Descobridora dos Sete Mares...


1. Mar Adriático - Zadar, Croácia

2. Mar Báltico - Jurmala, Letônia

3. Mar do Norte - Haia (Den Haag), Holanda

4. Mar Mediterrâneo - Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia

5. Mar Mármara - Istambul, Turquia

6. Mar Negro - Varna, Bulgária

7. Mar do Caribe - Cahuita, Costa Rica

...e de Oceanos, golfos e outros...

Atlântico Norte - Ilha da Madeira, Portugal

Atlântico Sul - Naufragados, Florianópolis, Brasil

Pacífico Norte - Brasilito, Costa Rica



Golfo da Finlândia - São Petesburgo, Russia

Golfo de Nicoya - Isla Chira, Costa Rica

Fiorde de Oslo - Oslo, Noruega

E para saber onde estão todos esses mares, oceanos, golfos e afins...


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Lugares visitados na Costa Rica

Pra quem quer acompanhar no mapa onde eu estive por aqui...


Ver Costa Rica en un mapa más grande

FINCA é a ONG onde eu trabalho
ECC são as Empresas de Crédito Comunitário que eu visitei a trabalho
O resto é meio óbvio...

Vou atualizar o mapa conforme for viajando por aqui...
(e ali do lado esquerdo do blog tem um mapinha igual a esse, que vai ficar sempre ali)

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Abril

 Tava procurando música costariquenha... encontrei um grupo chamado Malpais e gostei! E achei que uma música chamada "Abril" vinha a calhar...
Pienso en abril,
en la sencilla
contradicción:
brilla la lluvia con el sol
en un pacto, un instante
o un tiempo más...

Pienso después
cada palabra
para decir:
dónde quedaste, en qué vagón,
unos meses atrás?
adonde estás?...

Puedo tocar
el aire donde estuvo el dios
benévolo
de tu cuerpo.
Y repasar
los párrafos sin terminar,
crepúsculos
que nunca se van.

Pienso quemar
todos los vientos,
puedo fundir
en una carta, una canción,
los pedazos de un año,
O un tiempo más...
Hasta entonces
dame paz, dame muerte
o la vida
o un tiempo más…

Se quiser ouvir mais músicas do mesmo grupo:

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On the road in Costa Rica (ou Cavalgada, praia e suco de graviola)

Na ultima semana passei 5 dias viajando pelo país, visitando empresas de crédito e conhecendo comunidades desconhecidas para os costarriquenhos... e é claro que essas viagens se tornam histórias pra contar...

* Onde mora o Chris?
Chegando em Costa de Pajaros, tínhamos que encontrar o Chris, um norte-americano que é voluntário do Corpo de Paz dos EUA aqui, nessa comunidade. E ele está interessado em abrir uma empresa de crédito na comunidade que trabalha. Então nosso objetivo era reunir-nos com ele e explicar o que e como ele deve fazer.
No caminho:
- E onde mora o Chris? - eu
- Não sei, chegando lá a gente pergunta.
- Ah ta... e nós temos o telefone dele?
- Não
- ???
Chegando lá, paramos o carro na beira da estrada, baixamos o vidro e chamamos uma menininha que passava por ali
- Oi, por favor, tu sabe aonde é a casa do Chris, um gringo que mora aqui?
- Ah sim, claro. Segue reto e ali na pedra grande, entra a esquerda. Ele mora lá em cima.
E não é que encontramos? :P

(e algo parecido aconteceu depois também, quando fomos a Bolsón, outra comunidade... e nosso objetivo era visitar os sócios da empresa, pra ver quais deles ainda querem continuar na empresa, já que vários estavam ameaçando dissolve-la... e era a mesma coisa: "onde é a casa da dona Rosita?" e as pessoas nos explicavam...)

 (nosso meio de transporte na Isla Chira... ah, o do meio é o Chris!)

* Horário da lancha
Para cruzar de Costa de Pajaros até a Isla Chira, tínhamos que pegar uma lancha.
- Bom, Chris... e a que hora sai a lancha pra ilha?
- Ah, sai na hora que passa o ônibus de Puntarenas
- Ok, então nos vemos lá na lancha, na hora que passar o ônibus
Incrível, não?

(na lancha)

* Frutas, frutas e mais frutas!
Lá na ilha, na casa onde ficamos, tinha vários pés de manga, com mangas lindas e maduras por todos os lados... era só juntar elas do chão, lavar e comer ali mesmo, com casca e tudo...
Também tinha coco... tomamos água de coco, comemos coco direto da fruta...
Ah, e em vários lugares encontrei suco de graviola com leite!! Adoro! :)

