O caminho dos trens


Quando eu comecei a viajar de ônibus pelo Brasil, me encantava observar o caminho que o ônibus fazia... quais serão as cidades que o ônibus cruzará? Quais os lugares onde pararemos para almoçar e jantar? Em que estado será cada parada? Que paisagens veremos pela janela? Subiremos alguma montanha? Passaremos perto do mar?
E a cada parada do ônibus eu perguntava à mulher do caixa das redes de restaurante de beira de estrada “Onde estamos?” E depois procurava no mapa onde fica essa cidade... e traçava a linha do ônibus...
Pois agora estou em um trem... que partiu de Bucareste, na Romênia, e tem como seu destino final Veneza, na Itália. Eu vou de Budapeste (na Hungria) até Zagreb (na Croácia)... mas sei que o trem também passará perto do lago Balaton, aqui na Hungria, e que, depois da Croacia, cruzará a Eslovênia, passando por sua capital, Ljubljana... até chegar à Itália...
E a curiosidade da paisagem continua a mesma daquela época das viagens de ônibus... ainda mais que são 5 horas da tarde e o sol logo, logo vai se pôr... Em que parte da Hungria será o pôr-do-sol dessa viagem?

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Contos aleatórios de quem não entende húngaro

Sabe quando criança “lê” livros e revistas sem saber ler? Quando elas olham as figurinhas e imaginam quais são as histórias que estão sendo contadas...

Pois é... assim que me sinto quando vejo coisas acontecendo aqui em Budapeste... Sem entender as falas, imagino o que as “figurinhas” estão conversando...

No tram. Mulher com uma planta dentro da bolsa. Rapaz de cabelo comprido, oculos e blusa preta se aproxima:

- Minha senhora, você não sabe que é proibido levar plantas silvestres na sua bolsa? A senhora está cometendo um crime!

Mulher, com uma certa apreensão:

- Não, veja bem: essa é uma planta artificial (mulher toca com a ponta de seus dedos em uma das folhas e esfrega, mostrando que a planta não é de verdade)

Rapaz, não totalmente satisfeito:

- Ah tah... (com um ar de quem não gostou muito da história)

Rapaz olha para o lado e vê que uma garota assiste a cena com curiosidade. Ela, por não entender o que está acontecendo, se limita a sorrir. Rapaz sorri de volta e levanta as sombrancelhas com um ar de protetor do meio ambiente e aquela cara de “pois é, eu bem que tentei...”

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Porto Alegre também tem praia

Nesses dias que estive em Porto Alegre, fui com minha familia passear em Ipanema...

Não dá pra tomar banho e era muito frio pra banho de sol, mas é muito legal pra caminhar, tomar chimarrão... e admirar a paisagem com cara de praia, mesmo sendo na cidade... :)

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Gauchos


A água chiando na chaleira, a paisagem de araucárias, o pôr-do-sol no Guaíba
A Cidade Baixa, as árvores da Rua da Republica, os bares da Lima e da João Alfredo
O brique da Redenção, a praia de Ipanema, a vista da janela do museu Iberê Camargo
As orquídeas da serra, o chocolate de Gramado, o Lago Negro, o vinho de Bento
O xis do Speed, o sorvete da Jóia, o pastel da República
Os canyons dos Aparados da Serra, as falésias de Torres, as cachoeiras da serra, os pampas
A musica ao vivo nos barzinhos, as rodas de violão... cantar junto e saber a letra
Quintana, Versíssimo, Martha Medeiros
O churrasco de domingo, a cuia na mão, tomar chimarrão na rua, no Gasômetro
Kleiton & Kledir, Vitor Ramil, Nei Lisboa
As blusas de gola alta, o friozinho, o minuano
Engenheiros, Nenhum de Nós, Nei Van Soria
As tradições, a música, o orgulho
POA em Cena, Planeta Atlântida, Opinião
O Theatro São Pedro, o cinema alternativo, os bares que tocam “de tudo”
O estilo de vida
Gaucho, meu coração, eu

vou sentir saudade...

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Salvador...

