Frutas

Sábado fui no Mercado Público daqui. Algumas das minhas descobertas:

* Aqui não tem fruta-do-conde (ou ariticum, ou pinha), mas tem uma fruta-prima: "anona" (ou "chirimoya")










* Também encontrei "manzana de água", que parece jambo, tem cor de jambo, mas não é tão docinha


* Conheci também o "mamón chino", que parece um primo da "lichia", só que com pelos!












* Tinha uma frutinha que perguntei o que é e me disseram "nance". Provei e não gostei. Não conhecia, mas a wikipedia disse que no Brasil se chama "murici"

* E tem uma fruta que se usa muito em sucos por aqui e que aqui se chama "cas" (dizem que em outros países latino-americanos se chama "arrayan") e alguém me disse que seria o "araçá" no Brasil... O gosto até lembra, mas não achei muito parecido... (deve ser um primo também)












E, claro, também tem muitas frutas que são iguais às do Brasil.

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Bocas del Toro

Imaginem um arquipélago no Mar do Caribe
Imaginem casas de palafita e população com forte descendência indígena
Imaginem que todo o transporte é feito por lanchas
Imaginem muito mangue, caranguejos e muitos mosquitos
Imaginem a sensação de estar o tempo todo dentro d'água
Imaginem um mar de água transparente e de temperatura agradável
Imaginem um povo amigável e que adora brasileiros

Imaginou?

Isso é Bocas del Toro... e foi lá que eu passei o último fim de semana! :)

Eu tinha que sair da Costa Rica pra poder ficar no país por mais três meses... Bocas fica no Panamá, mas é perto da fronteira... decidi ir pra lá!

A aventura começou logo que cruzamos a fronteira... Uma ponte que dá a impressão de que vai cair e onde passa 1 carro/caminhão/ônibus de cada vez (nós cruzamos caminhando)

 (a ponte)

 (Panamá: país numero 34! :D)

No lado panamenho entendemos como funcionam os negócios por lá: é preciso negociar, barganhar, pechinchar... sempre! Fomos da fronteira até o lugar de onde se pega a lancha para as ilhas de Bocas del Toro com uma van que custava 10... não, 8... ok, 6 dólares (e nós pagamos 5)

 (Almirante - a cidadezinha de onde pegamos o "taxi" até as ilhas. Viu como é tudo em palafita?)

Lá, pegamos o "taxi 25", a lancha que nos levou até o arquipélago. Já tinhamos reservado um hostel (Aqualounge, recomendo!), então fomos direto pra lá. O hostel era uma plataforma de madeira sobre o mar, com mesinhas ao ar livre, redes e uma piscina natural... adorei!

 (o hostel e a piscina natural - um buraco na madeira pra gente nadar na água do mar)

(a mesinha onde eu tomava café da manhã)
 
(olha a cor da água e os peixinhos!)

Dormi na rede, pra economizar e pra dormir com o barulhinho das ondas e acordar com o amanhecer do Caribe...

(minha cama-rede é a lá de trás)

No dia seguinte, passeio de lancha pelas ilhas... 

(olha a cor da água de novo!)

...com parada pra abastecer ;)



...até que chegamos ao nosso destino: Praia das Estrelas-do-Mar!


Brinquei com as estrelas-do-mar, fiz snorkel, nadei em um mar azul-transparente... a única coisa que atrapalhou foi a chuva (como aqui estamos na estação "chuva", chove TODOS os dias!)


E na volta do passeio saí pra explorar a ilha onde estávamos (nosso hostel não ficava na ilha principal, mas na ilha Carenero)...


...encontrei até uma praia onde dava pra nadar...


À noite, um passeio pelo "centrinho" da ilha principal (Isla Colón), onde descobrimos todos os "points" da noite bocatoreña... e descobrimos que são todos dominados por turistas! (onde será que se escondem os locais à noite? onde estão os panamenhos pra dançar salsa, merengue e outros ritmos caribenhos?)

No dia seguinte, decidimos optar por uma aventura diferente: explorar a ilha principal de bicicleta... e percorrer todas as praias!

(o caminho)

Vimos praias de águas calmas, praias com muitos corais, praias com ondas boas para os surfistas... areia branca, areia amarelinha... mães d'água, ondas que nos derrubavam na areia... praias com mar-piscina onde dava pra ficar boiando por horas... 

(minha bici :D)

...e de novo tivemos que voltar cedo e encharcadas por causa da chuva...

Na nossa última noite em Bocas, fomos na festa "ladys night" do nosso hostel, aproveitamos a bebida liberada para as mulheres... e depois nos mudamos para um hotelzinho na ilha principal, pra poder dormir um pouco, já que no hostel a festa prometia ir longe...

No dia seguinte: levantar cedo, pegar o "taxi" até a costa, negociar um transporte até Changuinola (cidade onde a minha amiga ia pegar o ônibus até San Jose), de lá conseguir outro transporte até Sixaola (a fronteira)...