* Bebidas menos convencionais
Nem só de suco de frutas passei esses dias... na casa de uma senhora, ela me ofereceu "horchata" pra tomar... é um suco de arroz, com leite e canela... (sim, adivinhou quem pensou que tem gosto de arroz-de-leite)
E no caminho, no carro, a seca e o sol dos lugares onde passamos dava muita sede... então de tempos em tempos parávamos na beira da estrada pra tomar algo...
Numa dessas, me dão um saco plástico com um canudo enfiado dentro e amarrado pro saco não abrir. Dentro, uma bebida leitosa e doce, de sabor indecifrável... sei lá o que era, mas com a sede... 
Em outra parada, compramos "vino de coyol". Coyol é uma palmeira... e a bebida é um fermentado refrescante que, segundo minhas pesquisas na wikipedia, não embebeda na hora que se toma, mas quando a pessoa se expõe ao sol... (eu não me expus ao sol depois de beber, então a teoria ainda não está comprovada)

(por do sol em algum lugar em Guanacaste, a provincia mais seca da Costa Rica)

* Cavalgada
Uma das empresas que visitamos estava organizando a cavalgada Lunamar, que acontece na lua cheia e vai do povoado deles até uma praia próxima.
Como a minha chefe não foi e a FINCA (minha ONG) tinha um cavalo reservado, eles fizeram questão que fosse eu montada no cavalo!!! Detalhe: eu nunca tinha montado um cavalo na vida!!!
Me deram a égua mais mansinha, me ensinaram um pouquinho antes de sair como fazer pra ela ir pra um lado ou outro e como parar... e depois eu convenci uma das senhoras da empresa a levar a égua amarrada no cavalo dela, assim ela seguia o cavalo e eu só precisava me concentrar em me manter montada sem cair...
Foram 2h30 de cavalgada, com o céu estrelado, a lua cheia, chegada na praia e alguns metros de cavalgada com o som das ondas... apesar do meu nervosismo e da dor na bunda, foi bonito! :)

* Praia
Na Isla Chira, depois de 2 dias de trabalho, convenci o pessoal a me levar pra praia (oras, como é que vou passar 2 dias numa ilha sem ir pra praia!)... fomos lá pelas 21hs, fizemos fogueira, olhamos a lua quase cheia, esperamos a maré subir (porque o terreno lá é puro lodo, então só dá pra nadar com a maré alta, senão a gente afunda no lodo e corta os pés - sim, eu aprendi isso por experiência própria!)... e lá pelas 23h30, entramos no mar! :)
 (maré baixa... e os barquinhos todos no seco...)

No dia da cavalgada, depois da chegada na praia, procuramos um hotelzinho pra dormir ali perto, também na praia... assim, no dia seguinte, antes de começar um dia cheio de reuniões, contabilidade, balanços, ações, etc... tomei um bom banho de mar (sim, as 7h da manhã!)

(banho de mar as 7h da manhã)

To adorando minhas "giras" pelas empresas... aprendo, me divirto, conheço o país e acumulo histórias pra contar! :)

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Feliz com o meu trabalho!

Aqui na Costa Rica, estou trabalhando numa organização que se chama FINCA. O que eles fazem é ir nas comunidades rurais por todo o país e ajudá-los a criar empresas de crédito. Os próprios membros da comunidade compram as ações da empresa e, com o dinheiro, dão crédito a pessoas da comunidade que tenham projetos interessantes (seja pra comprar uma vaca e vender o leite, seja pra abrir um pequeno negócio...).
Assim, a comunidade ganha 2 vezes: com os empréstimos que eles podem ter, sem a burocracia e a papelada tradicionais dos bancos e com o rendimento das ações, que se reparte entre os sócios (que são eles mesmos). Interessante, né?

E o meu trabalho?

Eu estou trabalhando com a capacitação dos facilitadores, as pessoas que vão até as comunidades pra abrir essas empresas... estou trabalhando com os manuais para esses facilitadores (que são pessoas das comunidades também... gente que já está em uma empresa e ajuda a abrir mais) e materiais educativos para as pessoas da comunidade.

Além disso, como já existem mais de 200 empresas em todo o país (e a meta é abrir mais 60 em 2010), minha outra tarefa será criar um sistema pra coletar dados das empresas e calcular indicadores de desempenho (pra sabermos como cada uma das empresas está trabalhando e saber que tipo de apoio e acompanhamento eles precisam).

Então estou bem feliz com o meu trabalho, já que é bem interessante!

E além disso, nesse fim de semana fui com um consultor daqui visitar uma das empresas, pra fazer o acompanhamento, trabalhar com eles, criar um plano de trabalho, etc. (parecido com o que eu fazia na AIESEC, nas visitas de coach)
Assim, conheci uma das empresas, passei 2 dias lá com eles, aprendi bastante! :)

(trabalhando com o pessoal da empresa)

(assembleia geral da empresa)

E, como essa empresa que visitei fica numa ilha no pacífico, já aproveitei e conheci a ilha (Isla Chira)!! :)

(Isla Chira - a paisagem parece o nordeste do Brasil... tem até mangue lá)

E como o trabalho com as empresas é parecido com as minhas visitas de coach, me senti bem a vontade e, segundo o consultor, me saí muito bem! Por isso, minha chefe me mandou pra mais visitas! Hoje vou com ela e com o consultor passar 2 dias visitando mais empresas... to adorando!