Eu tava com uma saudade de praia... queria tomar banho de mar, queria a sensação de sal e areia no corpo, queria o cabelo bagunçado com a brisa do mar... queria férias de verdade!! Pra isso, fui passar 5 dias em Salvador :D

E levei comigo 1 tcheca, 1 eslovaca e 1 polonesa (Petra, Tina e Anula)... pra elas conhecerem um pouquinho mais do Brasil... daquele Brasil que não tá nos cartões postais ou nos noticiários que elas têm lá... pra elas viverem cultura brasileira, pra experimentarem vida de brasileiro e não de turista gringo no Brasil...

Dia 1 - Ondina-Barra e Pelô
Depois de 1h de ônibus do aeroporto até a cidade, deixamos as malas na casa da Pat (da AIESEC Salvador) e fomos caminhar... de Ondina até a Barra... com muitas fotos no caminho


Açaí com cupuaçu, farol da barra, fim de tarde sentadas atrás do farol (não teve por do sol por causa das nuvens), caminhada até o Porto da Barra, colocar os pés no mar...


Aí subimos pro Pelourinho... era terça-feira, dia de "terça da bença", quando o Terreiro de Jesus se enche de barraquinhas vendendo acarajé e todas as "roskas" de frutas das mais variadas... além de ter palco com atrações musicais...


Caminhada pelas ladeiras do pelô, acarajé com vatapá e caruru, "roskas" (caipirinha) de acerola, caju, maracujá e umbu-cajá... uma passadinha por um sambão e terminar a noite comendo sorvete de graviola e cupuaçu no alto do Elevador Lacerda

Dia 2 - Praia, Mercado Modelo, Bonfim e Ribeira
Começamos no Porto da Barra, onde aproveitamos a praia até começar a chuva... (a Petra e o Felipe até entraram na água)... aí subimos a ladeira da Barra até o Campo Grande. Lá, tomamos água de coco enquanto conversávamos sentadas na praça.


De tarde, um passeio pelo Mercado Modelo, perguntando preços e pechinchando... uma passadinha pelo subsolo do mercado onde os escravos eram "guardados" na época colonial... 


e daí subir o Elevador Lacerda pra sentar lá em cima e comer pinha, goiaba, doce de leite e tomar suco de cajá e cupuaçu


Depois, pegar o ônibus até o Bonfim... entrar na igreja, comprar fitinhas... e caminhar pela orla até a Ribeira, onde, depois de provar todos os sabores mais diferentes, escolher 2 e tomar um sorvete gigante na sorveteria mais famosa da cidade

De lá, pegar um ônibus que cruzou toda a cidade pra chegar até a Dinha, lugar ideal pra sentar com os amigos, jogar conversa fora e, claro, comer o acarajé mais famoso de Salvador (no meu caso, acompanhado de um suco de cacau com leite) - e foi aí que as gurias descobriram que cacau é uma fruta!

Dia 3 - Itaparica
Taí um lugar que eu ainda não conhecia e queria muito visitar... 

Pegamos a lancha em direção à ilha, coom um tempo meio feio e fechado... depois de uns 40min sacolejando com as ondas, chegamos a Itaparica. Fomos até a casa da tia do Felipe (foi ele que nos levou pra lá) e de lá rumamos para a praia (não sem antes passar pela Bica e tomar a famosa "água fina, que faz velha virar menina")


A praia tava deserta... e a maré baixa desenhava pedaços de azul no meio dos bancos de areia... e o vento que levantava vestidos e cangas fazia a praia parecer cenário de filme, daqueles que os personagens-desbravadores caminham vencendo o vento, com lenços esvoaçantes...


Apesar do clima não ser muito convidativo, o banho de mar tava muito bom! Só era preciso tomar o cuidado de deixar as roupas em um lugar não muito próximo da água, já que a maré subia rápido e logo logo o lugar que antes parecia seguro, já estava debaixo dágua...


Caminhar na praia, catar conchinhas, andar ao pôr-do-sol e sentar pra ver o céu colorir todo o cenário...

e depois voltar pra casa da tia do Felipe, pra comer siri (sim! o bicho inteiro! imagina a cara das gringas quando olharam pros sirizinhos observando-as de dentro da panela) e mariscada


Ao anoitecer, pegar o ferry boat de volta pra Salvador, comendo cocada de maracujá, banana e goiaba no caminho... e aí rumar pra Barra, pra aproveitar a noite...

O barzinho tinha música ao vivo, caipirinha, suco de umbu... também tinha uma mesa do lado comemorando aniversário - e nos convidando pro bolo! (cantamos parabéns em tcheco, polones e "gauches" pra aniversariante) Também dava pra pedir música, cantar junto e até fazer uma canja no palco (não nós, mas teve um cara que foi tocar uma lá...) 