(no barco indo embora)

...cruzar a fronteira a pé e de lá pegar um ônibus até Puerto Viejo, na costa caribenha da Costa Rica... tudo isso só pra poder ver o jogo do Brasil.

(cruzando a fronteira)

(aí foi onde eu vi o jogo... sim, lá atrás tá o mar! :D)

Depois do jogo, curtir um pouco a praia de Puerto Viejo (bem bonita... das praias da Costa Rica é a minha preferida até agora) e finalmente pegar o ônibus de volta a San Jose...

(praia em Puerto Viejo)
 
Valeu a pena! :)

Algumas informações úteis pra quem quiser ir pra Bocas del Toro:
* Como chegar (de San Jose):
- opção 1: pegar um ônibus de San Jose até Changuinola (já no Panamá) [US$ 12]. De lá tem ônibus de linha até Almirante [US$ 1,50] e, claro, sempre tem a opção negociar-com-os-carinhas-da-van-pra-te-levarem-por-um-precinho-camarada (eles sempre começam em US$ 10 e nós baixamos pra US$ 2,50)

- opção 2: pegar um ônibus de San Jose até Sixaola (a fronteira) [aprox US$ 10]. Da fronteira dizem que tem ônibus de linha até Chingaola por US$ 1,00. Eu peguei um taxi Changuinola-Sixaola (sim, na volta, porque na ida ainda não tinha a manha) por US$1,20 (compartilhado com outras pessoas). De Changuinola repetir o que foi dito acima. Também tem a opção negociar-com-carinhas-da-van pra eles te levarem direto da fronteira até onde pega a lancha (fomos em uma que a principio custava US$ 10 e nós pagamos US$ 5)

De Almirante, pegar a lancha [US$ 4] até a Isla Colón em Bocas del Toro (e pra cruzar até a Isla Carenero, onde tava o hostel, pagavamos US$ 1)

* Onde dormir:
- Aqualounge: dormitório compartilhado com banheiro compartilhado: US$ 10 / rede US$ 5
- Hotel Cayo Zapatilla (um hotelzinho simplezinho na frente da praça central da Isla Colon, em cima do supermercado dos chineses - viram como eu to bem em endereços ticos? :P): US$ 15 o quarto para 2 pessoas e US$ 20 para 3 (com banheiro privado e água quente)

* O que fazer:
- Tour em barco pelas ilhas + praia + snorkel: US$ 15 (preço normal) / US$ 10 (preço com desconto... em geral se é um grupo grande) / US$ 6 (preço que eu paguei... porque sou brasileira, linda e fiz amizade com os locais! :D). Tem uma cooperativa de turismo que fica bem na frente do lugar onde chega a lancha que vem de Almirante. Eles têm todos os tours pelas ilhas (inclusive pra ver golfinhos, aulas de surf, aulas de mergulho, ir pra ilhas desertas, etc). O pessoal é super gente boa e é só ficar amigo deles e pechinchar que sempre rola um descontinho ;)

- Alugar bicicletas e andar pela Isla Colón. Falem com um senhor barbudo (o "Seu Rasta") que fica sentado na esquina da rua principal e a rua que vai pro lugar das lanchas. Dizem que ele tem as melhores bicis de Bocas. [US$ 10 (preço normal) / US$ 6 (o que pagamos)]

** tenham em mente que fui pra lá na baixa temporada... na temporada "não-chuva" dizem que lota de turistas e tudo fica muito mais caro...

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Estrelas do Mar

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Curiosidades ticas

Algumas coisas curiosas/interessantes daqui...

* Comer frutas com sal
Ticos adoram comer frutas com sal... pegam frutas meio verdes (manga, goiaba) ou frutas ácidas (limão, laranja), colocam um pouquinho de sal e... comem!

* "Guacala"
Sabe o "eca!" que a gente diz quando tá com nojo? Aqui se diz "guacala"! Acho muito engraçado

* Mais confusões linguísticas (já tinha falado de algumas aqui)
- "brincar" significa "pular". Então tu pode "brincar" quando tá andando a cavalo, pode "brincar" algo em uma explicação, etc, etc...
- "crianza" é "criação"... então se te dizem que tu é uma "mala crianza" não quer dizer que tu é uma criança malvada... quer dizer que tu é malcriada ;)

* "Teu cabelo tá feio. Tu tá gorda"
Aqui é normal dizer essas coisas pras pessoas... pelo menos entre mulheres! E nem precisa ser aquela amiga íntima que te diz essas verdades com intenção de ajudar... pode ser pessoas aleatórias mesmo (do tipo a empregada daqui da ONG um dia veio e me disse "Tu engordou né?"... pra mim soou muito grosseiro! :P)