(casa onde nos hospedaram na ilha)

E outra coisa que gosto daqui é o ambiente de trabalho. O pessoal é muito legal! Me fizeram até uma festinha de boas vindas (minha chefe fez pizzas e almoçamos todos juntos na sexta-feira).
E o mais legal: preparei chimarrão pra mostrar pra eles... e agora todos os dias eles me pedem pra tomar chimarrão!! E tem até briga pra ver quem toma primeiro!! ;)

(pizza com o pessoal daqui - minha festinha de boas vindas!)

(vou precisar de mais erva mate...)

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Fotos

Para os que pediram fotos, aí vai:

(rotonda de la bandera)

(a praia de areias negras)


(a paisagem na beira da praia)


("pinto com ovos": o meu café da manhã)

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Primeiras impressoes da Costa Rica

Para os desavisados: ja estou na America Central! Cheguei na Costa Rica 5a feira, dia 18... e já tive a oportunidade de ter algumas experiencias interessantes...

* Confusoes lingusticas
Aqui na Costa Rica, os nativos sao chamados "ticos", eles andam em "busetas" (uma buseta aqui é um onibus pequeno... o engracado é que tem uma empresa que se chama "Busetas Heredianas") e eles comem, no café da manha, "pinto", que pode vir acompanhado de ovos ("pinto" é um prato de arroz e feijao misturado, com cebola e pimentao... e sim, eles comem isso no café da manha!!)

* Terremotos
Dizem que eles sao super comuns aqui... ainda nao tive o meu primeiro, mas já vi em vários lugares placas indicando "zona de seguridad sismica" (ou seja, o lugar pra onde tu deve correr em caso de a terra comecar a dancar)

* Enderecos
Lembra que eu falei no outro post sobre os enderecos por aqui? Pois é, eles sao ainda mais complicados!!
É que o endereco dado em pontos cardeais e metros é o endereco oficial... só que é claro que as pessoas normais nao andam por aí com bussola e fita métrica pra saber como encontrar o lugar que estao procurando... entao o endereco que eles usam fica mais ou menos assim:
"Entras en el AMPM de Sabanilla, pasas 3 muertos, en el segundo porton a la mano derecha"
[traduzindo: AMPM é um supermercado, Sabanilla é o bairro, "muertos" sao os quebra-molas e esse é o endereco da guria que tá me hospedando]

* Praia
Sim, sim, já fui pra praia!!!
Ontem passamos o dia em uma praia do pacífico.
Nessa praia a areia é preta, a água do mar também é escura, porque como tem muitas ondas, elas reviram a areia e o mar fica cor-de-areia... tem muitos coqueiros na beira da praia... e a água é extremamente quente!!! (tanto que o mar nao é refrescante... é praticamente a mesma temperatura dentro e fora d´água... tu praticamente fica suando enquanto toma banho de mar!!)

Em breve mais novidades, curiosidades e aventuras... (ah, e fotos!)

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A thousand miles away...

O Roger me mandou essa música... e eu me identifiquei ;)


Estimated time of arrival 9.30 a.m.
Been up before the sun and now I'm tired before I even begin.
(Now you're flying) I got so much work in front of me,
(Really flying) it stretches out far as the eye can see.
I can see.
Spend half my life in airports doing crosswords and attempting to sleep,
And when the bar is open then you'll often find me warming a seat.
(Now you're flying) I never find a place where I can stay
(Really flying) I'd rather be a thousand miles away.
Thousand miles away.
Working for yourself sometimes ain't all that it's cracked up to be.
It can be as lonely at the top as at the bottom of that corporate tree
(Now you're flying) I'm told I'm going places - who can say ?
(Really flying) I might arrive but I'll be gone the very next day.
I must be on my way
A thousand miles away.
Promised to myself someday I'd take the time and try to make sense
Out of all those opportunities I've lost from trying to sit on the fence
(Now you're flying) But right now I've got no time for yesterday
(Really flying) Yesterday's a thousand miles away.
A thousand miles away.
(Now you're flying) What was that that you were trying to say ?
(Really flying) I guess I was a thousand miles away.
Sing it again.

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Novos Horizontes

Hoje lembrei-me do dia, mais ou menos 6 anos atrás, quando fazia meu último passeio de bicicleta antes de embarcar para minha primeira aventura internacional: estudar na Argentina.

Lembro do vento batendo na cara e aqueles pensamentos: "já pensou? nos próximos 5 meses estarei morando num país desconhecido, com pessoas desconhecidas, que falam um idioma que eu não entendo... como será? como será minha casa, a rua por onde vou caminhar todos os dias até a universidade, os colegas? será que vou aprender o idioma?"

Lembro, no ônibus, do frio na barriga quando cruzamos o túnel que atravessa por baixo do Rio Paraná e é a porta de entrada para minha nova cidade: Santa Fé... lembro de olhar pela janela pensando "bem vinda, essa é tua nova casa!"... e lembro de tudo o que isso significava: que eu tinha que construir minha vida ali, que começaria do zero, que não tinha nada e que tudo era novo e possível... que eu podia me maravilhar, me entristecer, me entediar, me surpreender... e que tudo isso só dependia de mim...

