Eu acordei e estava no carro. Senti dor, percebi que o carro estava parado. "Ai, que aconteceu?" Logo, me dei conta que o Josué estava "de pé" na horizontal... com os pés na minha direita e a cabeça na minha esquerda... "Então eu não devo estar sentada". "Merda, nos acidentamos! O carro está de lado! Quero sair daqui! Me tira daqui!"
Tirei o cinto de segurança. Me levantei. Pisei cacos de vidro... "Já não tem janela no carro". Coloquei a cabeça pela janela "de cima"... "Merda, estamos em um buraco!" A estrada estava mais alta que o carro e estávamos meio longe dela... "Como vamos sair daqui?"
Era noite. Tudo estava escuro. Estávamos em Watsi, uma comunidade indígena na zona de Talamanca. (ver mapa) Os índios estavam todos dormindo... ninguém por perto pra nos socorrer... ambulância e polícia menos ainda...
"Josué, quero sair daqui!" Não dava pra ver onde o carro estava, mas eu escutava barulho de água... "Espero que o carro não continue caindo e girando! Quero sair daqui já!! Vou chamar uma ambulância." Abaixei pra dentro do carro, apalpei o banco de trás, onde lembrava que estava minha bolsa... não encontrei... o banco parecia não estar no lugar certo, já que encontrei um tronco ao invés da minha bolsa. Acendi a luz do carro. Tinha um tronco de mais de 30cm entrando pela janela do carro... apalpando um pouco mais, descobri que minha bolsa tinha caido pela janela e estava embaixo do carro. Puxei-a e consegui resgatá-la. "Está tudo aqui? Dinheiro, documentos, celular? Sim." Mas o celular não tinha sinal...
O Josué subiu em cima da lateral do carro, saindo pela janela "de cima". É, esse vai ser o jeito de sair. Coloquei minha bolsa em cima do carro, peguei minha mochila também. Me impulsionei com as duas mãos até conseguir sentar na porta do carro. "E agora?" Levantei de pé, joguei bolsa e mochila na estrada. Caminhei até a parte do carro que estava mais perto da estrada - a roda. Tentei pisar na roda, ela girou. "Josué, vai tu primeiro." Ele foi, pisou no meio da roda e pulou pra estrada. "Deu certo!" Eu fui também, pisei no meio da roda e me joguei pra frente. Ele me segurou pelos dois braços e me puxou pra estrada. "Consegui!"
E aí eu comecei a chorar... já estava "em terra firme", se o carro continuasse girando, não me levaria mais... Coloquei a mão no rosto... "Dói! Muito!" Senti um inchaço, minha cara devia ter o triplo do tamanho... quando tirei a mão do rosto, sangue! "Aii, to sangrando!!!" O Josué me olha e só consegue dizer "Desculpa!" "A culpa não foi tua, vamos procurar ajuda"
Saí caminhando, encontrei uma casa com luzes acesas. Fui até a porta, bati várias vezes, chamei. Ninguém. Os cachorros começaram a latir... fiquei com medo que viessem me atacar, voltei. "Será que o hotel está muito longe?" (afinal, estávamos indo em direção ao hotel pra dormir...) "Vou caminhar até encontrá-lo, não importa que tenha que andar 2 horas." Comecei a caminhar.
"Bárbara, não corre!" "Josué, tu consegue caminhar? Machucou as pernas?" "Sim, eu consigo caminhar." "Então vamos!" E continuei... vi mais casas com luzes, mas todas muito longe da estrada... segui em frente... depois de uns 800 metros, vi uma quadra de futebol que tinha visto de manhã, quando saimos do hotel... "Josué, acho que o hotel está logo em frente!!" Mais uns passos... "Graças a Deus!! O hotel!!"
Tinha uma guria, hóspede, tomando uma cerveja ali na frente. Quando ela me viu fez uma cara de susto que me deu medo... "Nossa, minha cara deve estar mesmo feia!" Fui no banheiro, lavei o rosto. "Merda, tenho um corte na bochecha e vários arranhões na cara... e minha cara tem três vezes o tamanho normal!"
O Josué foi de novo até o carro, buscar os computadores e a mochila dele. A guria foi ajudar ele. Eu fui pedir os quartos... e gelo! "Desculpa, mas o restaurante está fechado e abre só as 6hs da manhã." - disse o segurança, único funcionário do hotel que estava ali.
O Josué voltou com as coisas. "Como tu está?", perguntei. "Dói meu ombro. Acho que desloquei. E acho que quebrei o dedo." Fomos (tentar) dormir. Antes, tomei um banho gelado (maldito hotel! não tinha água quente!)... minha roupa tinha cacos de vidro. Eu tinha terra até dentro do nariz. Meu cabelo tava duro... de terra e sangue...
Foi uma noite horrível. Não podia dormir com o lado machucado pra baixo, porque a dor era insuportável. Não podia dormir com o lado machucado pra cima, porque sentia o sangue latejando no rosto inchado e a pressão era muito forte e me dava muita dor de cabeça. E eu não tinha nem um paracetamol! Coloquei os travesseiros nas costas e cochilei sentada.
