h da madrugada tocando e cantando com o pessoal...
(e descobrir que em Pernambuco se conhece Engenheiros!! hehehe)

... pra acordar as 8h do dia seguinte só pra poder tomar café da manhã estoniano
(a Piret preparou café da manhã pra nós... humm :) muito bom!!)

Até que enfim um dia pra ter vida pessoal... e pra aproveitar as pessoas que tão por perto :)

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Do filme de ontem... pra lembrar do dia ;)

Angélica
Chico Buarque

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento
Que fez meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino
Que ele não pode mais cantar

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