E aquela foi só a primeira de muitas aventuras... e eu amei cada uma delas...

Santa Fé e Cordoba fizeram meu coração se tornar metade argentino... e me fizeram ver o quanto era difícil deixar tudo, depois de ter construído a minha vida lá... e eu tive que aprender que, mesmo que eu fosse embora, Córdoba continuaria lá... mas que, segundo um amigo, "não continuaria igual"

em Praga, lembro do dia que cheguei, quando saí do metrô para a minha primeira impressão da cidade: aqueles prédios históricos, as torres medievais... e eu boba, olhando pra todos os lados sem conseguir acreditar que eu ia morar naquela cidade incrivelmente linda! Em Praga amei os castelos que me faziam sentir num conto de fadas... e foi lá que eu aprendi a apreciar cada estação do ano com suas cores, seus cheiros...

em Budapeste me tornei uma trota-mundos e levei nos olhos as belezas de cada canto por onde passei... lá aprendi a mudança, o desapego... aprendi a viver em qualquer lugar, a me acostumar com as mais diversas situações, a resolver os mais variados problemas... me maravilhei milhares de vezes com cada novo país, cada nova cidade, cada palavra em uma língua nova que aprendi a pronunciar... admirei a história de cada um deles e de cada uma das pessoas compartilhou comigo sua história, seus hábitos, sua vida... Lá não vivi somente a minha vida, vivi a de diversas pessoas com as quais interagi...

Montevideo me reconectou ao meu gauchismo, me fez perceber o quanto eu pertenço a esse lugar do mundo (o sul, os pampas)... Lembro também da chegada ao país vizinho, quando acordei de manhã e, ao abrir a cortina do ônibus, vi um nascer do sol nos campos emoldurados pelas araucárias... lembro da minha recepção com um mate amargo... lembro de passar pela rambla e pensar mais uma vez "bem vinda à tua nova cidade!"

E agora, na véspera de embarcar para mais uma aventura, o sexto país onde vou morar, alguns dos sentimentos que tive naquele dia, 6 anos atrás, já parecem bobos... já não tenho medo do inesperado, já não me preocupa o idioma, já sei que vou me adaptar, que vou superar quaisquer obstáculos...

Mas ainda sinto aquele friozinho na barriga das possibilidades que se abrem... amanhã, quando chegar na Costa Rica, mais uma vez vou dizer a mim mesma "bem vinda à tua nova casa!"... e já sei que mais uma vez terei que começar do zero, construir minha história... mais uma vez serei a Bárbara sem passado conhecido, que tem mil possibilidades de criar seu futuro... e já sei que, mais uma vez, depende só de mim como será minha vida por lá...

E justamente por isso, vou me permitir maravilhar-me com as coisas pequenas, com cada nova descoberta... vou me deslumbrar com cada nova paisagem, vou me alegrar com as novas cores, os novos gostos, os novos sons... vou aprender as diferenças, fazer amizades, conhecer lugares... e mais uma vez, vou construir algo tão legal que vou acabar deixando um pedacinho de mim por lá...

...e que venha a Costa Rica! :)

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Floripa

Toda vez que vou pra Florianópolis, volto dizendo "vou morar lá!"

É que a Ilha da Magia é incrível! São mais de 40 praias, várias trilhas, morros, muita natureza e, claro, muito mar!
Em fevereiro, passei 2 semanas lá... visitei 18 praias, fiz 4 trilhas, conheci a noite de Floripa, curti Maracatu no Carnaval e fui muito bem acolhida pelos meus "hosts" :)

...Ingleses, Santinho, Canasvieiras, Barra da Lagoa, Galheta, Mole, Lagoa, Caieira, Naufragados, Armação, Matadeiro, Lagoinha do Leste, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha, Rio Tavares, Campeche, Ilha do Campeche, Solidão...

Com vocês, um pouquinho dos meus preferidos...

Naufragados

A praia mais ao sul da ilha. Só se chega lá fazendo uma trilha de 50min, saindo da praia da Caieira da Barra do Sul, ou de barquinho.
Adoro essas praias sem civilização, onde não chega carro nem lixo... e as poucas pessoas que vão até lá entendem as "máximas" da natureza ("não deixe nada, apenas pegadas / não tire nada, apenas fotos / não leve nada, apenas lembranças")

Fizemos a trilha, que é bem fácil, e chegamos lá no escaldante sol do meio-dia. Pra nos proteger, encontramos uma grutinha no meio das pedras... e descansamos lá, na areia branquinha, até a hora de entrar no mar.