As 6hs da manhã fui no restaurante. "Quero gelo!" Me deram uma sacola cheia. "E alguém tem algum comprimido pra dor?" Um senhor que estava tomando café foi até o seu quarto e me trouxe uma cartela de paracetamol! :) Voltei pro quarto, tomei 2, coloquei o gelo numa toalha e coloquei no rosto. Aliviou muito! E aí dormi até as 10hs...
Aí o Josué veio, me acordou e disse que tinha ido ver o carro. Tinha negociado com uma grua pra tirar o carro do buraco... eles viriam depois do meio dia. Dei um dos meus paracetamois pra ele e decidimos sair pra procurar ajuda médica. Fomos até Bribri, um povoadinho a 5km de onde estávamos. Pros parâmetros da região, Bribri é grande. Mas lá não tem nem um posto de saúde, nem uma farmácia! Fomos na cruz vermelha, nos olharam. "Deve ser só golpe. Vocês deveriam ir a uma clínica pra tirar raio-x." Fomos até o posto de saúde mais próximo (mais uns 5km). "Cédula?" "Não temos, somos estrangeiros." "Ah, então são 35 mil colones cada um." (aproximadamente 130 reais! cada um!) "Não temos esse dinheiro." Voltamos pro hotel.
"Vocês são os que estavam no carro que está lá no buraco?" - perguntou o motorista do taxi que nos levou até o hotel. "Sim." "Ah, recém passei por lá. Tem um monte de gente... e cheiro de gasolina." "Hmm, vamos até lá, ver o que aconteceu." Ver o carro no buraco, agora de dia, me assustou. "Como foi que eu saí daí?" O Josué me explicou o que aconteceu... a estrada de terra desmoronou quando passamos (passamos muito na borda da estrada) e por isso caímos. Por sorte íamos devagar então caímos de lado e não de frente naquele cano de concreto que dá pra ver na foto.
Desci até o carro, pra ver por dentro... Olhei no porta-malas, minha havaiana estava lá! Com um galho consegui resgatá-la! De manhã o Josué tinha salvo meu tênis, minha cuia e a térmica... e eu queria achar meu pacote de erva-mate... Não estava mais... Ou caiu do carro ou alguém levou (decerto achando que era droga :P). Fui olhar pela janela... vi o banco onde eu tava sentada... e o tronco que entrou pelo meu lado (eu fiquei embaixo, já que o carro caiu pro lado direito)... a centímetros da minha cabeça!! Comecei a chorar de novo, pensando na sorte que eu tenho de estar contando a história!
(Sim, a foto é assim mesmo! Não tente virar o computador! Essa é a posição do carro, o banco que aparece é onde eu tava sentada e esse é o tronco que bateu na minha cara)
Fomos almoçar... comi só um ovo mexido, porque não conseguia mastigar nada consistente... o rosto doía demais. Depois a grua tirou o carro do buraco... parecia um carrinho de brinquedo sendo carregado pelos dedos de uma criança. Deixamos o carro na casa do cacique. Ele nos preparou café e platanos maduros fritos (que também é molinho e eu consegui comer). Agradeci sem sorrir, já que sorrir também era difícil... O cacique nos deu sua benção. Agora com certeza vamos melhorar!
Já eram 4 da tarde e Talamanca fica longe de San José (6 horas). Ficaríamos lá mais uma noite e no dia seguinte conseguiríamos alguém pra vir nos buscar. Depois de muitas ligações, pedidos de ajuda, achamos alguém que nos buscasse. Fomos dormir com as galinhas... o cansaço e a dor nos venceram...
No domingo veio um senhor de uma das empresas de crédito que temos em Turrialba (outra região da Costa Rica) e nos levou de carro. Passamos em uma clinica onde finalmente um médico nos viu. Ele disse que eu não tinha quebrado nada, que a dor no braço e no rosto eram só da pancada. Me deu anti-inflamatório e mais paracetamol. E pro Josué, disse pra fazer raio-X no ombro e no dedo. Voltamos pra San José.
Isso foi há mais de 1 semana. Então não se preocupem, já estou bem! :)
Quando voltei a San José, acionei meu seguro do Brasil e me consultei decentemente. Não tenho nenhuma lesão, trauma, sequela... só tenho um ossinho quebrado no rosto, que vai curar sozinho, porque não tá afetando meus movimentos (e porque não tem como engessar o rosto, né? :P)... e tenho várias fotinhos legais do meu crânio... Já dói bem menos, já voltei a trabalhar e, como o médico disse que o osso vai curar sozinho e que é pra eu levar a vida normalmente e aproveitar a Costa Rica, segui suas recomendações e fui passar o fim de semana na praia! :)
Tremores
| Posted by Bárbara
Todo mundo sabe que a América Central é uma faixa tão pequeninha de terra, mas com tantos vulcões e falhas geográficas... e isso é porque fica entre várias placas tectônicas.
Então é claro que minha expectativa ao vir pra cá é que eu sentiria um tremor pela primeira vez na vida! (não, eu não quero um terremoto como o do Chile ou do Haiti, mas queria sentir que o chão tremeu!)
E já estava decepcionada, porque pelo que vi na página do "observatorio vulcanológico e sismológico" da Costa Rica, já aconteceram 14 sismos desde que eu estou aqui... e eu nunca tinha sentido nada!!