Me senti muito em casa... cantando música brasileira, na beira da praia, tomando caipirinha com vista pro Farol da Barra iluminado... e vendo o pessoal interagir no bar, a cantora tocando nossos pedidos, o gerente deixando a gente entrar de graça (sem pagar couver) porque negociamos com ele... me senti muito "local", quase baiana ;)


Dia 4 - Praia da Paciência e Passar a Tarde em Itapuã
Sol! Caminhar de "casa" até onde as gurias tavam... como o dia tava bonito e o sol emoldurava o mar e os coqueiros formando as fotos típicas de cartão postal, resolvemos ir pra praia... Praia da Paciência!
Fotos, banho em uma piscina que se formou no meio das pedras... nos despedimos da Tina, que ia embora antes de nós, e fomos pra Itapuã


Passamos a tarde em Itapuã... caminhada na areia da praia, caipirinha a 2 reais... 

Ouvimos o mar de Itapuã, tiramos fotos, entramos na água... 


e quando o sol que ardia em Itapuã resolveu baixar e mergulhar no horizonte... falamos de amor em Itapuã... ;)


Na hora da fome, caldo de sururu, carne de sol com farofa e mais caipirinha... e rumamos mais uma vez para o Pelô!

Compra de lembrancinhas, comer tapioca e tomar suco de graviola... loja de intrumentos musicais: pandeiro, cabuletê, berimbau... o vendedor fez um sambinha pra gente... e na rua os meninos também batucavam... subimos e descemos ladeiras até as gurias estarem satisfeitas com os presentinhos que compraram...


Dia 5 - Mais uma vez Itaparica
Como o dia tava mais bonito e a previsão era de sol, pegamos a lancha pra ilha mais uma vez... dessa vez só eu e a Anula, já que a Petra também foi embora antes de nós...

Chegada no municipio de Vera Cruz (a ilha tem 2 municipios: Vera Cruz e Itaparica... e várias praias em cada um), kombi até a entrada pras praias, caminhada até Ponta de Areia... e uma visão de paraíso...
Areias brancas, mar azulzinho, calmo, sem ondas... coqueiros, sol, ceu azul... sorria! sim... essa é a Bahia! :)

Banho de mar, abará, água de coco... nadar até não dar pé, lá onde ficam os barquinhos... banho de sol, caminhada... andar pelos bancos de areia e as piscinas de água do mar... barquinhos na praia, junto com meninos que treinam acrobacias de capoeira... cadeiras de palha, rede... sentar embaixo do guarda sol de palha, com os pés na areia branquinha e vista pro mar...


Mais banho de mar, mais água de coco... deitar na areia e deixar a tarde passar... e pra terminar nossas férias em Salvador, um sol alaranjado-rosa que mergulhou no mar...

Última noite em Salvador, mais uma vez na Dinha... as palavras da Anula: "vou sentir saudade desse caos" Eu também!

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IC - Conferência Internacional

Esse ano a Conferência Internacional da AIESEC foi no Brasil - em São Paulo!!

Isso significa que em torno de 1000 (mil!) pessoas, vindas de mais de 105 países, se reuniram em São Paulo, no Holliday Inn, por 10 dias...

...para discutir temas como sustentabilidade e liderança
...pra alinhar nossas metas globais e discutir que estratégias usar para atingi-las
...pra conversar com os representantes das empresas que são nossas parceiras globais
...pra passar um fim de semana com alumni da AIESEC do mundo todo, discutindo os mais variados assuntos de nosso interesse
...pra comemorar que a AIESEC completa esse ano 60 anos de existência no mundo
...pra ter reuniões com pessoas de outros países com os quais queremos realizar intercâmbios - e decidir como vamos fazer isso
...pra rever amigos de diversos cantos do mundo
...pra fazer festa e se divertir
...pra viver a diversidade de ter mais de 100 países representados, cada um trazendo algo da sua cultura...

Meu envolvimento com essa conferência começou em 2006, quando o meu time da AIESEC no Brasil decidiu trazer esse evento gigante para o nosso país... levamos nossa proposta pra ser votada pelos presidentes da AIESEC em todos os países - e fomos escolhidos!