Lagoinha do Leste

Junto com Naufragados, minha praia preferida na ilha. Lá também só chega fazendo trilha.
Eu já tinha ido pela trilha que sai da praia do Pântano do Sul, mas dessa vez resolvemos tentar chegar pelo outro lado, a trilha que sai da praia do Matadeiro. É uma trilha bem mais longa, mais cansativa... mas tem uns momentos de vista do costão, das pedras, que compensa...

A chegada na Lagoinha do Leste tem uma vista linda... aproveitamos pra "almoçar" lá em cima das pedras...


Já na praia, dá pra escolher entre o banho gelado nas águas azuis de ondas fortes ou a tranquilidade da lagoinha (que dá nome à praia)...

O banho de lagoa, quentinho, também proporciona um ponto de vista interessante da praia...


Barra da Lagoa


Lá, pra mim, a grande atração é o fato de tu poder escolher entre o banho de mar ou o banho na barra da lagoa (o "riozinho" que forma onde a lagoa chega no mar), de água verdinha, em geral mais quente que a do mar...


O ruim da Barra é que a praia já tá tomada de turistas... e de milho, queijo na brasa, vendedores de tudo que é porcaria e lixo, muito lixo...

Mole

Adoro a cor da água da Praia Mole... e a moldura de pedras e morro ao redor da praia...

É a praia certa pra ver gente... cheia de jovens, surfistas, estrangeiros... animada pelos barzinhos que vendem cerveja na beira da praia e põe a galera pra dançar na areia...
Nas duas tardes que passei lá sozinha, fiz amizades ou encontrei conhecidos...

O ponto negativo da praia Mole: o mar é violento demais pra entrar na água! A solução? Caminhar até a praia ao lado (Praia da Galheta), que é uma praia de nudismo/naturismo (não obrigatório, pode ficar de biquini lá também!). Na Galheta, a cor do mar também é linda e é bem mais tranquilo de entrar na água (há até quem entre no mar pelado)


Ribeirão da Ilha

O lugar certo pra comer ostras e mariscos em restaurantes charmosinhos na beira do mar.

Também um bom lugar pra caminhar pelo passado, de casinhas coloridas e igrejinha colonial...

Ilha do Campeche

Saindo da praia do Campeche, fomos em botes até a Ilha do Campeche, local de preservação ambiental (cuidado por guias, com limite de visitantes diários e onde até as trilhas são controladas).

A praia delá é linda! Areia branquinha, mar sem ondas ultra-transparente, muitos peixinhos (a gente colocava óculos de natação e observava os peixinhos embaixo d'água)

Fizemos uma das trilhas, pra conhecer o lado leste da ilha (que só pode ir com guia)... a paisagem de verde, pedras e mar azul era linda:


Lagoa da Conceição

Há quem diga que a Lagoa é o coração de Floripa.

Com certeza é uma das noites mais animadas da ilha (foi lá que nos divertimos seguindo o grupo de maracatu, lá que tomamos cerveja na beira da lagoa e lá que saimos pra dançar forró)

Também é o reduto de hippies e artesãos que vendem seus artigos em uma feirinha no centrinho da Lagoa...
E, saindo do centrinho, também é possível fazer um passeio de barco pelo canto da lagoa (e até parar em algum dos píers pra, quem sabe, um tiragosto ou uma cervejinha na beira da lagoa)


Com certeza isso é só um pouquinho do que Floripa tem pra oferecer... mais uma vez fui pra lá e me maravilhei com as belezas da ilha... quem sabe eu ainda vou morar lá? ;)

Next destination: Costa Rica!

A Costa Rica é um pais pequeninho na América Central. Tem o Panamá ao sul e a Nicaragua ao norte e tem de um lado o Oceano Pacífico e do outro o Mar do Caribe.

Tem pouco mais de 4 milhões de habitantes e é mais de 5 vezes menor em área que o Rio Grande do Sul (ou pouco mais de 3 vezes menor que o Uruguay... e eu que já achava o Uruguay pequeno!)

A capital do país é San Jose, que é a cidade onde vou trabalhar. Uma curiosidade: lá não existem nomes de rua nem números de casas... os endereços são dados em pontos cardeais e metros... então o endereço do lugar onde vou trabalhar é: 200m norte y 15m este del parqueo del Hotel San José Palacio. La Uruca, San José Costa Rica. (ou seja: 200m norte e 15m leste do estacionamento do Hotel Sao Jose Palacio. La Uruca é o Bairro)

Então não tentem procurar no google maps e nem pensem em me mandar cartas!! :P
Quando eu chegar lá conto mais peculiaridades a respeito ;)

O slogan da Costa Rica é "Pura Vida". O país é famoso pela natureza: mata tropical, animais silvestres, cachoeiras, montanhas, vulcões e, é claro, as praias... praias do pacífico e praias do caribe!! (espero manter o bronzeado que conquistei nesse verão até setembro!!)

