Como vai nossa viagem...

Desde 1º de julho to passeando pela Europa com a minha mãe... aproveitando os verãozinho europeu e as minhas férias!! :)

Já passamos por Varna, na Bulgária, e agora estamos em Istambul, na Turquia :)

Pra quem quer saber um pouco de como andam as coisas por aqui, aí vão algumas histórias, uns comentários aleatórios e algumas imagens que valem mais que mil palavras ;)

Invenção Búlgara

Nas praias na bulgária tem uma "casinha" pras pessoas trocarem de roupa quando chegam na praia ou antes de ir embora, pra não ir com o biquini molhado no corpo... Nós achamos o máximo e apelidamos a "casinha" de "simudódromo" (lugar pra "se mudar" - de roupa! :P)


Topless

Nas praias da Bulgária é super comum ver mulheres de topless... e não só quando tão deitadas na areia de costas pra cima, pra não ficar a marquinha do biquini nas costas... elas tiram a parte de cima do biquini mesmo!! E andam por aí, entram no mar, jogam volei (!!)

(dá pra ver que uma das gurias tá sem a parte de cima?)

Também vi um cara entrar no mar pelado (sim, completamente pelado!! e em uma praia que não era de nudismo :P)!! e depois os europeus falam do Brazil com suas "mulatas peladas"... tsc tsc

Entre 2 continentes

Em Istambul, estamos "morando" no lado asiático... e pra ir pro centro da cidade, temos que cruzar o Estreito de Bósforo de ferry... é um passeio lindo! Aguinha azul, vista para os 2 continentes e a ponte que os une...


43 graus

Sim! Essa foi a temperatura registrada pelos termômetros em um dia que passeávamos pelo centro histórico de Istambul...

E mesmo com essa temperatura, as muçulmanas andavam sob o sol, com lenço na cabeça, braços e pernas completamente cobertos... como será que elas sobrevivem ao calor??

Corno de Ouro

Quem diabos inventou o nome desse pedaço de mar que entra do Mar Mármara e corta a parte européia de Istambul, dividindo a Peninsula Histórica e o centro da cidade??

Não acredita que esse é realmente o nome? Pois saiba que ele também pode ser chamado de "chifre de ouro" :P Confere aqui

Programa de Índio

Nem tudo são flores quando se está viajando...
Perto de Istambul, no Mar Mármara, ficam as "Ilhas do Principe". São 9 ilhas, sendo 4 delas abertas a turistas... Na internet, a propaganda delas como ilhas onde os turcos vão veranear é grande... nossa expectativa? praia, é claro!

Fomos até a maior delas, que fica a 1h30 de Istambul de barco... em um barco superlotado, com gente vomitando...

Carros lá não são permitidos... então dizem que o transporte é todo feito por românticas charretes... puxadas por cavalos que vão literalmente "cagando e andando" e, ao sol de 40 graus, deixam tudo fedido!

Chegando lá, fomos procurar a praia... andamos por mais de meia hora pra chegar no único lugar onde encontramos acesso ao mar (já que a maior parte da ilha é rochosa e não tem acesso ao mar)... e eles cobravam 20 liras (aprox. 30 reais) por pessoa pra entrar na praia!!! em um lugar que mais parecia um piscinão de ramos :P

A ilha era bonitinha, as casinhas de madeira são uns amores, a água do mar vista de cima é verde-azulada e cristalina... mas não promovam esse lugar como PRAIA!!! :P

Algumas fotos de Istambul que valem mais que mil palavras...

(Chá turco no fim da tarde)

(Chimarrão e por do sol com vista de cima de um morro)

(Torres das mesquitas ao sol do fim de tarde)

(Mesquita azul)

(Ásia vista da Europa)

(Temperos no "bazar de especiarias")

(Cerâmica turca... cores e formas...)

(Gaivotas acompanhando os barcos... o pessoal alimenta elas, então tem sempre um bando de gaivotas sobrevoando os barcos)

(bondinho no centro de Istambul)

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Um país com o nome de um rio...

Meu próximo destino: Uruguai

Vou passar 5 meses em Montevideu (cidade sul-americana de melhor qualidade de vida, segundo estudos da Mercer)

Vou trabalhar em uma ONG que trabalha com educação profissionalizante para jovens e adultos que não têm estudo superior, pra ajudar a alocá-los no mercado de trabalho.