* Os homens casam cedo
(e tem filhos e fazem vasectomia cedo também)
Já conheci muitos guris aqui que são casados/divorciados/tem filhos e têm menos de 30 anos. E muitos com mais de 30 que são separados e tem filhos grandes (12-15 anos).
E a maioria deles, depois do(s) primeiro(s) filho(s), fez vasectomia (e até sei de um caso de um que casou de novo e aí fez uma cirurgia de reversão da vasectomia, pra poder ter filhos com a esposa nova... e ele tem uns 35 anos, calculo eu)

* As mulheres se maquiam. Muito.
Todos os dias no ônibus, indo pro trabalho, tem pelo menos 1 guria com um lápis de olho/rimel/delineador e um espelinho. Todas as ticas andam com os olhos pintados. Sempre.
Até já nos disseram uma vez: "dá pra ver que vocês são estrangeiras, porque não usam maquiagem"

* Eles acham normal bater nos filhos
Esses dias, no almoço, sentada na mesa com o pessoal daqui do trabalho... e eles começaram a falar de educação dos filhos. E todos eles disseram que apanhavam dos pais e que batem (ou bateriam) nos filhos. Porque isso é normal, é a forma correta de educar os filhos... que trogloditas! :P

* Ticos odeiam Nicas
Ticos = pessoas da "Tiquicia" (Costa Rica)
Nicas = pessoas da Nicarágua
Os nicas vêm muito pra Costa Rica procurando melhores oportunidades de trabalho... então é bem comum encontrar nicas trabalhando como empregadas doméstica, segurança, etc...
E os ticos discriminam muito eles... falam muito de "coisas de nica", falam deles despectivamente como "paisas" (não, nada a ver com os "paisas" colombianos, de Medellin)... reclamam que eles "estão invadindo a Costa Rica", etc, etc...
E os pobres nicaraguenses se sentem tão inferiorizados que eles mesmos acreditam que é justo que eles sejam discriminados :(

E com certeza tem muitas outras coisas curiosas que não lembro agora... vou acrescentando conforme for lembrando...

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Sobre morar na Costa Rica

Como sempre, depois de algum tempo morando em um país novo a gente começa a ver não só as novidades e coisas legais, mas também aquelas não tão legais... Já fiz a listinha pra Montevidéu, agora conheçam a da Costa Rica:

Não Gosto:
* do trânsito... San Jose (e todo o "Vale Central") tem uma urbanização péssima: são poucos os caminhos pra cruzar a cidade (pra ir da minha casa até o trabalho existem 2 caminhos; só! Assim se acontece um acidente - que são bem frequentes - todo o trânsito para), a maioria das ruas tem no máximo 2 pistas (e que em geral se convertem em uma só logo em frente, o que causa uma fila gigante)... e, com isso, um trajeto que levaria 10 a 15min (como ir da minha casa pro trabalho) leva no mínimo 1h - 1h30 em horários de pico (e, óbvio, como o horário de ir e voltar pro trabalho é horário de pico, eu SEMPRE levo esse tempo pra chegar no trabalho)
Ah... e sem comentários para a forma "tica" de dirigir... se enfiando na frente dos outros carros, buzinando pra pedir espaço, acelerando quando alguém tenta te ultrapassar, com motos cruzando pelo meio do caminho...

* da poluição... com tantos carros, o ar nas ruas principais das cidades é bastante irrespirável... e fora a sujeira das ruas (o centro de San José é um lixo)

* da forma como eles exploram (no mau sentido) os turistas! Como a economia do país é muito baseada no turismo, e a maioria dos turistas que vêm pra cá são "gringos" (é assim que eles chamam os norte-americanos) cheios da grana, os ticos se acham no direito de cobrar por tudo! 10 dolares pra entrar na praia, 10 dolares pra ver uma cachoeira, até 90 dolares pra fazer rafting, 10 dolares só pra ir no ônibus e acompanhar os amigos que vão pular de bungee jumping... um absurdo! (o que mais me irrita é quando eles cobram por coisas que não lhes pertence... como praias e cachoeiras que, de acordo com as leis daqui, são públicas) Ah, claro que concordo com áreas de preservação e até não me importaria de pagar os mesmos 2 dólares que os locais pagam pra entrar em parques nacionais... mas porque tenho que pagar 5 vezes mais?? eu por acaso vou sujar/destruir a natureza mais que um tico por ser estrangeira??