Além disso, a Costa Rica é considerada o "país mais feliz do mundo". Não sei muito bem como alguém mede isso, mas segundo o New York Times, é verdade! ;)

E são tão felizes, que o país não possui exército! O governo de lá decidiu investir em educação e não em armas!! :) Parece que funcionou, já que o nível de alfabetização é superior a 95%

E o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, que mede, além da alfabetização, o PIB e a expectativa de vida) da Costa Rica é de 0,85 (maior que o do Brasil e que o do RS - o do RS é 0,83).
Ah, sim... isso também significa que a expectativa de vida lá é alta: 78,8 anos (a mais alta da América Latina)

Espero também ser feliz por lá! :)

E quem quiser me visitar, é bem vindo!
(vou dia 13 de março - sim, sim, é beeem logo! - e fico 6 meses por lá)

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Mundo Mágico...

Quero morar em Pandora, voar em bichos alados gigantes que se conectam comigo pela minha trança, ser uma elfa, ter um amigo leão-rei-deus, entrar em terras encantadas através da porta do meu guarda-roupas e ter um vampiro apaixonado por mim...

...afnal, não é porque a gente cresce que tem que deixar de gostar de contos de fada... ;)

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Leituras

Lembro-me bem das palavras escritas na porta da minha sala de aula da 1a série do colégio:

"Existe um mundo mágico
Que você vai conhecer
Assim que descobrir
Que você já sabe ler"

E assim foi... um mundo fantástico se descortinou diante de meus olhos... fadas, vampiros e lobisomens, leões, feiticeiras e guarda-roupas, príncipes, mocinhos e bandidos, códigos e crimes a serem desvendados... cada livro aberto trazendo emoções, risos e lágrimas...

Sempre fui rata de biblioteca... adoro caminhar por seus corredores, tocando os livros, tirando eles das prateleiras pra ler as contracapas, as orelhas... sentar no chão com pilhas deles até escolher quais vão me acompanhar até em casa...
Também adoro livrarias, o cheiro de livro novo, folheá-los, ler trechos dos livros recém lançados, sob os olhos incriminantes dos vendedores dizendo para devolvê-los às prateleiras (e ai surgiram as livrarias que deixam a gente passar a tarde lendo... que alegria!)

E agora, na minha readaptação ao Brasil, me dei conta do quanto sentia falta disso... de ler!!

Ler livros bobos, que não me façam pensar em nada além de suas histórias triviais... ler livros fantásticos que me conduzem, como se fosse criança, a seus mundos mágicos... ler best-sellers e comentar com outras pessoas que já os leram a minha opinião... ler escritores brasileiros, meus velhos conhecidos... ou os gaúchos e seu orgulho impresso em suas histórias sobre a nossa terra... mas, principalmente, sentia falta de ler em português! Sentia falta da liberdade de entrar em uma biblioteca ou livraria e ser capaz de entender TODOS os livros que lá se encontram!!

(afinal, na Hungria, apesar de eu ter carteirinha em uma bilbioteca, as prateleiras de livros em inglês eram restritas... e em português ou espanhol, ínfimas)

E a minha felicidade é tanta, que, em  pouco mais de 1 mes, já li 7 livros... alguém tem livros bons para indicar? Aguardo nos comentários ;)

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Vote no meu blog!

De novo, meu blog foi indicado para "melhor blog sobre experiência internacional"

Se tu gosta do meu blog, vota lá pra mim:

IX10 - Vote for this Blog

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Fevereiro e a curva do choque cultural

Nos meus últimos 2 fevereiros eu estava do outro lado do equador (e do outro lado de Greenwich também), o que significa que era inverno.

As teorias de choque cultural te ensinam sobre como varia teu humor conforme o tempo fora do teu país vai passando.

O que ninguém nunca me ensinou foi o impacto de “fevereiro” para os brasileiros.

Fevereiro é sempre depressão, é um vale profundo no gráfico do choque cultural.

Acontece que do lado de lá, fevereiro é inverno. Mas não é mais aquele início de inverno, quando ainda é interessante descobrir que teu cabelo congela, quando ainda é divertido brincar na neve... não, não, lá é frio desde outubro e neva desde novembro... Então em fevereiro tu não agüenta mais o frio, tu já acha um saco que as bochechas e a ponta do nariz fiquem vermelhas cada vez que tu sai pra rua; tu já acha um saco a neve que gruda na barra da calça e vira água quando tu entra em qualquer lugar... e tudo fica molhado e sujo.

E fevereiro ainda não é tão final do inverno para que tu já esteja esperançoso com a chegada da primavera... ainda não tem a intenção das flores, os dias ainda são muito menores do que as noites (e, claro, tu já não agüenta mais perder teu domingo inteiro porque tu acordou as 2 da tarde depois daquela festa no sábado e, quando, viu, as 4 já era escuro e teu dia se foi, evaporou-se, ninguém sabe pra onde...)

Mas tudo isso acontece com qualquer pessoa que esteja no hemisfério norte em fevereiro, claro!