Mas eu não participei da organização e não estava representando o Brasil nessa conferência...
...devido à minha função atual, eu representava os 27 países da região onde trabalho: a Europa Centro Oriental...


(Ucrânia) (Lituânia) (Tajiquistão)



(Armênia) (Eslováquia) (Polônia)

Mas apesar disso, na tarde onde cada país estava representado com comidas, roupas, artefatos típicos... eu vesti a camiseta do Brasil! E durante toda a conferência, eu tava feliz da vida porque agora eu era a "local" e os outros é que eram os estrangeiros!! (eles é que não entendiam o idioma, precisavam tradução e ajuda...)

Também nessa conferência re-encontrei 4 dos 6 tchecos que trabalhavam comigo em Praga... Cada um deles tá num lugar diferente do mundo... a Tina tá na Argentina, a Petra na AIESEC Internacional, a Pet'ula tá no Catar e o Lukas tá na Africa do Sul... muito bom rever minha "família tcheca" no Brasil... e muito bom mostrar um pouquinho do meu país pra eles :)

Tina - de dançarina de Tango / Lukas / Petula - mas a de burka sou eu ;)


Outro grupo de pessoas muito importante dessa conferência foi o grupo dos GN Boards - as pessoas que trabalham, assim como eu, com as diferentes regiões do mundo na AIESEC...
Somos um grupo de 15 pessoas, de diversos países... e todos são muito divertidos... fizemos muita bagunça e muita festa juntos nessa conferência!!


Anula (polonesa, mora comigo), Juan (colombiano, mora e trabalha comigo), Ligia (colombiana, trabalha na Am. Latina), Monaem (da Tunísia, trabalha no Oriente Médio e Norte da Africa), Juli (dos EUA, trabalha comigo, mas mora em Istanbul), Driss (da Tunísia também, trabalha com o Monaem), Jolin (chinesa, trabalha na Asia-Pacifico), Janeth (mexicana, trabalha na Am. Latina), Tulio (brasileiro, trabalha na Am. Latina), eu, Kole (nigeriano, trabalha na Africa), Vincent (belga, trabalha com a Europa Ocidental e a Am. do Norte), Alexa (de Uganda, trabalha na África) e Thordis (da Islândia, trabalha com o Vincent e a Anula) - e faltou o Dante (mexicano, que trabalha na Asia-Pacifico)





(antes e depois do "Coconut Liqueur")

Foi muito bom voltar a ter uma conferência da AIESEC "em casa"... foi muito bom rever o pessoal da AIESEC Brasil com quem eu trabalhava quando era do time nacional daqui... foi muito bom voltar a discutir temas que não se discutem na Europa, mas aqui sim... foi muito bom voltar a fazer planos de "ainda vamos trabalhar juntos no futuro" com pessoas super competentes que conheci enquanto trabalhei por aqui... e, claro, foi muito bom rever amigos, ganhar abraços... e sentir que não há nada no mundo como o calor e a hospitalidade dos brasileiros :)



As extensões que sou "madrinha": Londrina e Uberlândia / Ribeirão: GI, extensão e CL - meu orgulho!





Cintia, Conrado e Markel - meus sucessores / Rod - do meu time no Brasil / Brasilia - um dos meus CLs



AIESEC Porto Alegre na noite brasileira (e tinha mais 4 de Porto Alegre lá!)

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Sziget

Sziget, em húngaro, significa ilha.

Sziget, na Hungria, significa o maior festival de música (antes rock, hoje já aberto a outros estilos) do país – e com certeza um dos maiores da Europa também.

Todo ano, desde 93, os húngaros fecham a sziget – ilha – para organizar Sziget – o festival (sim, claro, como diz o nome, o festival é realizado em uma ilha no meio do Danúbio)

São 7 dias, mais de 350 mil pessoas, diversos szinpad (palcos) e variadas atrações... tem rock, pop, eletrônico, jazz, blues, reagge, metal... tem Alanis, REM, Iron Maiden... tem bandas húngaras, DJs de diversos lugares... tem bungie jump e pista de dança, tem festa rave e redes pro pessoal sentar, tem show de transformistas e batucada de tambores africanos... tem gente hippie, punk, metaleiros... tem gente e comida de diversos países, fala-se diversos idiomas... tem música, calor, sol... verão europeu no melhor estilo!