* os preços... quem pensa que a América Central é barata, provavelmente não veio pra Costa Rica... o custo de vida aqui é mais alto que o de Budapeste e Praga (e do que várias cidades do Brasil)... claro que tem coisas que são mais baratas (como bananas! :P) mas no geral tudo custa um pouquinho mais e alguns produtos são particularmente caros (como produtos de higiene - desodorante, shampoo -, iogurtes, chocolates)

* a influência dos EUA... talvez pelo turismo gringo aqui, talvez pela proximidade (!?!), talvez porque a maioria dos ticos adoraria morar nos EUA... mas tem muita influência deles aqui... seja nos inúmeros e incontáveis fast-food que eles têm aqui, seja quando me vendem um "burrito de meia libra", ou que é pra tomar "1 onça" de algo... quanto diabos é isso?? :P E o pior é que já perguntei pra pessoas daqui quanto era meia libra e a pessoa não sabia me responder... afinal, eles aqui usam as medidas iguais às nossas, só que aprenderam a comprar dos gringos nas suas medidas...

* da falta de vida ao ar livre. Não é uma contradição? Um país que se diz tão "verde", "ecológico" não tem áreas verdes, parques, vida ao ar livre em suas cidades (em especial no Vale Central... saindo daqui é diferente). As pessoas não saem pra caminhar em parques ou nas ruas (bom, na rua elas morreriam ou atropeladas ou sufocadas pela fumaça! :P), não encontrei ainda nenhum lugar legal pra tomar chimarrão (tipo o Gasômetro, a rambla de Montevidéu, a ilha Margit ou até mesmo o Ibirapuera), os bares nunca têm mesinhas na rua (aliás, os ambientes dos bares também são péssimos... fechados, com música irritantemente alta e muita fumaça de cigarro)
Já me deram como desculpa "mas é que chove por 6 meses todos os dias!"... e que tal as temperaturas negativas da Europa por 6 meses? Ou os ventos de Montevidéu por 6 meses? E ainda assim, no verão existe vida ao ar livre nesses lugares...
Aí, como não existe vida ao ar livre, as pessoas frequentam academias, shopping centers... todos andam de carro o tempo todo (ninguém caminha e andar de bicicleta é suicídio!)... e acham super normal passar mais de 3hs do seu dia no trânsito só pra ir e voltar do trabalho!

* da umidade: aqui, assim como em Montevideo, "lo que mata es la humedad"... as roupas levam 1 semana pra secar... e ficam com aquele cheiro de cachorro molhado... (e, como chove todos os dias, não dá pra pendurar as roupas na rua, tem que ser embaixo do teto que temos na nossa "lavanderia")

Gosto:
* já que falei dos preços, sejamos justos... gosto do preço dos ônibus (pago R$ 1,20 no ônibus que vem da minha cidade até San Jose - sim, é uma cidade diferente, é como se eu pagasse esse preço em um ônibus Canoas-POA - R$ 0,80 em um ônibus dentro da cidade e R$ 10,00 pra ir de San Jose até o Caribe - e são 2h30 a 3hs de viagem). E também gosto do fato de o preço do leite ser fixo (me disseram que existe uma lei que estabelece o preço do leite e ninguém pode cobrar mais do que o preço estabelecido)... assim pago sempre 475 colones (aprox. R$ 1,60)

* da variedade de frutas e verduras... de poder tomar suco de graviola, de provar frutas e verduras diferentes (meu novo passatempo é comprar verduras estranhas no supermercado e cozinhá-las pra ver como são... já descobri que gosto de "chayote" e de "ayote"... hehe). Ah, e adoro os tais "plátanos" (me disseram que em português eles se chamam "banana da terra", procurem aí!) e a versatilidade deles (aqui se come isso pra acompanhar qualquer comida)

* da amabilidade dos ticos com estranhos e estrangeiros... é sempre fácil achar alguém que te ajude a encontrar um lugar (já que os endereços não existem), que te explique como chegar, que te diga onde descer do ônibus, alguém que puxe papo contigo só porque quer ser legal... e se encontram até os que te emprestam o celular, que te dão carona (achamos um taxista que nos levou de graça até uma praia vizinha à que estávamos uma vez)...

* o fato de os ticos aceitarem bem trabalhar com estrangeiros... como trabalhamos com comunidades, me relaciono bastante com pessoas daqui... os facilitadores, as pessoas das empresas de crédito... e todos são sempre super legais comigo, me aceitam e me respeitam... quando a minha chefe falou pros facilitadores que eu seria responsável pelos materiais que eles vão usar nos seus treinamentos, automaticamente eles começaram a ligar pra cá pra falar comigo quando têm dúvidas ou precisam de algo...

* do serviço... ao contrário da Republica Tcheca, aqui o serviço é muito bom! Atendem bem, ajudam e fazem as coisas de acordo com o gosto do cliente (e sempre trocam pra mim as batatas fritas por patacones e o pão por platanos maduros :D)

Alguns pontos à parte...