Na quinta-feira, quando ia de viagem a Talamanca (mais detalhes em breve), uma amiga me escreveu "sentiu o tremor?" E não, não senti nada... dizem que teve um tremor de 6.1, mas como eu tava no carro, em movimento, não senti nada...
Mas... hoje de manhã, finalmente tive meu primeiro tremor de terra!! :)
Tinha recém desligado o despertador e tava deitada na cama, naqueles minutos de levanto-não-levanto... e senti que a minha cama balançou. De leve. Como se fosse um barco na água, deslizando suavemente. Durou no máximo 5 segundos, mas eu senti!
E segundo a página do tal do observatório de sismos, foi um tremor de 5.6, a 35km de profundidade, na peninsula de Nicoya, perto da praia de Samara.
Pronto. Tive meu primeiro sismo! :)
Inverno na Costa Rica
| Posted by Bárbara
Começou o inverno aqui... mas isso não significa temperaturas baixas...
Significa que...
...todos os dias amanhece ensolarado,
...faz calor ao meio dia
...no meio da tarde desaba um temporal
...e de noite é fresquinho (e as vezes ainda tá chovendo, o que impede de fazer qualquer coisa depois do trabalho)
...e que venham as enchentes! :P
Significa que...
...todos os dias amanhece ensolarado,
...faz calor ao meio dia
...no meio da tarde desaba um temporal
...e de noite é fresquinho (e as vezes ainda tá chovendo, o que impede de fazer qualquer coisa depois do trabalho)
...e que venham as enchentes! :P
Vulcões, cachoeiras, mar do Caribe e culinária centro-americana...
| Posted by Bárbara
Algumas das coisas que tenho feito no meu tempo livre aqui na Costa Rica...
...conhecer Vulcões! :)
A Costa Rica tem mais de 60 vulcões, 6 deles ativos... Vindo de um país "volcano-free" sem nunca ter tido a oportunidade de ver um, achei o máximo a idéia de conhecer alguns aqui em terras centro-americanas...
Assim, na Páscoa fomos a La Fortuna, ver o famoso Vulcão Arenal... dizem que é o único vulcão daqui que tem aquele formato típico de histórias em quadrinhos... e que, até 68, acreditavam que ele era só uma montanha normal, quando resolveu entrar em erupção matando 80 pessoas e 45 mil vacas (!!!)
Dizem que ele continua tendo erupções e que à noite é super bonito ver a lava vermelhinha voando céu acima... e que do centro da cidade de La Fortuna dá pra ver tudo isso...
Só que parece que não tivemos muita sorte... os 3 dias que passamos por lá estavam nublados e, segundo os nativos da região, o vulcão estava "mal criado" e não quis dar o ar da sua graça... Resultado: a minha foto do vulcão poderia ser uma foto de qualquer montanha normal que vocês jamais notariam a diferença... tenho que voltar lá pra ver o vulcão em erupção...
Vulcão Arenal
Depois disso, também fui conhecer outro vulcão, o Irazú. Esse é o vulcão mais alto da Costa Rica (3.400mts de altitude) e tem uma paisagem bem interessante... é tudo meio acinzentado (inclusive a vegetação), nublado... e devido à altitude, é friozinho e quem não está acostumado (eu!) até fica meio tonto com a diferença de pressão...
Vulcão Irazu
...nadar em cachoeira!
Um dos fins de semana que estive aqui fui a San Ramon, com o pessoal do CouchSurfing. Fizemos um almoço comunitário, vimos um desfile de cavalos de um festival da cidade, fizemos guerra de bexiguinha, festa... e no outro dia fomos conhecer Las Musas, um "eco-parque" ali pertinho...
O parque tem piscinas, tobogã e uma cachoeira bem linda... e, como tudo na Costa Rica, eles cobram entrada (odeio o fato de cobrarem entrada pra ver cachoeiras, vulcões, pra chegar até a praia!!! a natureza devia ser grátis!!!)... Como estava com locais que conheciam o lugar, fizemos um caminho pela montanha e chegamos na mesma cachoeira... grátis! :)
...conhecer o mar do Caribe! :)
A Costa Rica tem 2 oceanos: o Atlântico e o Pacífico. Dizem que o Pacífico é o mais turístico, com melhor infra-estrutura, com mais turistas gringos (gringos aqui = gente dos EUA)... e é o mais visitado pelos ticos (ticos = costarriquenhos) também...
E dizem que a zona do Atlântico (Caribe) é mais perigosa... que tem influência negra (dos escravos africanos), que a cultura, música, comida, etc. é diferente... e eu queria conhecer o Caribe! (influencia africana na comida, musica, cultura? soava meio "Bahia"...)
Assim, fui pra Cahuita, uma prainha no Caribe... chegamos tarde, já era escuro e fomos procurar onde dormir... ficamos num hostel no meio de um bosque lindinho! A natureza e as flores tinha um cheiro muito bom!! Chovia muito e dava a impressão de que estávamos no meio da selva e não na praia...
Nosso hostel - no meio da selva!