O problema com os brasileiros é que, somado a isso, todos os teus amigos do Brasil vem te dizer “bah, cara, tamo indo pra Capão esse finde” ou “amiga, a gente ta indo pra Floripa... queríamos tanto que tu tivesse aqui!” ou, pior ainda, quando começam os planos de Carnaval... “ah, porque a gente tava pensando em aproveitar esse ano e conhecer o Rio / Salvador / ___ (insira o nome daquele lugar onde tu sempre quis passar o carnaval)”

E mesmo que tu não goste de carnaval, tu daria tudo pra estar do lado de cá, bronzeado, deitado na rede, caminhando na areia, entrando no mar, acampando, tomando banho de cachoeira...

E tu começa a fantasiar que o mar de Capão nem era tão nescauzão assim, que o mar nem era tão gelado, que a areia nem te dava micose, que tu nem ficava tão vermelha com o sol... e tu daria tudo pra trocar o in(v / f)erno europeu pela divertidíssima Forno Alegre... por mais que teus amigos continuem dizendo que te invejam tanto que tu ta lá na neve, chiquérrima!

Afinal, parece que a gente nunca ta feliz onde está...

(PS: to em Arroio Teixeira, prainha minúscula do RS onde não tem nem um barzinho onde tomar uma cervejinha durante a semana, aproveitando a sensação térmica de 40 graus e felicíssima de estar bronzeada, tomar banho de mar todos os dias - sem me importar se ele ta gelado, se as mães d’água me pegam ou se é chocolatão - e passar as tardes sem fazer nada, deitada na rede e lendo vários livros inúteis... afinal, depois que tu passa por todas as curvas do choque cultural, tu começa a valorizar muito mais o lugar onde tu está, seja ele qual for)

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Viagem de Família

Pra terminar o ano, programamos uma viagem de família... papai, mamãe, titia e maninha, 3000km, 3 países...

1a parada: La Paloma, Uruguay
Eles vieram até o litoral uruguaio me encontrar. Aí fomos a La Paloma que, de acordo com meus amigos uruguaios, é a praia "mais família".
Uma casa charmosa, caminhadas na praia, chimarrão, frescobol, um passeio por La Pedrera e Costa Azul, várias partidas de canastra e um típico "asado uruguayo" na noite de Natal... elementos que alegraram nossa estadia nessa praia de águas frias ;)



"y yo ya no estoy aquí,
yo voy camino a La Paloma"


2a parada: Punta del Este e Piriápolis, Uruguay
O dia em Punta foi de chuva, então o programa mais divertido foi conhecer um Cassino e passear de carro pra ver as mansões da cidade mais "fashion" do litoral uruguaio.
No caminho pra Montevideo, passamos por Piriápolis, onde tomamos um café, comemos alfajores e colocamos os pés na água.



"la nuestra es agua de río mezclada con mar"

3a parada: Montevideo
O "dia e meio" na minha cidade teve:
...caminhada, pôr-do-sol e chimarrão na rambla
...passeio pela Ciudad Vieja, o porto, a Plaza Independencia
...fotos do típico cartão postal "puerta de la ciudadela + artigas + aquele edificio na frente da praça"
...tarde no prado, lagarteando na grama do parque
...um passeio pela noite montevideana (na boemia da ciudad vieja)
...uma passada rápida na feirinha que vende de tomates a coelhos, de camisetas a cuias
...churros e "banho de mar" na praia do Rio da Prata




"Al sur del sur hay un sitio (...)
el viento cruza la calle buscando abrigo"

4a parada: Colonia, Uruguay
Andar no centro histórico de Colonia é como se transportar a séculos passados...
As casinhas, os paralelepípedos das ruas, a praça principal, as lâmpadas antigas... tudo parece guardar segredos e mistérios do passado
A muralha, os canhões, o portão, a plaza de toros escondem as lutas entre portugueses e espanhóis que tanto estudamos no colégio
A rambla que acompanha o rio e a luz do pôr-do-sol acolhem e iluminam os turistas que vêm conhecer a cidade
E o passeio noturno pela parte antiga revela um lado ainda mais belo e charmoso dessa cidadezinha



5a parada: Santo Tome, Argentina
12 horas de viagem (em um carro com 5 pessoas), uma tentativa de cruzar uma fronteira que está bloqueada há 3 anos, quase 2 horas de fila na aduana, farofada no carro (sanduiches, bananas, refrigerante, alfajores, café), casas de câmbio fechadas por causa da "siesta", posto de gasolina que não aceita cartão nem dólares, algumas paradas para esticar as pernas, outras pra perguntar o caminho, várias tentativas frustradas de encontrar um hotel...
...mas um pôr-do-sol na estrada de tirar o fôlego; uma paisagem de campo, céu alaranjado e nuvens rosas depois de um dia cinza...
...e quando finalmente encontramos um hotel, tomamos vinho argentino e comemos empanadas na piscina!

"Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma"


6a parada: Puerto Iguazu
Com certeza o auge da viagem... e a parada mais esperada também... conhecer as cataratas foi mesmo indescritivel!