As pessoas que habitam Sziget durante essa semana tem várias opções – é possível acampar (sim, o pessoal vem de mala e cuia, monta a barraca e chega a passar os 7 dias sem sair da ilha), comprar um passe pra todo o festival ou vir só pra um (ou mais) dia

Nós fomos pra um só dia, mas já deu pra ver bastante coisa...
... assisti ao show da Alanis no fim da tarde, com a lua amarelada subindo no céu enquanto a Alanis cantava todas as músicas mais famosas...
... sentei na rede enquanto escutávamos os tambores de um grupo nigeriano...
... dancei ao som de The Kooks (praqueles que não conhecem a banda, como eu também não conhecia, ouçam essa que é bonitinha)...
... dancei também em uma pista de música eletronica, com luzes piscantes e gente ensandecida...
... deitei no chão de uma das tendas que oferecia tapetes e almofadas pro pessoal assistir confortavelmente aos shows de musica relax...
... e voltei pra casa tranquilamente com o transporte noturno, as 5 da manhã :)

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Algumas coisas que gosto em Budapeste...

... O transporte [especialmente o noturno]


Na frente do nosso apartamento tem uma parada onde passam trams a cada 3min durante o dia e ônibus a cada 10 durante a noite (sim: a noite toda!!)
E daí podemos chegar em qualquer lugar da cidade... só precisa entender as conexões metro-tram-ônibus-trolleybus-HEV (trem urbano) ;)

... Caminhadas noturnas

Amo Budapeste à noite! A cidade iluminada fica linda... e, mesmo em uma quarta-feira qualquer, a cidade tem vida e gente nas ruas...
Adoro caminhar até a Praça dos Heróis e sentar pra jogar conversa fora olhando pro monumento iluminado... adoro andar nas margens do Danúbio no lado de Buda indo da ilha Margit até a ponte das correntes e ter a vista do parlamento durante a caminhada... adoro a vista do rio e da ponte que se tem lá de cima do túnel que corta o morro do castelo... adoro cruzar a ponte Margit e ver de um lado do rio o parlamento e do outro o castelo com a Citadela ao fundo – principalmente em noites de lua cheia com o reflexo da lua no rio!

... A forma como os húngaros ajudam a quem não fala seu idioma

Sim! Depois de um ano em um país onde quem não fala inglês sai correndo ou fecha a cara pra quem tenta perguntar alguma coisa em um idioma não-nativo, to achando os húngaros extremamente “helpful”! É claro que não são todos, mas algumas tentativas deles me fizeram feliz:

- A mulher do supermercado da esquina que toda vez que eu pergunto o preço de algo (apontando pro item desejado com cara de ponto de interrogação enquanto eu faço o sinal de “dinheiro” esfregando o polegar no indicador) pega papel e caneta e escreve o preço pra me mostrar!
- A velhinha que, quando eu tava procurando apartamento, me encontrou na frente do prédio esperando a dona do apartamento chegar e, ao entender que eu tava esperando alguém que não tinha vindo, me levou pro seu apartamento e telefonou pra dona do outro apartamento dizendo que eu estava lá esperando por ela...
- A senhora que me vendeu o seguro saúde que eu precisava pro meu visto sem falar nem entender 1 palavra de inglês! Foi mais de 1 hora de muita paciência onde ela me perguntava coisas em húngaro e eu tentava adivinhar o que ela queria... Ponto alto da paciência dela foi quando ela – ao não conseguir me dizer que queria saber minha profissão – leu todo o meu requerimento de visto (que era o único documento que eu tinha em húngaro) até encontrar a resposta!
- A atendente do banco que conseguiu me explicar todos os detalhes da conta em euro e que no final disse, se desculpando: “Sorry, my English is little. But I like to talk in English”... não importa se ela não tem um inglês bom, só a boa-vontade pra ajudar já vale muito!
- O guri dos correios que foi chamado pra ajudar porque era a única pessoa que falava inglês e que traduziu toda a conversa que tive com a atendente pra comprar os selos que eu precisava pro visto
- O cara que vende passagem na estação de trem que, não só entendeu qual cidade a gente queria ir mesmo que a pronúncia tenha sido errada (Siofok se diz “Xiofok” e é claro que a gente não se deu conta quando foi comprar passagem) como também nos disse que, como temos menos de 26 anos tínhamos desconto de fim de semana e ainda nos avisou que tínhamos que trocar de trem em uma estação que ele repetiu o nome umas 5 vezes pra garantir que a gente tinha entendido


Não sei quantos exemplos de boa-vontade os estrangeiros podem listar a respeito do Brasil... mas comparando com a Republica Tcheca, os húngaros tem sido super simpáticos comigo :)

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...enquanto alguns se encantam com a contagem regressiva dos tambores iluminados e os fogos de artificio iluminam Pequim...
...outros têm suas vizinhanças e casas bombardeadas por soldados russos...