Talvez achem estranho que não disse que não gosto da falta de endereços... na verdade no início me incomodava mais e fazia eu me perder por aqui... mas agora já me acostumei e já sei dar instruções usando pontos cardeais e metros... E para encontrar os lugares onde quero ir, se conheço o ponto de referência, me acho! (como quando me disseram "100m oeste da Cruz Vermelha" e eu "ok, onde é a Cruz Vermelha?")... Até já me localizo melhor que alguns ticos por aí... ;)

As praias... Quando soube que vinha pra um país entre o Oceano Pacífico e o Mar do Caribe, fiquei tri empolgada: PRAIA!!! Só que não é bem assim... ainda não conheci nenhuma praia daqui que ganhe de Floripa (e muito menos do nordeste brasileiro)... E sempre me dizem "Ah, mas é que as praias mais bonitas são as que estão longe de San Jose"... e essas praias ficam há 5h - 6h de viagem... e tem só 3 ou 4 ônibus por dia... e todos entre as 6h da manhã e as 5 da tarde... nenhum de noite (ou seja, não dá pra usar aquele truque de viajar toda a noite e aproveitar o dia... e nem pra ir depois do trabalho e poder aproveitar o dia seguinte inteiro na praia)
Então pelo jeito ainda não conheci (e nem vou conseguir conhecer as tais praias bonitas daqui)

O clima... fiquei sem saber se digo que gosto (já que não tem inverno... e que dá pra ir pra praia o ano todo, já que na costa é sempre quente) ou que não gosto (já que tem 6 meses de chuva, onde chove todo o santo dia... e também porque no fundo no fundo sinto falta de mudanças... no fundo a primavera dá um gostinho especial ao inverno ;)

Assim, como em todos os lugares onde já morei, vou encontrando as coisas que gosto, aprendendo a lidar com as que não gosto, criando minhas rotinas e aproveitando as coisas das quais depois vou ter saudade...

Mas, definitivamente, San Jose vai pra lista das cidades onde eu não moraria...

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Acidente

Eu acordei e estava no carro. Senti dor, percebi que o carro estava parado. "Ai, que aconteceu?" Logo, me dei conta que o Josué estava "de pé" na horizontal... com os pés na minha direita e a cabeça na minha esquerda... "Então eu não devo estar sentada". "Merda, nos acidentamos! O carro está de lado! Quero sair daqui! Me tira daqui!"

Tirei o cinto de segurança. Me levantei. Pisei cacos de vidro... "Já não tem janela no carro". Coloquei a cabeça pela janela "de cima"... "Merda, estamos em um buraco!" A estrada estava mais alta que o carro e estávamos meio longe dela... "Como vamos sair daqui?"

Era noite. Tudo estava escuro. Estávamos em Watsi, uma comunidade indígena na zona de Talamanca. (ver mapa) Os índios estavam todos dormindo... ninguém por perto pra nos socorrer... ambulância e polícia menos ainda...

"Josué, quero sair daqui!" Não dava pra ver onde o carro estava, mas eu escutava barulho de água... "Espero que o carro não continue caindo e girando! Quero sair daqui já!! Vou chamar uma ambulância." Abaixei pra dentro do carro, apalpei o banco de trás, onde lembrava que estava minha bolsa... não encontrei... o banco parecia não estar no lugar certo, já que encontrei um tronco ao invés da minha bolsa. Acendi a luz do carro. Tinha um tronco de mais de 30cm entrando pela janela do carro... apalpando um pouco mais, descobri que minha bolsa tinha caido pela janela e estava embaixo do carro. Puxei-a e consegui resgatá-la. "Está tudo aqui? Dinheiro, documentos, celular? Sim." Mas o celular não tinha sinal...

O Josué subiu em cima da lateral do carro, saindo pela janela "de cima". É, esse vai ser o jeito de sair. Coloquei minha bolsa em cima do carro, peguei minha mochila também. Me impulsionei com as duas mãos até conseguir sentar na porta do carro. "E agora?" Levantei de pé, joguei bolsa e mochila na estrada. Caminhei até a parte do carro que estava mais perto da estrada - a roda. Tentei pisar na roda, ela girou. "Josué, vai tu primeiro." Ele foi, pisou no meio da roda e pulou pra estrada. "Deu certo!" Eu fui também, pisei no meio da roda e me joguei pra frente. Ele me segurou pelos dois braços e me puxou pra estrada. "Consegui!"

E aí eu comecei a chorar... já estava "em terra firme", se o carro continuasse girando, não me levaria mais... Coloquei a mão no rosto... "Dói! Muito!" Senti um inchaço, minha cara devia ter o triplo do tamanho... quando tirei a mão do rosto, sangue! "Aii, to sangrando!!!" O Josué me olha e só consegue dizer "Desculpa!" "A culpa não foi tua, vamos procurar ajuda" 

Saí caminhando, encontrei uma casa com luzes acesas. Fui até a porta, bati várias vezes, chamei. Ninguém. Os cachorros começaram a latir... fiquei com medo que viessem me atacar, voltei. "Será que o hotel está muito longe?" (afinal, estávamos indo em direção ao hotel pra dormir...) "Vou caminhar até encontrá-lo, não importa que tenha que andar 2 horas." Comecei a caminhar.