* Puerto Iguazu
Uma cidadezinha pequena, totalmente focada no turismo... muitos hoteis, restaurantes, lojinhas... e um calor e uma umidade que deixavam a sensação de que estávamos sempre suando (até debaixo do chuveiro)

"lo que mata es la humedad
y hoy hace un tiempo, un tiempo de mierda"



* Itaipu e o lado brasileiro
Visitamos a maior usina hidroelétrica do mundo em geração de energia... fronteira entre Brasil e Paraguay, eletrecidade que alimenta 20% da energia brasileira e 90% da paraguaia.
Se na usina a quantidade de água já impressionou, que falar das cataratas...



O lado brasileiro oferece uma vista panorâmica das quedas (já que a maioria delas se encontra no territorio argentino). Passear pelo caminho do lado brasileiro, que vai costeando o rio, oferece diversas vistas lindíssimas das cataratas... a cada passo tínhamos que parar pra tirar mais fotos, porque a cada passo a vista ficava mais linda...
E no fim, fomos numa pontezinha que adentra o rio e coloca os visitantes em frente às cataratas... muito bom deixar que os respingos das quedas molhassem a gente!



Além das cataratas, os quatis dão um show a parte... eles estão por todo o parque e chegam bem pertinho dos visitantes...





* O lado argentino
Se o lado brasileiro é lindo, o argentino é "hermoso"! ;) Gostei ainda mais!
Se no lado brasileiro a vista panoramica encanta, no lado argentino a proximidade das quedas impressiona!
São vários caminhos diferentes...
... o "circuito inferior", que permite chegar "por baixo" nas cachoeiras... dá pra chegar pertinho, respirar, sentir, molhar...



... o "circuito superior"", que passa por cima das cataratas e oferece uma visão diferente: dá pra ver a água caindo lá embaixo e os diversos arco-iris que se formam...

... e, o melhor de todos, o passeio da "garganta do diabo" que, depois de mais de 1km cruzando o rio, chega até o meio dele, na boca do cânion, onde fica a maior das cataratas - a "Garganta do Diabo". Um "mirador" te leva na "epiglote" da garganta... tu fica em cima da queda, olhado para o maior volume de água que já vi caindo... e a força da queda levanta uma fumaça branca de água que faz "chover pra cima". É lindo, imponente, ensurdecedor... é uma quantidade incrível de água, é uma beleza indescritível...



* O lado argentino, versão 2
O mais legal do lado argentino é que, como o parque é enorme e tem muitas trilhas, caminhos e opções pra desfrutar das cataratas, 1 dia não é suficiente pra ver tudo... então eles te dão a opção de carimbar teu ingresso na saída e voltar no dia seguinte pela metade do preço. E eu e a Débora fomos!
... Fizemos a "trilha do Macuco"... mais de 7km (ida e volta) pela selva. E o prêmio pra quem vai até o fim: banho de cachoeira!!!



... Comemos nossos sanduiches num lugar com uma vista linda das cataratas
(pão de sanduiche: 3 reais; queijo em fatias: 2,50; entrada no parque com ingresso carimbado: 7,50; almoçar com vista pras cataratas: não tem preço!)
... Tiramos um cochilo deitadas na grama do parque... e, ao acordar, vimos um tucano igual aqueles de desenho animado!
... e fizemos um passeio de lancha que vai embaixo das cataratas!! Sim, entramos embaixo dágua!! Ver as quedas de baixo e tomar banho de catarata é o máximo!!



"Com certeza, você já se banhou na queda de uma cachoeira..
Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira"


* A triple fronteira
Estávamos no ponto onde os rios Paraná e Iguaçu dividem Brasil, Argentina e Paraguai. Em cada um dos lados há um marco da "triple fronteira" e vista para os 2 outros lados.
Conhecemos o brasileiro e o argentino.
"Yo no sé de dónde soy,
mi casa está en la frontera

Y las fronteras se mueven,
como las banderas."



* Ciudad del Este
Como eu e a Dé optamos por um 2o dia no lado argentino das cataratas, não fomos ao Paraguay. Mas minha mãe e minha tia foram, se divertiram fazendo compras e voltaram com algumas aquisições paraguaias (para que? ;) hehe)

7a parada: Três de Maio e Ijuí
Na volta, por 3 minutos perdemos a balsa que nos levaria da Argentina de volta ao Brasil... e tivemos que esperar por 3 horas até a próxima num lugar no meio do nada, nas margens do Rio Uruguay. Pelo menos tínhamos tererê, empanadas e vista para o rio...

Já no Brasil, passamos em Três de Maio pra visitar meus tios... e dormimos em Ijuí, na casa da minha avó.


E no dia seguinte, viemos a São Leopoldo... não sem aventura, já que o temporal daquela segunda-feira lavou as encostas dos morros, bloqueou a pista em vários lugares, nos obrigou a pegar uns desvios que parecia que estávamos dirigindo dentro de um rio (e, depois que chegamos em casa sãos e salvos, descobrimos que foi essa mesma chuva que arrastou a ponte do Rio Jacuí e que a estrada pela qual fomos foi bloqueada logo depois que passamos)

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