No dia seguinte, apesar da chuva, fomos aproveitar a praia... fomos na Praia Negra (praia de areia escura, perto do nosso hostel) e na Praia Branca, que fica dentro do Parque Nacional Cahuita (e pra variar tivemos que pagar!) e que teoricamente tem areia branca (vejam as fotos vocês mesmos... pra mim areia branca é a do nordeste do Brasil!)
Praia Negra
Praia Branca (??)
O que eu achei linda foi a combinação de natureza e mar, já que tem muita vegetação na beira da praia (não só coqueiros, mas muitas árvores, flores, muito verde e muita sombra!)... mas a praia em si... ainda prefiro muitas praias brasileiras!
Aproveitando a praia com chuva e tudo ;)
Depois de passar o dia no mar, fomos experimentar a famosa culinária caribenha: "rice and beans", feijão com arroz preparados com azeite de coco e acompanhado de plátanos (uma espécie de banana, que eles usam muito na comida aqui)... uma delícia!
...aprender a cozinhar comidas típicas daqui!
Parte da minha adaptação à cultura daqui tem sido aprender a cozinhar como os centro-americanos...
Assim, aprendi a fazer "tortillas", que são como umas panquecas de farinha de milho que se comem muito aqui no café da manhã; "patacones", feitos de platano verde frito; "platanos maduros", que eles fritam e usam pra acompanhar qualquer comida... também já consegui azeite de coco, pra me aventurar pela culinária caribenha e já sei preparar "gallo pinto" (aquele feijão com arroz do café da manhã)
Quer provar minhas novas habilidades culinárias? Vem me visitar!! ;)
Descobridora dos Sete Mares...
| Posted by Bárbara
3. Mar do Norte - Haia (Den Haag), Holanda
4. Mar Mediterrâneo - Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia
5. Mar Mármara - Istambul, Turquia
6. Mar Negro - Varna, Bulgária
7. Mar do Caribe - Cahuita, Costa Rica
...e de Oceanos, golfos e outros...
Atlântico Norte - Ilha da Madeira, Portugal
Atlântico Sul - Naufragados, Florianópolis, Brasil
Pacífico Norte - Brasilito, Costa Rica
Golfo da Finlândia - São Petesburgo, Russia
Golfo de Nicoya - Isla Chira, Costa Rica
Fiorde de Oslo - Oslo, Noruega
E para saber onde estão todos esses mares, oceanos, golfos e afins...
Lugares visitados na Costa Rica
| Posted by Bárbara
Pra quem quer acompanhar no mapa onde eu estive por aqui...
Ver Costa Rica en un mapa más grande
FINCA é a ONG onde eu trabalho
ECC são as Empresas de Crédito Comunitário que eu visitei a trabalho
O resto é meio óbvio...
Vou atualizar o mapa conforme for viajando por aqui...
(e ali do lado esquerdo do blog tem um mapinha igual a esse, que vai ficar sempre ali)
Ver Costa Rica en un mapa más grande
FINCA é a ONG onde eu trabalho
ECC são as Empresas de Crédito Comunitário que eu visitei a trabalho
O resto é meio óbvio...
Vou atualizar o mapa conforme for viajando por aqui...
(e ali do lado esquerdo do blog tem um mapinha igual a esse, que vai ficar sempre ali)
Abril
| Posted by Bárbara
Tava procurando música costariquenha... encontrei um grupo chamado Malpais e gostei! E achei que uma música chamada "Abril" vinha a calhar...
Pienso en abril,
en la sencilla
contradicción:
brilla la lluvia con el sol
en un pacto, un instante
o un tiempo más...
Pienso después
cada palabra
para decir:
dónde quedaste, en qué vagón,
unos meses atrás?
adonde estás?...
Puedo tocar
el aire donde estuvo el dios
benévolo
de tu cuerpo.
Y repasar
los párrafos sin terminar,
crepúsculos
que nunca se van.
Pienso quemar
todos los vientos,
puedo fundir
en una carta, una canción,
los pedazos de un año,
O un tiempo más...
Hasta entonces
dame paz, dame muerte
o la vida
o un tiempo más…
en la sencilla
contradicción:
brilla la lluvia con el sol
en un pacto, un instante
o un tiempo más...
Pienso después
cada palabra
para decir:
dónde quedaste, en qué vagón,
unos meses atrás?
adonde estás?...
Puedo tocar
el aire donde estuvo el dios
benévolo
de tu cuerpo.
Y repasar
los párrafos sin terminar,
crepúsculos
que nunca se van.
Pienso quemar
todos los vientos,
puedo fundir
en una carta, una canción,
los pedazos de un año,
O un tiempo más...
Hasta entonces
dame paz, dame muerte
o la vida
o un tiempo más…
Se quiser ouvir mais músicas do mesmo grupo:
On the road in Costa Rica (ou Cavalgada, praia e suco de graviola)
| Posted by Bárbara
Na ultima semana passei 5 dias viajando pelo país, visitando empresas de crédito e conhecendo comunidades desconhecidas para os costarriquenhos... e é claro que essas viagens se tornam histórias pra contar...
* Onde mora o Chris?