"Bárbara, não corre!" "Josué, tu consegue caminhar? Machucou as pernas?" "Sim, eu consigo caminhar." "Então vamos!" E continuei... vi mais casas com luzes, mas todas muito longe da estrada... segui em frente... depois de uns 800 metros, vi uma quadra de futebol que tinha visto de manhã, quando saimos do hotel... "Josué, acho que o hotel está logo em frente!!" Mais uns passos... "Graças a Deus!! O hotel!!"

Tinha uma guria, hóspede, tomando uma cerveja ali na frente. Quando ela me viu fez uma cara de susto que me deu medo... "Nossa, minha cara deve estar mesmo feia!" Fui no banheiro, lavei o rosto. "Merda, tenho um corte na bochecha e vários arranhões na cara... e minha cara tem três vezes o tamanho normal!"

O Josué foi de novo até o carro, buscar os computadores e a mochila dele. A guria foi ajudar ele. Eu fui pedir os quartos... e gelo! "Desculpa, mas o restaurante está fechado e abre só as 6hs da manhã." - disse o segurança, único funcionário do hotel que estava ali. 

O Josué voltou com as coisas. "Como tu está?", perguntei. "Dói meu ombro. Acho que desloquei. E acho que quebrei o dedo." Fomos (tentar) dormir. Antes, tomei um banho gelado (maldito hotel! não tinha água quente!)... minha roupa tinha cacos de vidro. Eu tinha terra até dentro do nariz. Meu cabelo tava duro... de terra e sangue...

Foi uma noite horrível. Não podia dormir com o lado machucado pra baixo, porque a dor era insuportável. Não podia dormir com o lado machucado pra cima, porque sentia o sangue latejando no rosto inchado e a pressão era muito forte e me dava muita dor de cabeça. E eu não tinha nem um paracetamol! Coloquei os travesseiros nas costas e cochilei sentada.

As 6hs da manhã fui no restaurante. "Quero gelo!" Me deram uma sacola cheia. "E alguém tem algum comprimido pra dor?" Um senhor que estava tomando café foi até o seu quarto e me trouxe uma cartela de paracetamol! :) Voltei pro quarto, tomei 2, coloquei o gelo numa toalha e coloquei no rosto. Aliviou muito! E aí dormi até as 10hs...

Aí o Josué veio, me acordou e disse que tinha ido ver o carro. Tinha negociado com uma grua pra tirar o carro do buraco... eles viriam depois do meio dia. Dei um dos meus paracetamois pra ele e decidimos sair pra procurar ajuda médica. Fomos até Bribri, um povoadinho a 5km de onde estávamos. Pros parâmetros da região, Bribri é grande. Mas lá não tem nem um posto de saúde, nem uma farmácia! Fomos na cruz vermelha, nos olharam. "Deve ser só golpe. Vocês deveriam ir a uma clínica pra tirar raio-x." Fomos até o posto de saúde mais próximo (mais uns 5km). "Cédula?" "Não temos, somos estrangeiros." "Ah, então são 35 mil colones cada um." (aproximadamente 130 reais! cada um!) "Não temos esse dinheiro." Voltamos pro hotel.

"Vocês são os que estavam no carro que está lá no buraco?" - perguntou o motorista do taxi que nos levou até o hotel. "Sim." "Ah, recém passei por lá. Tem um monte de gente... e cheiro de gasolina." "Hmm, vamos até lá, ver o que aconteceu." Ver o carro no buraco, agora de dia, me assustou. "Como foi que eu saí daí?" O Josué me explicou o que aconteceu... a estrada de terra desmoronou quando passamos (passamos muito na borda da estrada) e por isso caímos. Por sorte íamos devagar então caímos de lado e não de frente naquele cano de concreto que dá pra ver na foto.


Desci até o carro, pra ver por dentro... Olhei no porta-malas, minha havaiana estava lá! Com um galho consegui resgatá-la! De manhã o Josué tinha salvo meu tênis, minha cuia e a térmica... e eu queria achar meu pacote de erva-mate... Não estava mais... Ou caiu do carro ou alguém levou (decerto achando que era droga :P). Fui olhar pela janela... vi o banco onde eu tava sentada... e o tronco que entrou pelo meu lado (eu fiquei embaixo, já que o carro caiu pro lado direito)... a centímetros da minha cabeça!! Comecei a chorar de novo, pensando na sorte que eu tenho de estar contando a história!