Vou morar no país com o nome de um rio, terra de Jorge Drexler e Eduardo Galeano...

un país con el nombre de un río
un edén olvidado
un campo al costado del mar

Vou tomar mate na rambla, vou caminhar em direção ao horizonte...

... e que "sea lo que sea"...

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July Morning (manhã de julho)

Na Bulgária, na noite de 30 de junho, jovens se reunem na beira da praia do Mar Negro pra esperar o nascer do primeiro sol de julho.


Essa tradição começou com influência do movimento hippie e como uma manifestação de protesto durante o comunismo... o primeiro sol de julho seria o inicio de uma vida nova... e o fato de todos esperarem o sol juntos, na praia, seria uma demosntração de união e harmonia...
(para saber mais, veja aqui - em inglês)

O evento tem até uma música-tema: July Morning (de Uriah Heep):

There I was on a july morning
Looking for love
With the strength
Of a new day dawning
And the beautiful sun

At the sound
Of the first bird singing
I was leaving for home
With the storm
And the night behind me
And a road of my own

With the day came the resolution
Ill be looking for you
La la la la

I was looking for love
In the strangest places
Wasnt a stone
That I left unturned
Must have tried more
Than a thousand faces
But not one was aware
Of the fire that burned

In my heart, in my mind, in my soul
La la la la

There I was on a july morning
I was looking for love
With the strength
Of a new day dawning
And the beautiful sun

And at the sound
Of the first bird singing
I was leaving for home
With the storm
And the night behind me
Yeah, and a road of my own


Como eu estava em Varna (na Bulgária, no litoral do Mar Negro e com o mar a leste da cidade), eu estava em um lugar perfeito pra comemorar a tal da July Morning...


Fui com um pessoal da AIESEC pra beira da praia... caminhamos na areia as 4h da manhã, molhamos os pés no mar e fomos até o farol de onde teríamos o melhor ângulo para observar os primeiros raios do amanhecer...


Foi um festival de cores... céu rosado, alaranjado, amarelado... e finalmente, as 5h30, o sol nasceu... bem vindo, sol de julho! bem vinda, manhã de julho!


é o começo de um novo ano pra mim... fim do meu ano na Europa Centro-Oriental... inicio das minhas férias pela Europa, inicio do meu verão aqui... e inicio das novas aventuras que estão por vir...

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Bringa, Velence & Citadella

Bringa
"bringa" é como se diz "bicicleta" em hungaro...
Bringa poderia ser um "apelido carinhoso" para bicicletas no Brasil (assim como dizemos "magrela" poderiamos muito bem dizer "bringa" tambem, não? pois vou adotar!)

Sabado, alugamos 2 bringas e fomos, Leticia e eu, até Szentendre...
São 20km até lá... pela beira do Danúbio, cortando bosques, com vista pro rio e cheiro de flores... No caminho, paramos pra comer amoras, ficar com os dedos roxos e lembrar da infância...



Em Szentendre, comemos lángos e sentamos na beira do rio pra descansar... e aí voltamos pelo mesmo caminho (outros 20km!)



Chegando em Budapeste, ainda tivemos energia pra tomar sorvete na Ilha Margit e tomar chimarrão ao entardecer

Velence
Velence é um lago que fica a 50km de Budapeste... Não é grande e famoso como o Balaton, mas é um lugar bem gostosinho...
Grama, águas banháveis, pessoas tomando sol, praticando esportes aquáticos, tomando cerveja, caminhando... não é praia, mas quebra um galho!



Passamos o domingo lá, tomando banho de sol, caminhando ao redor do lago, colocando os pés na água e tomando chimarrão assistindo o por do sol!




Citadella
É uma fortaleza no topo de um morro aqui em Budapeste... lá de cima a vista da cidade é muito bonita...


...e nós fomos lá à noite!


Admiramos a vista, tocamos violão, cantamos (de mamonas assassinas a xitãozinho e xororó), tomamos vinho e nos divertimos muito!


(a gente até abriu a caixa do violão do Roger pra ver se ganhava umas moedas... hahaha!)

é, foi um fim de semana cheio! :)

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Meus lugares preferidos...

Em cada cidade que morei, encontrei alguns cantinhos que gostei, que se transformaram em meus lugares preferidos...