Chegando em Costa de Pajaros, tínhamos que encontrar o Chris, um norte-americano que é voluntário do Corpo de Paz dos EUA aqui, nessa comunidade. E ele está interessado em abrir uma empresa de crédito na comunidade que trabalha. Então nosso objetivo era reunir-nos com ele e explicar o que e como ele deve fazer.
No caminho:
- E onde mora o Chris? - eu
- Não sei, chegando lá a gente pergunta.
- Ah ta... e nós temos o telefone dele?
- Não
- ???
Chegando lá, paramos o carro na beira da estrada, baixamos o vidro e chamamos uma menininha que passava por ali
- Oi, por favor, tu sabe aonde é a casa do Chris, um gringo que mora aqui?
- Ah sim, claro. Segue reto e ali na pedra grande, entra a esquerda. Ele mora lá em cima.
E não é que encontramos? :P
(e algo parecido aconteceu depois também, quando fomos a Bolsón, outra comunidade... e nosso objetivo era visitar os sócios da empresa, pra ver quais deles ainda querem continuar na empresa, já que vários estavam ameaçando dissolve-la... e era a mesma coisa: "onde é a casa da dona Rosita?" e as pessoas nos explicavam...)
(nosso meio de transporte na Isla Chira... ah, o do meio é o Chris!)
* Horário da lancha
Para cruzar de Costa de Pajaros até a Isla Chira, tínhamos que pegar uma lancha.
- Bom, Chris... e a que hora sai a lancha pra ilha?
- Ah, sai na hora que passa o ônibus de Puntarenas
- Ok, então nos vemos lá na lancha, na hora que passar o ônibus
Incrível, não?
(na lancha)
* Frutas, frutas e mais frutas!
Lá na ilha, na casa onde ficamos, tinha vários pés de manga, com mangas lindas e maduras por todos os lados... era só juntar elas do chão, lavar e comer ali mesmo, com casca e tudo...
Também tinha coco... tomamos água de coco, comemos coco direto da fruta...
Ah, e em vários lugares encontrei suco de graviola com leite!! Adoro! :)
* Bebidas menos convencionais
Nem só de suco de frutas passei esses dias... na casa de uma senhora, ela me ofereceu "horchata" pra tomar... é um suco de arroz, com leite e canela... (sim, adivinhou quem pensou que tem gosto de arroz-de-leite)
E no caminho, no carro, a seca e o sol dos lugares onde passamos dava muita sede... então de tempos em tempos parávamos na beira da estrada pra tomar algo...
Numa dessas, me dão um saco plástico com um canudo enfiado dentro e amarrado pro saco não abrir. Dentro, uma bebida leitosa e doce, de sabor indecifrável... sei lá o que era, mas com a sede...
Em outra parada, compramos "vino de coyol". Coyol é uma palmeira... e a bebida é um fermentado refrescante que, segundo minhas pesquisas na wikipedia, não embebeda na hora que se toma, mas quando a pessoa se expõe ao sol... (eu não me expus ao sol depois de beber, então a teoria ainda não está comprovada)
(por do sol em algum lugar em Guanacaste, a provincia mais seca da Costa Rica)
* Cavalgada
Uma das empresas que visitamos estava organizando a cavalgada Lunamar, que acontece na lua cheia e vai do povoado deles até uma praia próxima.
Como a minha chefe não foi e a FINCA (minha ONG) tinha um cavalo reservado, eles fizeram questão que fosse eu montada no cavalo!!! Detalhe: eu nunca tinha montado um cavalo na vida!!!
Me deram a égua mais mansinha, me ensinaram um pouquinho antes de sair como fazer pra ela ir pra um lado ou outro e como parar... e depois eu convenci uma das senhoras da empresa a levar a égua amarrada no cavalo dela, assim ela seguia o cavalo e eu só precisava me concentrar em me manter montada sem cair...
Foram 2h30 de cavalgada, com o céu estrelado, a lua cheia, chegada na praia e alguns metros de cavalgada com o som das ondas... apesar do meu nervosismo e da dor na bunda, foi bonito! :)
* Praia
Na Isla Chira, depois de 2 dias de trabalho, convenci o pessoal a me levar pra praia (oras, como é que vou passar 2 dias numa ilha sem ir pra praia!)... fomos lá pelas 21hs, fizemos fogueira, olhamos a lua quase cheia, esperamos a maré subir (porque o terreno lá é puro lodo, então só dá pra nadar com a maré alta, senão a gente afunda no lodo e corta os pés - sim, eu aprendi isso por experiência própria!)... e lá pelas 23h30, entramos no mar! :)
(maré baixa... e os barquinhos todos no seco...)
No dia da cavalgada, depois da chegada na praia, procuramos um hotelzinho pra dormir ali perto, também na praia... assim, no dia seguinte, antes de começar um dia cheio de reuniões, contabilidade, balanços, ações, etc... tomei um bom banho de mar (sim, as 7h da manhã!)
(banho de mar as 7h da manhã)
To adorando minhas "giras" pelas empresas... aprendo, me divirto, conheço o país e acumulo histórias pra contar! :)
Feliz com o meu trabalho!
| Posted by Bárbara
Aqui na Costa Rica, estou trabalhando numa organização que se chama FINCA. O que eles fazem é ir nas comunidades rurais por todo o país e ajudá-los a criar empresas de crédito. Os próprios membros da comunidade compram as ações da empresa e, com o dinheiro, dão crédito a pessoas da comunidade que tenham projetos interessantes (seja pra comprar uma vaca e vender o leite, seja pra abrir um pequeno negócio...).