(soube hoje que o presidente da AIESEC Georgia teve sua vizinhança bombardeada em Tbilisi... e um dos comitês locais teve seu escritório queimado... minha companheira de time que estava lá em visita ao país já foi evacuada para a Armênia e está tentando ajudar o pessoal da AIESEC Georgia - pelo menos 3 deles - a cruzarem a fronteira para o Azerbaijão... espero que fiquem todos bem!)


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Feliz Aniversário

Sim! Eu tive um Feliz Aniversário esse ano :)

Tudo começou na sexta a noite, quando cozinhei feijão com arroz e farofa pra comemorar com meus flat mates...

Ai no sábado, fomos pra Siofok, que é uma cidade no lago Balaton (que eles chamam de "praia hungara"). Não é exatamente o que a gente espera de uma praia, mas foi muuuuito bom... passamos bronzeador, colocamos biquini e pegamos o trem por 2 horas de Budapest até lá...

Chegando na cidadezinha... ela é toda bonitinha, turistica e com muita cara de verão :)
Depois de lutar pra encontrar algum lugar onde se pudesse acessar a praia de graça (na maioria dos lugares tem que pagar :P), chegamos na beira do lago!!

Água azul clarinha, quente, sem ondas... dava pra ir loooonge nadando, boiando... muito bom!!
Também dava pra deitar na grama e tomar banho de sol (sim, nao tem areia), comer milho de almoço e observar como os húngaros aproveitam a praia... crianças brincando na água rasinha, muita gente com boias, colchões infláveis, pedalinhos e outras atrações aquaticas (tinha até um tobogã)

Depois da praia, dar uma volta pelo centrinho... várias lojinhas vendendo coisas na rua, muita gente jovem e bonita andando pelo centro, tomando algo nos bares, tomando sorvete... até parecia verão de verdade!!! :) hehehe

Voltamos no mesmo dia e ainda tivemos energia pra sair a noite... fomos num dos vários clubes ao ar livre que existem aqui em Budapeste... o clube é na beira do Danúbio, com 2 pistas ao ar livre e umas cabaninhas na beira do rio onde dá pra sentar e ver a vista do castelo e a ponte iluminados... lindo!

No domingo fui com uma amiga romena e um belga andar de bicicleta...
A idéia: alugar uma bicicleta por algo como 20 reais para 1 dia
O destino final: a cidadezinha medieval de Szentendre, a 20km de Budapeste...
O caminho: uma trilha de bicicletas as margens do Danúbio... passando por bosques, cruzando pontezinhas e encontrando vários outros ciclistas pelo caminho

A cidade é toda bonitinha também... arquitetura medieval, a praça central com a igrejinha, as lojinhas de souvenir, os cafés com mesas na praça, o "caminhódromo" na beira do rio com bancos pro pessoal sentar e tomar sorvete olhando pro rio...

Passei a tarde lá, andando e me perdendo pelas ruazinhas de paralelepípedo que serpenteiam até o morro onde fica a igreja... lembrei de Ouro Preto, Olinda... mas com um toque Europeu :)

Na volta, mais 20km de bicicleta... que terminaram na Ilha Margit, em Budapeste, no meio do Danúbio, com direito a sentar perto da fonte das águas dançantes pra tirar os tenis, colocar os pés na grama e comer frutas :)

Cheguei em casa cansada, tomei banho e fui com a Anula pra ponte das correntes (Szechenyi Hid), onde tem um festival de verão - eles fecham a ponte e colocam várias atrações, de comida e artesanato típicos até palcos pra apresentações de música e dança...

Finalizamos o dia com uma caminhada noturna pela cidade até chegar em casa e dormir...

Adorei meu Feliz Aniversário!! Muito bom ter 1 fim de semana de verão!!


(saldo do fim de semana: marquinha de biquini e 1 dia sem conseguir sentar... hehehe)

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