Em Santa Fé (na Argentina):
* o telhado da minha casa. Eu subia lá em cima e ficava olhando os telhados das casas vizinhas e cantando "Telhados de Santa Fé", em uma adaptação minha de "Telhados de Paris"... também pendurava roupas pra secar e assistia o pôr-do-sol lá de cima
* o caminho no meio da boulevar que ia da 9 de Julio até a costanera... era um canteiro com árvores no meio da avenida... e ia dar no rio...
* a costanera, calçadão na beira do Rio Paraná, onde eu sentava pra tomar mate com o pessoal e caminhava com minhas "maninhas"

Em Córdoba (tambem na Argentina):
* as ruas de Nueva Cordoba - principalmente na primavera, quando todo mundo ficava na calçada até tarde, tocando violão, cantando, tomando cerveja... e os bares e danceterias sempre cheios até o amanhecer
* o parque, onde ia tomar mates, caminhar ao redor do lago, sentar na grama...

Em Porto Alegre:
* a beira do Guaíba perto do Gasômetro, onde andávamos de bicicleta e depois sentávamos pro chimarrão
* a Redenção, onde caminhávamos ao redor do lago, passeávamos nos fins de semana e, claro, também tomávamos chimarrão
* a Rua da República, por onde caminhava dentro do "tunel" de árvores que cobre a rua...

Em São Paulo:
* o Ibirapuera... pedaço de calma no meio da confusão da cidade... e onde eu assistia shows, teatros, ia a festivais... onde sempre tinha algo acontecendo
* o parque da Aclimação, onde caminhava no final da tarde, depois de um dia inteiro sentada em frente ao computador
* o café no centro cultural da Gazeta, onde eu sentava em uma mesa na frente da janela e tomava café enquanto via as pessoas passarem apressadas pela Avenida Paulista
* a feira de todas as sextas de manhã, onde comprávamos frutas e verduras pra semana inteira e almoçávamos tempura e tapioca de morango com leite condensado

Em Praga:
* as paredes de Visehrad, a fortaleza perto do rio, onde eu sentava e ficava olhando pro castelo, as casinhas medievais que ficavam embaixo, nas ruazinhas que cruzavam por ali... e onde eu sentava na grama e aproveitava o fato de, por mais que fosse um lugar super bonito, os turistas ainda não tinham descoberto
* Haje - o bosque perto da minha casa, onde eu caminhava, pisava as folhas de outono e até fui colher cogumelos!
* o lago perto de casa, onde eu fazia minhas caminhadas de fim de semana... e onde em cada estação do ano, eu observava uma paisagem diferente

E aqui em Budapeste:
* o tunel que atravessa o morro onde fica o castelo... onde eu subo e sento no topo do tunel, admirando a vista da Ponte das Correntes, o Danúbio e a catedral ao fundo
* a Ilha Margit no verão... onde vou caminhar, sentar na grama, assistir as águas dançantes do chafariz...
* a rua onde fica a "minha" biblioteca... ruazinha charmosa de paralelepípedos que no outono tinha árvores amarelinhas e agora que é verão tem barzinhos e cafés com charmosas mesinhas nas ruas... andando por essa rua cruzo uma praça com um chafariz no meio, vejo uma igrejinha... adoro a calma e tranquilidade da rua... e a minha biblioteca também é legal! Tem livros em inglês e até espanhol e português!
* no inverno, o Szimpla, bar alternativo e underground, onde a gente sentava pra tomar chá indiano com especiarias e leite
* e no verão, Godor, o bar que coloca mesas na rua e a praça fica lotada de gente conversando e tomando cerveja ao ar livre... até altas horas da madrugada!

Em cada cidade encontrei meus cantinhos, meus pedaços de cidade que fazem eu me sentir em casa... e assim, me sinto em casa onde quer que eu esteja! :)

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Brasileiros em Budapeste

Tem muitos brasileiros (e gauchos!!) aqui em Budapeste agora... então às vezes eu até esqueço que não to no Brasil... Foram vários os eventos que me fizeram sentir em casa nessas últimas semanas...

Janta Gaucha

Cozinhamos carreteiro (que, com linguiça húngara, ficou meio laranja e esquisito, mas ficou bom assim mesmo), comemos negrinho, e, como agora temos um violeiro profissional por aqui (e gaucho, ainda por cima!!), cantamos todas as musicas gauderias... de "ceu, sol, sul" a "vaquinha preta", passando por "amigo punk", todos os clássicos do rock gaucho e todos os nossos "hinos".