Assim, a comunidade ganha 2 vezes: com os empréstimos que eles podem ter, sem a burocracia e a papelada tradicionais dos bancos e com o rendimento das ações, que se reparte entre os sócios (que são eles mesmos). Interessante, né?
E o meu trabalho?
Eu estou trabalhando com a capacitação dos facilitadores, as pessoas que vão até as comunidades pra abrir essas empresas... estou trabalhando com os manuais para esses facilitadores (que são pessoas das comunidades também... gente que já está em uma empresa e ajuda a abrir mais) e materiais educativos para as pessoas da comunidade.
Além disso, como já existem mais de 200 empresas em todo o país (e a meta é abrir mais 60 em 2010), minha outra tarefa será criar um sistema pra coletar dados das empresas e calcular indicadores de desempenho (pra sabermos como cada uma das empresas está trabalhando e saber que tipo de apoio e acompanhamento eles precisam).
Então estou bem feliz com o meu trabalho, já que é bem interessante!
E além disso, nesse fim de semana fui com um consultor daqui visitar uma das empresas, pra fazer o acompanhamento, trabalhar com eles, criar um plano de trabalho, etc. (parecido com o que eu fazia na AIESEC, nas visitas de coach)
Assim, conheci uma das empresas, passei 2 dias lá com eles, aprendi bastante! :)
(trabalhando com o pessoal da empresa)
(assembleia geral da empresa)
E, como essa empresa que visitei fica numa ilha no pacífico, já aproveitei e conheci a ilha (Isla Chira)!! :)
(Isla Chira - a paisagem parece o nordeste do Brasil... tem até mangue lá)
E como o trabalho com as empresas é parecido com as minhas visitas de coach, me senti bem a vontade e, segundo o consultor, me saí muito bem! Por isso, minha chefe me mandou pra mais visitas! Hoje vou com ela e com o consultor passar 2 dias visitando mais empresas... to adorando!
(casa onde nos hospedaram na ilha)
E outra coisa que gosto daqui é o ambiente de trabalho. O pessoal é muito legal! Me fizeram até uma festinha de boas vindas (minha chefe fez pizzas e almoçamos todos juntos na sexta-feira).
E o mais legal: preparei chimarrão pra mostrar pra eles... e agora todos os dias eles me pedem pra tomar chimarrão!! E tem até briga pra ver quem toma primeiro!! ;)
(pizza com o pessoal daqui - minha festinha de boas vindas!)
(vou precisar de mais erva mate...)
Fotos
| Posted by Bárbara
Para os que pediram fotos, aí vai:
(rotonda de la bandera)
(a praia de areias negras)
(a paisagem na beira da praia)
("pinto com ovos": o meu café da manhã)
Primeiras impressoes da Costa Rica
| Posted by Bárbara
Para os desavisados: ja estou na America Central! Cheguei na Costa Rica 5a feira, dia 18... e já tive a oportunidade de ter algumas experiencias interessantes...
* Confusoes lingusticas
Aqui na Costa Rica, os nativos sao chamados "ticos", eles andam em "busetas" (uma buseta aqui é um onibus pequeno... o engracado é que tem uma empresa que se chama "Busetas Heredianas") e eles comem, no café da manha, "pinto", que pode vir acompanhado de ovos ("pinto" é um prato de arroz e feijao misturado, com cebola e pimentao... e sim, eles comem isso no café da manha!!)
* Terremotos
Dizem que eles sao super comuns aqui... ainda nao tive o meu primeiro, mas já vi em vários lugares placas indicando "zona de seguridad sismica" (ou seja, o lugar pra onde tu deve correr em caso de a terra comecar a dancar)
* Enderecos
Lembra que eu falei no outro post sobre os enderecos por aqui? Pois é, eles sao ainda mais complicados!!
É que o endereco dado em pontos cardeais e metros é o endereco oficial... só que é claro que as pessoas normais nao andam por aí com bussola e fita métrica pra saber como encontrar o lugar que estao procurando... entao o endereco que eles usam fica mais ou menos assim:
"Entras en el AMPM de Sabanilla, pasas 3 muertos, en el segundo porton a la mano derecha"
[traduzindo: AMPM é um supermercado, Sabanilla é o bairro, "muertos" sao os quebra-molas e esse é o endereco da guria que tá me hospedando]
* Praia
Sim, sim, já fui pra praia!!!
Ontem passamos o dia em uma praia do pacífico.
Nessa praia a areia é preta, a água do mar também é escura, porque como tem muitas ondas, elas reviram a areia e o mar fica cor-de-areia... tem muitos coqueiros na beira da praia... e a água é extremamente quente!!! (tanto que o mar nao é refrescante... é praticamente a mesma temperatura dentro e fora d´água... tu praticamente fica suando enquanto toma banho de mar!!)
Em breve mais novidades, curiosidades e aventuras... (ah, e fotos!)