(Sim, a foto é assim mesmo! Não tente virar o computador! Essa é a posição do carro, o banco que aparece é onde eu tava sentada e esse é o tronco que bateu na minha cara)

Fomos almoçar... comi só um ovo mexido, porque não conseguia mastigar nada consistente... o rosto doía demais. Depois a grua tirou o carro do buraco... parecia um carrinho de brinquedo sendo carregado pelos dedos de uma criança. Deixamos o carro na casa do cacique. Ele nos preparou café e platanos maduros fritos (que também é molinho e eu consegui comer). Agradeci sem sorrir, já que sorrir também era difícil... O cacique nos deu sua benção. Agora com certeza vamos melhorar!

Já eram 4 da tarde e Talamanca fica longe de San José (6 horas). Ficaríamos lá mais uma noite e no dia seguinte conseguiríamos alguém pra vir nos buscar. Depois de muitas ligações, pedidos de ajuda, achamos alguém que nos buscasse. Fomos dormir com as galinhas... o cansaço e a dor nos venceram...

No domingo veio um senhor de uma das empresas de crédito que temos em Turrialba (outra região da Costa Rica) e nos levou de carro. Passamos em uma clinica onde finalmente um médico nos viu. Ele disse que eu não tinha quebrado nada, que a dor no braço e no rosto eram só da pancada. Me deu anti-inflamatório e mais paracetamol. E pro Josué, disse pra fazer raio-X no ombro e no dedo. Voltamos pra San José.

Isso foi há mais de 1 semana. Então não se preocupem, já estou bem! :)
Quando voltei a San José, acionei meu seguro do Brasil e me consultei decentemente. Não tenho nenhuma lesão, trauma, sequela... só tenho um ossinho quebrado no rosto, que vai curar sozinho, porque não tá afetando meus movimentos (e porque não tem como engessar o rosto, né? :P)... e tenho várias fotinhos legais do meu crânio... Já dói bem menos, já voltei a trabalhar e, como o médico disse que o osso vai curar sozinho e que é pra eu levar a vida normalmente e aproveitar a Costa Rica, segui suas recomendações e fui passar o fim de semana na praia! :)


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Tremores

Todo mundo sabe que a América Central é uma faixa tão pequeninha de terra, mas com tantos vulcões e falhas geográficas... e isso é porque fica entre várias placas tectônicas.

Então é claro que minha expectativa ao vir pra cá é que eu sentiria um tremor pela primeira vez na vida! (não, eu não quero um terremoto como o do Chile ou do Haiti, mas queria sentir que o chão tremeu!)

E já estava decepcionada, porque pelo que vi na página do "observatorio vulcanológico e sismológico" da Costa Rica, já aconteceram 14 sismos desde que eu estou aqui... e eu nunca tinha sentido nada!!

Na quinta-feira, quando ia de viagem a Talamanca (mais detalhes em breve), uma amiga me escreveu "sentiu o tremor?" E não, não senti nada... dizem que teve um tremor de 6.1, mas como eu tava no carro, em movimento, não senti nada...

Mas... hoje de manhã, finalmente tive meu primeiro tremor de terra!! :)

Tinha recém desligado o despertador e tava deitada na cama, naqueles minutos de levanto-não-levanto... e senti que a minha cama balançou. De leve. Como se fosse um barco na água, deslizando suavemente. Durou no máximo 5 segundos, mas eu senti!

E segundo a página do tal do observatório de sismos, foi um tremor de 5.6, a 35km de profundidade, na peninsula de Nicoya, perto da praia de Samara.

Pronto. Tive meu primeiro sismo! :)

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Inverno na Costa Rica

Começou o inverno aqui... mas isso não significa temperaturas baixas...

Significa que...
...todos os dias amanhece ensolarado,
...faz calor ao meio dia
...no meio da tarde desaba um temporal
...e de noite é fresquinho (e as vezes ainda tá chovendo, o que impede de fazer qualquer coisa depois do trabalho)


...e que venham as enchentes! :P

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Autorretrato

(Kleiton & Kledir)


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Vulcões, cachoeiras, mar do Caribe e culinária centro-americana...

Algumas das coisas que tenho feito no meu tempo livre aqui na Costa Rica...

...conhecer Vulcões! :)
A Costa Rica tem mais de 60 vulcões, 6 deles ativos... Vindo de um país "volcano-free" sem nunca ter tido a oportunidade de ver um, achei o máximo a idéia de conhecer alguns aqui em terras centro-americanas...

Assim, na Páscoa fomos a La Fortuna, ver o famoso Vulcão Arenal... dizem que é o único vulcão daqui que tem aquele formato típico de histórias em quadrinhos... e que, até 68, acreditavam que ele era só uma montanha normal, quando resolveu entrar em erupção matando 80 pessoas e 45 mil vacas (!!!)
Dizem que ele continua tendo erupções e que à noite é super bonito ver a lava vermelhinha voando céu acima... e que do centro da cidade de La Fortuna dá pra ver tudo isso...