No fim da noite, depois de vários vinhos húngaros, a criatividade era tanta que um dos guris até inventou uma música nova: o "Blues do Guaiba Podre" ;)



(e o bairrismo da noite era tanto que depois, descrevendo quem tinha ido lá em casa pra janta, eu disse "foram todos os gauchos... ah, e tinha uns brasileiros também")

Chimarrão no Parlamento

Agora que tenho companhia pro chimas, tenho usado a cuia com bastante frequência... Um dia desses, resolvemos sentar na beira do Danúbio, na frente do Parlamento e aproveitar um céu lilás tomando mate...



(porque naquele dia, Budapeste não era cinza, era Lilás!)

Pelada na Ilha e Jogo do Brasil

Sábado os guris resolveram se reunir na Ilha Margit pra jogar bola... acho que eram mais de 15 brasileiros (ta, tinha uns colombianos e mexicanos também)... foi uma pelada digna de qualquer campinho brasileiro: goleirinha feita de chinelo, mochila, o que tivesse pela frente; time dos sem-camisa contra o time dos com-camisa... e as gurias na torcida ;) Rimos muito... tava com saudade das piadas e avacalhação brasileiras!

E depois do jogo deles, fomos num bar assistir o jogo do Brasil (contra o Uruguay, nas eliminatorias da copa)... com bandeira, camiseta do Brasil e tudo... fizemos festa, comemoramos, gritamos... parecia que estávamos no Brasil!

Mais chimarrão

E como gaucho que é gaucho não se mixa pra chuva, ontem enfrentamos a chuva, subimos até o distrito do castelo e sentamos no "Bastião dos Pescadores" (Fisherman´s Bastion) pra tomar chimarrão, admirar a vista de Pest lá de cima, falar da vida e fazer experimentos fotográficos com a minha câmera.




E no fim da tarde, o sol abriu uma fresta pelo meio das nuvens cinzentas, iluminou o parlamento, pintou o céu com um arco-íris e confirmou o que disse Chico Buarque...



..."Budapeste é amarela!"

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Londres



Alguém me disse que Londres era a “capital do mundo”... eu concordo! Me disseram que Londres é frenética em seu ritmo e que suas ruas transpiram vida... tinham razão! Que o humor britânico é super sarcástico e que a cidade é cult... comprovado! Também tinham me dito que eu ia amar Londres... acertaram!

Mas quem vai a Londres pra ver o Big Ben, o London Eye e a Tower Bridge, corre o risco de não ver Londres!



Porque o melhor de Londres não são os pontos turísticos... não são as filas de japoneses se acotovelando pra tirar a melhor foto em frente ao Big Ben, não é o transtorno de turistas atravessando a Tower Bridge, não é a fila de turistas loiros, altos e de sandália esperando sua vez para subir no London Eye... até porque o Big Ben é simplesmente um relógio, a Tower Bridge nada mais é do que uma ponte e o London Eye é só uma roda-gigante gigante...



Mas ainda assim, Londres é o máximo!

A cidade é viva, movimentada... é o lugar mais diverso que já pisei... são pessoas de todos os lugares, estilos, etnias... falando todas as línguas, vestindo os mais variados tipos de roupa... são lojas de produtos de qualquer canto do mundo... quer encontrar produtos taiwaneses? Quem sabe temperos indianos? Um souvenir polonês? Quer guaraná? Um jantar num restaurante árabe? Sair pra dançar salsa? Tem tudo lá!

E como a cidade é tão variada e atende a todos os gostos, compartilho aqui a minha Londres... os meus lugares/momentos preferidos lá...

Logo no primeiro dia, entrei na que se diz “A maior livraria de livros de viagem do mundo”... são 3 andares de mapas, globos terrestres, livros de viagem, guias turísticos, livros de idiomas... quer aprender “nepali”? thailandes? Tem livro lá! E o chão do primeiro andar da livraria é um mapa-mundi gigante! Adorei!



No fim de semana, caminhamos por Notting Hill (sim, o bairro do filme), pelo mercado de Portobello, que é um lugar onde tu encontra tudo e nada! São antiguidades, frutas e verduras, artesanatos, quadros e artigos inúteis em geral... As casinhas coloridas e o sol (sim! Tivemos sol lá!) davam um colorido especial à feirinha.