A thousand miles away...
| Posted by Bárbara
O Roger me mandou essa música... e eu me identifiquei ;)
Estimated time of arrival 9.30 a.m.
Been up before the sun and now I'm tired before I even begin.
(Now you're flying) I got so much work in front of me,
(Really flying) it stretches out far as the eye can see.
I can see.
Spend half my life in airports doing crosswords and attempting to sleep,
And when the bar is open then you'll often find me warming a seat.
(Now you're flying) I never find a place where I can stay
(Really flying) I'd rather be a thousand miles away.
Thousand miles away.
Working for yourself sometimes ain't all that it's cracked up to be.
It can be as lonely at the top as at the bottom of that corporate tree
(Now you're flying) I'm told I'm going places - who can say ?
(Really flying) I might arrive but I'll be gone the very next day.
I must be on my way
A thousand miles away.
Promised to myself someday I'd take the time and try to make sense
Out of all those opportunities I've lost from trying to sit on the fence
(Now you're flying) But right now I've got no time for yesterday
(Really flying) Yesterday's a thousand miles away.
A thousand miles away.
(Now you're flying) What was that that you were trying to say ?
(Really flying) I guess I was a thousand miles away.
Sing it again.
Novos Horizontes
| Posted by Bárbara
Hoje lembrei-me do dia, mais ou menos 6 anos atrás, quando fazia meu último passeio de bicicleta antes de embarcar para minha primeira aventura internacional: estudar na Argentina.
Lembro do vento batendo na cara e aqueles pensamentos: "já pensou? nos próximos 5 meses estarei morando num país desconhecido, com pessoas desconhecidas, que falam um idioma que eu não entendo... como será? como será minha casa, a rua por onde vou caminhar todos os dias até a universidade, os colegas? será que vou aprender o idioma?"
Lembro, no ônibus, do frio na barriga quando cruzamos o túnel que atravessa por baixo do Rio Paraná e é a porta de entrada para minha nova cidade: Santa Fé... lembro de olhar pela janela pensando "bem vinda, essa é tua nova casa!"... e lembro de tudo o que isso significava: que eu tinha que construir minha vida ali, que começaria do zero, que não tinha nada e que tudo era novo e possível... que eu podia me maravilhar, me entristecer, me entediar, me surpreender... e que tudo isso só dependia de mim...
E aquela foi só a primeira de muitas aventuras... e eu amei cada uma delas...
Santa Fé e Cordoba fizeram meu coração se tornar metade argentino... e me fizeram ver o quanto era difícil deixar tudo, depois de ter construído a minha vida lá... e eu tive que aprender que, mesmo que eu fosse embora, Córdoba continuaria lá... mas que, segundo um amigo, "não continuaria igual"
em Praga, lembro do dia que cheguei, quando saí do metrô para a minha primeira impressão da cidade: aqueles prédios históricos, as torres medievais... e eu boba, olhando pra todos os lados sem conseguir acreditar que eu ia morar naquela cidade incrivelmente linda! Em Praga amei os castelos que me faziam sentir num conto de fadas... e foi lá que eu aprendi a apreciar cada estação do ano com suas cores, seus cheiros...
em Budapeste me tornei uma trota-mundos e levei nos olhos as belezas de cada canto por onde passei... lá aprendi a mudança, o desapego... aprendi a viver em qualquer lugar, a me acostumar com as mais diversas situações, a resolver os mais variados problemas... me maravilhei milhares de vezes com cada novo país, cada nova cidade, cada palavra em uma língua nova que aprendi a pronunciar... admirei a história de cada um deles e de cada uma das pessoas compartilhou comigo sua história, seus hábitos, sua vida... Lá não vivi somente a minha vida, vivi a de diversas pessoas com as quais interagi...
Montevideo me reconectou ao meu gauchismo, me fez perceber o quanto eu pertenço a esse lugar do mundo (o sul, os pampas)... Lembro também da chegada ao país vizinho, quando acordei de manhã e, ao abrir a cortina do ônibus, vi um nascer do sol nos campos emoldurados pelas araucárias... lembro da minha recepção com um mate amargo... lembro de passar pela rambla e pensar mais uma vez "bem vinda à tua nova cidade!"
E agora, na véspera de embarcar para mais uma aventura, o sexto país onde vou morar, alguns dos sentimentos que tive naquele dia, 6 anos atrás, já parecem bobos... já não tenho medo do inesperado, já não me preocupa o idioma, já sei que vou me adaptar, que vou superar quaisquer obstáculos...
Mas ainda sinto aquele friozinho na barriga das possibilidades que se abrem... amanhã, quando chegar na Costa Rica, mais uma vez vou dizer a mim mesma "bem vinda à tua nova casa!"... e já sei que mais uma vez terei que começar do zero, construir minha história... mais uma vez serei a Bárbara sem passado conhecido, que tem mil possibilidades de criar seu futuro... e já sei que, mais uma vez, depende só de mim como será minha vida por lá...
E justamente por isso, vou me permitir maravilhar-me com as coisas pequenas, com cada nova descoberta... vou me deslumbrar com cada nova paisagem, vou me alegrar com as novas cores, os novos gostos, os novos sons... vou aprender as diferenças, fazer amizades, conhecer lugares... e mais uma vez, vou construir algo tão legal que vou acabar deixando um pedacinho de mim por lá...