Só que parece que não tivemos muita sorte... os 3 dias que passamos por lá estavam nublados e, segundo os nativos da região, o vulcão estava "mal criado" e não quis dar o ar da sua graça... Resultado: a minha foto do vulcão poderia ser uma foto de qualquer montanha normal que vocês jamais notariam a diferença... tenho que voltar lá pra ver o vulcão em erupção...

Vulcão Arenal

Depois disso, também fui conhecer outro vulcão, o Irazú. Esse é o vulcão mais alto da Costa Rica (3.400mts de altitude) e tem uma paisagem bem interessante... é tudo meio acinzentado (inclusive a vegetação), nublado... e devido à altitude, é friozinho e quem não está acostumado (eu!) até fica meio tonto com a diferença de pressão...
Vulcão Irazu

...nadar em cachoeira!
Um dos fins de semana que estive aqui fui a San Ramon, com o pessoal do CouchSurfing. Fizemos um almoço comunitário, vimos um desfile de cavalos de um festival da cidade, fizemos guerra de bexiguinha, festa... e no outro dia fomos conhecer Las Musas, um "eco-parque" ali pertinho...

O parque tem piscinas, tobogã e uma cachoeira bem linda... e, como tudo na Costa Rica, eles cobram entrada (odeio o fato de cobrarem entrada pra ver cachoeiras, vulcões, pra chegar até a praia!!! a natureza devia ser grátis!!!)... Como estava com locais que conheciam o lugar, fizemos um caminho pela montanha e chegamos na mesma cachoeira... grátis! :)


...conhecer o mar do Caribe! :)
A Costa Rica tem 2 oceanos: o Atlântico e o Pacífico. Dizem que o Pacífico é o mais turístico, com melhor infra-estrutura, com mais turistas gringos (gringos aqui = gente dos EUA)... e é o mais visitado pelos ticos (ticos = costarriquenhos) também...
E dizem que a zona do Atlântico (Caribe) é mais perigosa... que tem influência negra (dos escravos africanos), que a cultura, música, comida, etc. é diferente... e eu queria conhecer o Caribe! (influencia africana na comida, musica, cultura? soava meio "Bahia"...)

Assim, fui pra Cahuita, uma prainha no Caribe... chegamos tarde, já era escuro e fomos procurar onde dormir... ficamos num hostel no meio de um bosque lindinho! A natureza e as flores tinha um cheiro muito bom!! Chovia muito e dava a impressão de que estávamos no meio da selva e não na praia...
Nosso hostel - no meio da selva!

No dia seguinte, apesar da chuva, fomos aproveitar a praia... fomos na Praia Negra (praia de areia escura, perto do nosso hostel) e na Praia Branca, que fica dentro do Parque Nacional Cahuita (e pra variar tivemos que pagar!) e que teoricamente tem areia branca (vejam as fotos vocês mesmos... pra mim areia branca é a do nordeste do Brasil!)

Praia Negra

Praia Branca (??)

O que eu achei linda foi a combinação de natureza e mar, já que tem muita vegetação na beira da praia (não só coqueiros, mas muitas árvores, flores, muito verde e muita sombra!)... mas a praia em si... ainda prefiro muitas praias brasileiras!

Aproveitando a praia com chuva e tudo ;)

Depois de passar o dia no mar, fomos experimentar a famosa culinária caribenha: "rice and beans", feijão com arroz preparados com azeite de coco e acompanhado de plátanos (uma espécie de banana, que eles usam muito na comida aqui)... uma delícia!

...aprender a cozinhar comidas típicas daqui!
Parte da minha adaptação à cultura daqui tem sido aprender a cozinhar como os centro-americanos...
Assim, aprendi a fazer "tortillas", que são como umas panquecas de farinha de milho que se comem muito aqui no café da manhã; "patacones", feitos de platano verde frito; "platanos maduros", que eles fritam e usam pra acompanhar qualquer comida... também já consegui azeite de coco, pra me aventurar pela culinária caribenha e já sei preparar "gallo pinto" (aquele feijão com arroz do café da manhã)

Quer provar minhas novas habilidades culinárias? Vem me visitar!! ;)

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Descobridora dos Sete Mares...


1. Mar Adriático - Zadar, Croácia

2. Mar Báltico - Jurmala, Letônia

3. Mar do Norte - Haia (Den Haag), Holanda

4. Mar Mediterrâneo - Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia

5. Mar Mármara - Istambul, Turquia

6. Mar Negro - Varna, Bulgária

7. Mar do Caribe - Cahuita, Costa Rica

...e de Oceanos, golfos e outros...

Atlântico Norte - Ilha da Madeira, Portugal

Atlântico Sul - Naufragados, Florianópolis, Brasil

Pacífico Norte - Brasilito, Costa Rica



Golfo da Finlândia - São Petesburgo, Russia

Golfo de Nicoya - Isla Chira, Costa Rica

Fiorde de Oslo - Oslo, Noruega

E para saber onde estão todos esses mares, oceanos, golfos e afins...


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