No domingo a noite, pra poupar dinheiro, compramos sanduiches, suco de caixinha e uns brownies no supermercado... e fomos procurar um lugar pra sentar e comer... estávamos em Convent Garden e achamos uma dessas ruas para pedrestes, onde um desses musicos de rua tocava violão (super bem equipado, com microfone, caixas de som, amplificador...) pra ganhar umas moedas... e um monte de gente estava sentado ao redor dele, cantando junto, aplaudindo, assobiando... sentamos também! Fizemos nosso lanche, curtimos o som... e em certo momento a Letícia me chamou a atenção “Bárbara, tu viu onde estamos?” Virei pro lado e vi que estávamos sentadas em frente à “Royal Opera House” (Opera Nacional)!



Meu bairro preferido em Londres, no entanto, é Camden Town. É o bairro hippie... É um lugar onde tu encontra feirinha de roupas hippies (muito baratas, por sinal!) e ao lado, uma loja de roupas punk... acessórios de cabaret ou de cowboys... lá foi onde vi a maior variedade de estilos (e não, ninguém se importa com o teu jeito de vestir... ninguém vai te olhar, julgar e apontar por causa do teu penteado ou a cor das tuas botas). Eu e a Letícia até fizemos compras lá!



Outro lugar legal é Piccadilly Circus. Parar na frente da estátua que fica em frente à estação do metrô e ver todos aqueles teatros por todos os lados... os luminosos anunciando qual é a boa... as pessoas passando, conversando, o coração da cidade pulsando... O fantasma da Ópera, Mamma Mia, Priscilla a rainha do deserto... as diversas bancas de ingresso que vendem pela metade do preço e as filas de gente tentando descobrir qual o ingresso mais barato pros mais variados espetáculos... Nei Lisboa tem razão quando canta que o “mundo dá voltas às voltas de Piccadilly Circus”...



Cansou da correria da cidade? O ritmo tá muito frenético? Não tem problema... basta entrar em um parque e achar um banco pra sentar, descansar e ver os esquilos correndo por entre as árvores... às vezes nem é preciso tanto... é só entrar em alguma ruazinha pequena e encontrar casinhas típicas inglesas e a calma de bairros residenciais (em pleno centro da cidade!)



Eu sempre gostei de cidades onde as coisas acontecem... cidades com acesso fácil a cultura... Londres ganha todas... até porque a maioria dos museus e exposições são gratis!! Demos uma caminhada pela National Gallery (a Galeria Nacional), pra ver alguns Van Gogh, Manet e Monet... (entrar em museus em Londres pode ser a melhor saida pra uma tarde em que a chuva te pega como turista desprevenido)

Outra coisa que eu gostei por lá foram as pessoas... encontrei britânicos super simpáticos, dispostos a ajudar.. vi uma cena em que 2 velhinhos olhavam um mapa em uma esquina e passam 2 britânicos super solícitos:
- Hello, good morning. Do you know where you are? (Oi, bom dia. Vocês sabem onde estão? – perguntando com ares de quem tá disposto a ajudar caso eles não saibam)
- Yes, we have a very good map, thanks (Sim, temos um mapa muito bom, obrigada. – dizem os velhinhos)
- ok, so have a nice day and enjoy London (Então tenham um bom dia e aproveitem Londres)

Isso sem contar o guardinha do metrô que, ao ver que a máquina de ticket não aceitava minha nota, tirou uma nota da própria carteira pra me ajudar a pagar a passagem.

E como já tinham me dito, eles têm um humor muito peculiar... Andando em uma rua de restaurantes, onde a maioria deles tinha em frente um cartaz com o menu ou os preços, encontrei um que tinha isso:



Ah! E é claro que também gostei dos símbolos pop da cidade: o círculo vermelho com a tarja azul do metrô, o ônibus vermelho de dois andares, a cabine de telefone vermelha, os guardinhas do palácio da rainha com a roupinha vermelha e o chapéu preto...




Ah, mas sabe o que foi o melhor de Londres? É que todo mundo fala inglês! (e, depois de 1 ano na Republica Tcheca e outro na Hungria, entender o idioma do país faz uma diferença... eu entendia o que falavam no metrô, todo mundo na rua conseguia me dar informação, me comuniquei com vendedor de feirinha e policial e me deliciei entrando em livraria!)

Londres não é a cidade que eu escolheria pra morar a vida toda... mas ia adorar morar lá por uns tempos...



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