...e que venha a Costa Rica! :)
Floripa
| Posted by Bárbara
Toda vez que vou pra Florianópolis, volto dizendo "vou morar lá!"
É que a Ilha da Magia é incrível! São mais de 40 praias, várias trilhas, morros, muita natureza e, claro, muito mar!
Em fevereiro, passei 2 semanas lá... visitei 18 praias, fiz 4 trilhas, conheci a noite de Floripa, curti Maracatu no Carnaval e fui muito bem acolhida pelos meus "hosts" :)
...Ingleses, Santinho, Canasvieiras, Barra da Lagoa, Galheta, Mole, Lagoa, Caieira, Naufragados, Armação, Matadeiro, Lagoinha do Leste, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha, Rio Tavares, Campeche, Ilha do Campeche, Solidão...
Com vocês, um pouquinho dos meus preferidos...
Naufragados
A praia mais ao sul da ilha. Só se chega lá fazendo uma trilha de 50min, saindo da praia da Caieira da Barra do Sul, ou de barquinho.
Adoro essas praias sem civilização, onde não chega carro nem lixo... e as poucas pessoas que vão até lá entendem as "máximas" da natureza ("não deixe nada, apenas pegadas / não tire nada, apenas fotos / não leve nada, apenas lembranças")
Fizemos a trilha, que é bem fácil, e chegamos lá no escaldante sol do meio-dia. Pra nos proteger, encontramos uma grutinha no meio das pedras... e descansamos lá, na areia branquinha, até a hora de entrar no mar.
Lagoinha do Leste
Junto com Naufragados, minha praia preferida na ilha. Lá também só chega fazendo trilha.
Eu já tinha ido pela trilha que sai da praia do Pântano do Sul, mas dessa vez resolvemos tentar chegar pelo outro lado, a trilha que sai da praia do Matadeiro. É uma trilha bem mais longa, mais cansativa... mas tem uns momentos de vista do costão, das pedras, que compensa...
A chegada na Lagoinha do Leste tem uma vista linda... aproveitamos pra "almoçar" lá em cima das pedras...
Já na praia, dá pra escolher entre o banho gelado nas águas azuis de ondas fortes ou a tranquilidade da lagoinha (que dá nome à praia)...
O banho de lagoa, quentinho, também proporciona um ponto de vista interessante da praia...
Barra da Lagoa
Lá, pra mim, a grande atração é o fato de tu poder escolher entre o banho de mar ou o banho na barra da lagoa (o "riozinho" que forma onde a lagoa chega no mar), de água verdinha, em geral mais quente que a do mar...
O ruim da Barra é que a praia já tá tomada de turistas... e de milho, queijo na brasa, vendedores de tudo que é porcaria e lixo, muito lixo...
Mole
Adoro a cor da água da Praia Mole... e a moldura de pedras e morro ao redor da praia...
É a praia certa pra ver gente... cheia de jovens, surfistas, estrangeiros... animada pelos barzinhos que vendem cerveja na beira da praia e põe a galera pra dançar na areia...
Nas duas tardes que passei lá sozinha, fiz amizades ou encontrei conhecidos...
O ponto negativo da praia Mole: o mar é violento demais pra entrar na água! A solução? Caminhar até a praia ao lado (Praia da Galheta), que é uma praia de nudismo/naturismo (não obrigatório, pode ficar de biquini lá também!). Na Galheta, a cor do mar também é linda e é bem mais tranquilo de entrar na água (há até quem entre no mar pelado)
Ribeirão da Ilha
O lugar certo pra comer ostras e mariscos em restaurantes charmosinhos na beira do mar.
Também um bom lugar pra caminhar pelo passado, de casinhas coloridas e igrejinha colonial...
Ilha do Campeche
Saindo da praia do Campeche, fomos em botes até a Ilha do Campeche, local de preservação ambiental (cuidado por guias, com limite de visitantes diários e onde até as trilhas são controladas).
A praia delá é linda! Areia branquinha, mar sem ondas ultra-transparente, muitos peixinhos (a gente colocava óculos de natação e observava os peixinhos embaixo d'água)
Fizemos uma das trilhas, pra conhecer o lado leste da ilha (que só pode ir com guia)... a paisagem de verde, pedras e mar azul era linda:
Lagoa da Conceição
Há quem diga que a Lagoa é o coração de Floripa.
Com certeza é uma das noites mais animadas da ilha (foi lá que nos divertimos seguindo o grupo de maracatu, lá que tomamos cerveja na beira da lagoa e lá que saimos pra dançar forró)
Também é o reduto de hippies e artesãos que vendem seus artigos em uma feirinha no centrinho da Lagoa...
E, saindo do centrinho, também é possível fazer um passeio de barco pelo canto da lagoa (e até parar em algum dos píers pra, quem sabe, um tiragosto ou uma cervejinha na beira da lagoa)
Com certeza isso é só um pouquinho do que Floripa tem pra oferecer... mais uma vez fui pra lá e me maravilhei com as belezas da ilha... quem sabe eu ainda vou morar lá? ;)
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